20/12/2004
Encontrei Mi, Minha aMiga; conheci seu filho, seu marido, revi sua mãe e irmãos, e estive pela última vez no apartamento da família (lugar onde passei tantos dias e dormi tantas noites na adolescência...), pois ele acaba de ser vendido. Encontro delicioso, uma retomada de algo que ficou incubado, mas que está lá intacto, uma amizade consolidada, onde existe confiança, confidências, afetividade. Lembrei de como é bom ter uma Amiga.
19/12/2004
Quando mudei para Curitiba, em 84, conheci uma garota que também tinha se mudado e estava, como eu, sentindo-se um peixe fora d'água na escola. Ficamos amigas, viramos "irmãs", inseparáveis, até que entramos em faculdades diferentes. Conheci novos amigos, ela também, mas continuávamos ligadas, saindo, viajando juntas; mas fomos nos vendo cada vez menos, comecei a namorar, ela também, acabamos por nos distanciar completamente. A uns seis anos atrás, nos encontramos na rua, ela veio em minha casa e colocamos as novidades em dia. Soube que tinha casado. A dois anos atrás, uma amiga em comum encontrou-a no shopping e soube que ela estava morando em Paris, e tinha vindo passar o Natal com a família. Foi a última coisa que soube dela. Ontem, no Orkut, procurei por seu nome. Encontrei minha melhor amiga, que dividiu todas as angústias/ sonhos/ alegrias, que participou de todas as minhas descobertas, e que ficou marcada como uma das pessoas mais importantes da minha vida. Está morando em Paris, ainda. Mandei uma mensagem, ela respondeu, e por um acaso está aqui em Curitiba passando as festas. E por acaso, marcamos um encontro amanhã. Ela agora está com um filhinho de três meses. Irei conhecer o filho da minha amiga querida, que por acaso encontrei com a ajuda desse recurso tecnológico totalmente imponderável...
Que bom que estou vivendo isso.
Que bom que estou vivendo isso.
18/12/2004
fragmentos
Sem tempo para escrever, ainda. Pensamento recortado, cabeça a mil; publicarei apenas uns fragmentos da semana.
Segunda-feira: chopinho e tititti com Simone no bar do Zé Firino.
Terça-feira: passeio com Caê e crepe na feira.
Quarta-feira: Por do sol com o lirismo folk da banda galesa Gorkys Zygotic Mynci.
Quinta-feira: não lembro.
Sexta-feira: trânsito caótico das 6 e meia com chuva ouvindo o programa de jazz da Educativa.
Sábado de manhã com cólica assistindo o Lado B da MTV.
Segunda-feira: chopinho e tititti com Simone no bar do Zé Firino.
Terça-feira: passeio com Caê e crepe na feira.
Quarta-feira: Por do sol com o lirismo folk da banda galesa Gorkys Zygotic Mynci.
Quinta-feira: não lembro.
Sexta-feira: trânsito caótico das 6 e meia com chuva ouvindo o programa de jazz da Educativa.
Sábado de manhã com cólica assistindo o Lado B da MTV.
17/12/2004
torta gelada de café
Hoje não vai dar tempo de escrever nada...
Então, já que acabei de mandar uma receita para amigas (a torta que fiz para nosso lanche de domingo passado, que ficou ma-ra-vi-lho-sa!!), coloco-a aqui também.
TORTA GELADA DE CAFÉ
CREME:
Bater 100 g de margarina com 2 col. s. de Nescafé (ou outro café solúvel) e 1 xic. de leite condensado. Misturar com 1 pote pq de nata batida firme.
CROCANTE:
Ferver 1 xic (chá) de água com 1 ½ xic (chá) de açúcar. Quando formar um caramelo claro, colocar 1 col. s. de manteiga e 1 ½ xic. (chá) de amêndoas grosseiramente picadas. Deixa acentuar a cor do caramelo e despeja-o numa pedra untada com óleo. Moer depois de esfriar.
Forrar uma forma de bolo inglês (ou a que achar melhor) com papel alumínio. Colocar um pouco de creme no fundo. Molhar biscoitos champagne no café fraco (só de um lado) e colocá-las sobre o creme (vai 1 pacote e meio de bolacha, + ou -). Coloca uma camada de creme por cima e depois uma camada de “crocante”. Repete a operação (bolacha – creme – crocante) até preencher toda a forma. Colocar na geladeira por no mínimo 5 horas antes de desenformar (e é bom deixar um pouco no congelador antes). Desenforma, cobre-a com o creme que sobrou e decora com o crocante, amêndoas picadas e torradas, amêndoas inteiras e cerejas (ou o que invertar!).
Antes de servir, também é bom deixar um pouco no congelador.
Categoria: fácil, demorada, não usa forno, rende umas dez boas fatias, é deliciosa!
Então, já que acabei de mandar uma receita para amigas (a torta que fiz para nosso lanche de domingo passado, que ficou ma-ra-vi-lho-sa!!), coloco-a aqui também.
TORTA GELADA DE CAFÉ
CREME:
Bater 100 g de margarina com 2 col. s. de Nescafé (ou outro café solúvel) e 1 xic. de leite condensado. Misturar com 1 pote pq de nata batida firme.
CROCANTE:
Ferver 1 xic (chá) de água com 1 ½ xic (chá) de açúcar. Quando formar um caramelo claro, colocar 1 col. s. de manteiga e 1 ½ xic. (chá) de amêndoas grosseiramente picadas. Deixa acentuar a cor do caramelo e despeja-o numa pedra untada com óleo. Moer depois de esfriar.
Forrar uma forma de bolo inglês (ou a que achar melhor) com papel alumínio. Colocar um pouco de creme no fundo. Molhar biscoitos champagne no café fraco (só de um lado) e colocá-las sobre o creme (vai 1 pacote e meio de bolacha, + ou -). Coloca uma camada de creme por cima e depois uma camada de “crocante”. Repete a operação (bolacha – creme – crocante) até preencher toda a forma. Colocar na geladeira por no mínimo 5 horas antes de desenformar (e é bom deixar um pouco no congelador antes). Desenforma, cobre-a com o creme que sobrou e decora com o crocante, amêndoas picadas e torradas, amêndoas inteiras e cerejas (ou o que invertar!).
Antes de servir, também é bom deixar um pouco no congelador.
Categoria: fácil, demorada, não usa forno, rende umas dez boas fatias, é deliciosa!
16/12/2004
Dois passarinhos verdes com a cabeça azul têm vindo visitar a minha janela desde o início da primavera. Certamente é um pássaro sazonal, que alçará vôo aos primeiros sinais do outono, mas nunca tinha visto uma espécie tão colorida, tão perto de mim fora de uma gaiola. (Detesto gaiolas).
Não vejo a hora de pertencer à paisagem bucólica, de abrir a janela todas as manhãs e encontrar um festa de tonalidades verdes, e um pout-pourit de gorjeios dos mais variados pássaros nesse início de verão. De deitar-me na rede no final de tarde e deixar-me embalar pelos pensamentos; de pisar na terra seca e fina da estrada e sentir cócegas, de observar as incansáveis formigas trabalhando e escutar as despreocupadas cigarras fazendo serenata; de colocar um biquíni e deixar a pele tostar pelos saudáveis raios de sol; de preparar e desfrutar de um suado copo de água com gelo e folhinhas de hortelã; de escutar a Cultura AM de São Paulo no rádio; de ficar de papo na ensolarada cozinha, enquanto minha mãe prepara um bolo; de sair correndo feito uma criança; de rodar de braços abertos, de cantarolar, de me sujar de terra...
Não vejo a hora...
Não vejo a hora de pertencer à paisagem bucólica, de abrir a janela todas as manhãs e encontrar um festa de tonalidades verdes, e um pout-pourit de gorjeios dos mais variados pássaros nesse início de verão. De deitar-me na rede no final de tarde e deixar-me embalar pelos pensamentos; de pisar na terra seca e fina da estrada e sentir cócegas, de observar as incansáveis formigas trabalhando e escutar as despreocupadas cigarras fazendo serenata; de colocar um biquíni e deixar a pele tostar pelos saudáveis raios de sol; de preparar e desfrutar de um suado copo de água com gelo e folhinhas de hortelã; de escutar a Cultura AM de São Paulo no rádio; de ficar de papo na ensolarada cozinha, enquanto minha mãe prepara um bolo; de sair correndo feito uma criança; de rodar de braços abertos, de cantarolar, de me sujar de terra...
Não vejo a hora...
15/12/2004
Caiu em minhas mãos uma revista sobre literatura e chamou-me a atenção uma reportagem sobre os novos talentos na poesia. Como suspeitava, é através da Internet que tem sido possível conhecer pessoas que estão produzindo textos de boa qualidade. Frederico Barbosa (poeta e crítico literário) é um “olheiro” que publica autores desconhecidos numa editora chamada Landy. Ele diz:
(...) a ”rede” tornou-se a mais revolucionária forma de divulgação de poesia no mundo, transformando-se no melhor meio de vencer a barreira do desprezo das editoras, da implicância das livrarias e da rasura da grande imprensa.
O destaque da reportagem é uma curitibana de nome Greta Benitez, da qual transcrevo um dos poemas:
Pela janela que a chuva molha
Não sei se sou eu
Ou se é a cidade que me olha
Aproveitando o ensejo, lembro do lançamento dos livros de poetas, novos e consagrados, por uma editora recente do RS, a “AME O POEMA” (que na verdade é um palíndromo!), também destacando a presença da curitibana Estrela Leminski e de sua mãe Alice Ruiz.
(...) a ”rede” tornou-se a mais revolucionária forma de divulgação de poesia no mundo, transformando-se no melhor meio de vencer a barreira do desprezo das editoras, da implicância das livrarias e da rasura da grande imprensa.
O destaque da reportagem é uma curitibana de nome Greta Benitez, da qual transcrevo um dos poemas:
Pela janela que a chuva molha
Não sei se sou eu
Ou se é a cidade que me olha
Aproveitando o ensejo, lembro do lançamento dos livros de poetas, novos e consagrados, por uma editora recente do RS, a “AME O POEMA” (que na verdade é um palíndromo!), também destacando a presença da curitibana Estrela Leminski e de sua mãe Alice Ruiz.
14/12/2004
No trânsito, sou a pessoa mais calma que conheço. De uma tranquilidade irritante. Quem está comigo sofre, xinga, esperneia, esbraveja, só falta querer meter a mão na buzina por mim. E, convenhamos, oportunidades não faltam. Mas eu fico lá, impassível, não tenho rompantes de raiva no trânsito por nada. Não sei até que ponto isso é bom, mas descobri que eu irrito os esquentadinhos, tanto os passageiros como os outros motoristas. Exemplo: se levo uma buzinada, continuo ouvindo meus cedezinhos no maior astral. Se bobear, dou até um tchauzinho para a aquele que me olha torto. Se estou errada, aceno com um pedido de desculpas. Se o outro está errado, faço de conta que não foi nada. Se alguém na minha frente não viu o sinal abrir, não buzino para avisá-lo.
Irritante, não?!
Irritante, não?!
13/12/2004
Segunda sonolenta. Tinha acabado de ver no Bom Dia Brasil que no Sul ia ter muito sol e calor. Mas que nada... aqui está frio e nublado. E, após o jornal, a vontade de ficar dormindo mais um pouco foi potencializada pela voz da Ana Maria Braga lendo no ar aqueles e-mails edificantes que a gente recebe de "pencas" todos os dias. Seria falta de assunto, ou é só impressão?! Sua voz esganiçada e a risada "de soquinho"... ai que preguiiiiiça...
12/12/2004
Entre Natal e Ano Novo, acredito que muitos blogs entrarão em recesso. Eu entrarei também. Vou para o sítio daqui a uma semana, provavelmente, e só volto lá pelo dia 5 de janeiro.
O Professor me deu um “ultimato”. Ele é uma graça: um tempo atrás eu dizia que precisava me sentir pressionada para deslanchar a escrever, que eu estava sem metas rígidas, e depois disso ele me chama toda semana para uma reunião. Ótimo, mas às vezes não tenho nem o que falar. Ontem ele disse: “vou te pressionar um pouquinho: estou indo para a Alemanha no dia 22 e volto no dia 6 ou 7. Quando voltar quero ver o primeiro capítulo pronto”. Hahaha, como se ele fosse muito bravo! Bravo ou não, agora tenho uma meta a cumprir. Por que cargas d’água só consigo produzir sob pressão?!
O Professor me deu um “ultimato”. Ele é uma graça: um tempo atrás eu dizia que precisava me sentir pressionada para deslanchar a escrever, que eu estava sem metas rígidas, e depois disso ele me chama toda semana para uma reunião. Ótimo, mas às vezes não tenho nem o que falar. Ontem ele disse: “vou te pressionar um pouquinho: estou indo para a Alemanha no dia 22 e volto no dia 6 ou 7. Quando voltar quero ver o primeiro capítulo pronto”. Hahaha, como se ele fosse muito bravo! Bravo ou não, agora tenho uma meta a cumprir. Por que cargas d’água só consigo produzir sob pressão?!
11/12/2004
Fim do ano de 1993. Kátia me convidou para passar o ano novo com ela e uma amiga em Parati. Disse que iríamos de ônibus até S.J. dos Campos e de lá o “namorado” da Fran, um tal de Ale, iria nos levar de carro para ficarmos todos na casa de sua avó (dele). Namorado, namorado, ele não era. Acho que tinham se conhecido numa dessas “Oktoberfest” da vida, ficaram , trocaram telefone, endereço, e combinaram tal encontro. E eu totalmente gaiata, nem quis saber dos detalhes. Topei a idéia. Às nove da noite estávamos embarcando, chegando ao primeiro destino às cinco da matina. Táxi até a casa do menino. O que vimos, então? Muitas garrafas de champagne vazias, uma bagunça, ele (Ale) mais pra lá do que pra cá. Nada de malas arrumadas. A casa com ar de abandonada. Ficamos sabendo, então, da sorte que nos esperava. Não tinha carro nenhum. Resumindo: não tinha carro, não tinha pouso certo, não tinha nada.
Às 8 da manhã chegou outro desavisado na casa. Um amigo de apelido parecido (Alê), todo bicho grilo, com uma barraquinha nas costas e uma mochila, bata branca, sandália de couro, colar de pena. Também caiu no conto da carona. Então, a essa altura, pegamos o telefone pra tentar arranjar passagens de ônibus e vaga em alguma pousada. Não tinha. Nem um, nem outro. Alê, o grilo, tomou logo a providência mais cabível: “vamos pra rodoviária, lá a gente tenta alguma coisa”. Deixamos o “imbecil” e lá fomos nós. Alê, Kátia, Fran, eu. No tickets anymore. Óbvio. Conseguimos passagens só até Ubatuba, umas 4 horas depois. Chegando em Ubatuba minha febre estourou. Eu já estava com sintomas de garganta...
Chegando em Ubatuba, nada de passagem pra Parati. Alê, de novo, tomou a providência: “vamos pra beira da estrada tentar carona”. É louco, pensei. Quem vai dar carona pra quatro pessoas cheias de bagagem? E eu caindo pelas tabelas de febre. Quinze minutos depois, parou um Santana dourado. Beleza! Um homem sozinho, muito mal encarado, sobrancelhas grossas, bigode grisalho, camisa aberta, peludo, cheio de ouro pendurado, anéis, etc. Devia ter dentes de ouro, também. Mas não deu pra ver, o homem não abriu a boca, não sorriu, não deu sequer uma palavra com a gente. E voou. Meu Deus como voou naquela estrada cheia de curvas!!! Fazendo-as a 120 por hora, enquanto nós rezávamos pra sair dali vivos. Alê no banco da frente tentava puxar papo. Em vão. Não demorou muito, o homem nos deixou na entrada da cidade, exatamente no momento em que começava a chover. “To ralada...”. Muita sorte a nossa, porque estava passando um ônibus urbano e vupt!, lá fomos nós até a rodoviária de Parati. Só que... para onde vamos? Não tínhamos pousada, não conhecíamos, ninguém, enfim...
Fran avistou uma, digamos, “pousada” na frente da rodoviária. “Peraí que vou lá perguntar”. Voltou dizendo que ainda tinha um quarto com duas camas, mas sem banheiro. Ah, fomos pra lá na hora. Nos despedimos temporariamente de Alê, que foi para um camping com sua barraquinha canadense. Fomos ver o quarto, e realmente só tinha duas camas. A terceira (um colchão) teria que ser “encaixada” entre as duas na hora de dormir. Era tão estreito o espaço, que as laterais do colchão ficavam um pouco embaixo de cada cama. Banheiro? Coletivo, desses que é tudo junto vaso, pia e chuveiro, sem box. Um cubículo, não dava pra deixar a roupa no banheiro porque molhava. Tudo bem, estávamos felicíssimas. E eu caí de cama.
No dia seguinte me “emboletei” e fomos curtir a cidade. Viajamos por praias próximas, no divertimos como nunca (ou como sempre). Na virada, compramos um vinho e uns frios, acendemos uma vela no quarto e proferimos algumas palavras de bons agouros. E fomos pra gandaia. Encontramos o Ale (o imbecil) com cara de bunda, e ainda por cima abraçado com uma menina! Fran nem aí.
A volta também teve seu toque curioso. Quase sem dinheiro, conhecemos dois amigos na pousada que eram de São Paulo e ofereceram carona para nós três. Voltamos com eles até a rodo de SP, só que, quem disse que conseguiríamos passagem pra Curitiba? Ficamos das 4 da tarde até 11 e meia da noite tentando embarcar, com alguma desistência. Conseguimos, só que em ônibus separados. Mas isso não fez a menor diferença. Podre, acordei na rodo de CWB. Podre, mas feliz da vida.
Às 8 da manhã chegou outro desavisado na casa. Um amigo de apelido parecido (Alê), todo bicho grilo, com uma barraquinha nas costas e uma mochila, bata branca, sandália de couro, colar de pena. Também caiu no conto da carona. Então, a essa altura, pegamos o telefone pra tentar arranjar passagens de ônibus e vaga em alguma pousada. Não tinha. Nem um, nem outro. Alê, o grilo, tomou logo a providência mais cabível: “vamos pra rodoviária, lá a gente tenta alguma coisa”. Deixamos o “imbecil” e lá fomos nós. Alê, Kátia, Fran, eu. No tickets anymore. Óbvio. Conseguimos passagens só até Ubatuba, umas 4 horas depois. Chegando em Ubatuba minha febre estourou. Eu já estava com sintomas de garganta...
Chegando em Ubatuba, nada de passagem pra Parati. Alê, de novo, tomou a providência: “vamos pra beira da estrada tentar carona”. É louco, pensei. Quem vai dar carona pra quatro pessoas cheias de bagagem? E eu caindo pelas tabelas de febre. Quinze minutos depois, parou um Santana dourado. Beleza! Um homem sozinho, muito mal encarado, sobrancelhas grossas, bigode grisalho, camisa aberta, peludo, cheio de ouro pendurado, anéis, etc. Devia ter dentes de ouro, também. Mas não deu pra ver, o homem não abriu a boca, não sorriu, não deu sequer uma palavra com a gente. E voou. Meu Deus como voou naquela estrada cheia de curvas!!! Fazendo-as a 120 por hora, enquanto nós rezávamos pra sair dali vivos. Alê no banco da frente tentava puxar papo. Em vão. Não demorou muito, o homem nos deixou na entrada da cidade, exatamente no momento em que começava a chover. “To ralada...”. Muita sorte a nossa, porque estava passando um ônibus urbano e vupt!, lá fomos nós até a rodoviária de Parati. Só que... para onde vamos? Não tínhamos pousada, não conhecíamos, ninguém, enfim...
Fran avistou uma, digamos, “pousada” na frente da rodoviária. “Peraí que vou lá perguntar”. Voltou dizendo que ainda tinha um quarto com duas camas, mas sem banheiro. Ah, fomos pra lá na hora. Nos despedimos temporariamente de Alê, que foi para um camping com sua barraquinha canadense. Fomos ver o quarto, e realmente só tinha duas camas. A terceira (um colchão) teria que ser “encaixada” entre as duas na hora de dormir. Era tão estreito o espaço, que as laterais do colchão ficavam um pouco embaixo de cada cama. Banheiro? Coletivo, desses que é tudo junto vaso, pia e chuveiro, sem box. Um cubículo, não dava pra deixar a roupa no banheiro porque molhava. Tudo bem, estávamos felicíssimas. E eu caí de cama.
No dia seguinte me “emboletei” e fomos curtir a cidade. Viajamos por praias próximas, no divertimos como nunca (ou como sempre). Na virada, compramos um vinho e uns frios, acendemos uma vela no quarto e proferimos algumas palavras de bons agouros. E fomos pra gandaia. Encontramos o Ale (o imbecil) com cara de bunda, e ainda por cima abraçado com uma menina! Fran nem aí.
A volta também teve seu toque curioso. Quase sem dinheiro, conhecemos dois amigos na pousada que eram de São Paulo e ofereceram carona para nós três. Voltamos com eles até a rodo de SP, só que, quem disse que conseguiríamos passagem pra Curitiba? Ficamos das 4 da tarde até 11 e meia da noite tentando embarcar, com alguma desistência. Conseguimos, só que em ônibus separados. Mas isso não fez a menor diferença. Podre, acordei na rodo de CWB. Podre, mas feliz da vida.
10/12/2004
Domingo faremos nosso “natalzinho” (das amigas). Resolvi fazer no meu apartamento, mesmo com todas as precariedades. Queria dar uma decorada, deixar um ar natalino, mas não tenho nada de enfeites, ainda. Estou há tempos querendo comprar uma planta ou arbusto, pensei em bambu- mossô, ou Ficus, daí podia pendurar alguns negocinhos coloridos. A planta eu ainda não comprei, mas fiz uma massa de biscuit para, quem sabe, plasmar umas estrelinhas, bolas, ou o que a cabeça inventar na hora. E ainda por cima vou, eu mesma (com ajuda de “mamã”), fazer os quitutes. Agora mesmo estávamos quase pondo fogo na cozinha, fazendo um caramelo que irá na torta gelada de café. Detalhe: deixei a calda passar do ponto e ela amargou, vamos ter que fazer tuuudo de novo, hehe (chuinf!...). Farei empadão de palmito também (esse, especialidade da casa!). Puxa, estou num sufoco danado e ainda invento essa moda... bem eu, mesmo.
Inventei de colocar um counter no blog. Apanhei, não conseguia achar o lugar certo no template, dei um "preview" trocentas vezes (uma 25, pelo menos...), e mesmo assim não sei se saiu a contento. Ainda não consegui fazer a lista permanente dos blogs... ainda apanho muito mas chego lá. Figuras? Ainda com o Hello, embora Stijn tenha me dado todas as dicas para não precisar mais usá-lo. Como vi que o Hello não ia aceitar, mesmo, meu e-mail, comecei a "inventar" outros e-mails, o que agora me permite uma "sobrevida" de uns dois dias para usar o programa (com e-mails errados!). Como chamaria isso? Jeitinho brasileiro? hehe
09/12/2004
Quando morávamos no interior, sempre vínhamos visitar meus avós em Curitiba. Meu programa favorito era passear na Rua das Flores, brincar no Bondinho e tomar Sunday de morango na lanchonete da Loja Americana. Na época de Natal, a cidade vibrava. Era costume ter uma bandinha de Papais Noéis no Malucelli da Visconde. Presépios em tamanho real também eram costumeiros. As árvores de Natal não eram naturais, mas de um papel metálico, e as bolas eram também metálicas, de vidro muito fino (e diminuíam a cada ano, claro!). As árvores externas ganhavam lâmpadas coloridas, grandes. As lojas colocavam um disco com músicas natalinas tocadas em harpa (isso até hoje existe...). Como é bom ter lembranças!
Abaixo, a Rua das Flores, o Bondinho...
Abaixo, a Rua das Flores, o Bondinho...
08/12/2004
Hoje trabalhei com uma trilha sonora de respeito. Primeiro, coloquei o Amplified Heart, do ETBG. (Aliás, Ricardo ligou de Londres dizendo que foi no club onde o Ben Watt é DJ. Que vontade!!!!). Bom, depois disso coloquei o CD que o Rogério fez pra mim num aniversário: Burt Bacharach (lembrei do Fernando), com versões dele e de músicos e bandas como Posty Springfield (em The Look of love), Oasis (This guys in love with you), Pixes (What the world needs now is love) sendo esta última minha favorita, uma guitarra crua e muito elegante. Não poderia faltar Carpenters e Elvis Costello, claro. E, na minha opinião, Close to You (com a doce Karen cantando) poderia estar na lista das 10 melhores músicas de todos os tempos. É. Música boa da melhor qualidade...
Não adianta. Tem pessoas e tem “pessoas”.
Estava no restaurante, tomando o cafezinho, quando vi duas mulheres indo em direção à balança ao mesmo tempo. Uma delas indicou à sua frente com a palma da mão estendida para cima:
- Por favor!
A outra repetiu o gesto:
- Não, faço, questão!
- Não não! Eu é que faço questão.
A segunda deu, então, um passo à frente, pesou seu prato e, ao sair, disse sorridente:
- Obrigada! Desculpe, heim?
- Imagina...
A situação, cheia de rapapés e amabilidades, me fez pensar em como esse povo da minha cidade é educado, já que tal cena é muito comum de se presenciar.
Saí para pegar o carro. Alguém tinha parado atrás, simplesmente colado ao meu. Nem vento passava. De repente, apagou-se o pensamento anterior e me veio à mente um “êta povinho mal educado esse...”
Estava no restaurante, tomando o cafezinho, quando vi duas mulheres indo em direção à balança ao mesmo tempo. Uma delas indicou à sua frente com a palma da mão estendida para cima:
- Por favor!
A outra repetiu o gesto:
- Não, faço, questão!
- Não não! Eu é que faço questão.
A segunda deu, então, um passo à frente, pesou seu prato e, ao sair, disse sorridente:
- Obrigada! Desculpe, heim?
- Imagina...
A situação, cheia de rapapés e amabilidades, me fez pensar em como esse povo da minha cidade é educado, já que tal cena é muito comum de se presenciar.
Saí para pegar o carro. Alguém tinha parado atrás, simplesmente colado ao meu. Nem vento passava. De repente, apagou-se o pensamento anterior e me veio à mente um “êta povinho mal educado esse...”
Recebi um convite da Dani para entrar no Orkut. Como as coisas são engraçadas. Há menos de dois meses eu quase nem sabia o que era isso. Claro, tinha visto reportagens sobre, mas nem imaginava que tivesse um conhecido “nisso”. De repente, vejo que tem, sim, conhecidos nessa coisa, e a Dani até propôs de montarmos uma comunidade da nossa turma de faculdade. Bom, entrei no tal orkut (toda vez essa palavra me lembra “iorguth”, um jeito caipira de dizer iogurte, carregando no erre). Fui preencher o formulário e foi uma piada. Metade das coisas eu não entendi. Será que meu ingrêis está tão ruim assim? 70% das perguntas eu não respondi. Ou porque não achei opções condizentes, ou porque simplesmente não estava a fim de colocar (ou, é claro, porque não entendi bulhufas!). Posso estar sendo precipitada, mas comigo isso não funcionou. Não bateu. Não deu o click. Eu não “se empolguei”. E preciso do precioso tempo para encontrar os amigos de carne e osso. E os do blog, claro. (Hã? Hã?) rsrs
07/12/2004
A janela do quartinho que vai virar banheiro vai do chão ao teto. Na sua frente, a copa de uma araucária, tão próxima que os ramos quase entram em casa. Ontem choveu; pingos pesados faziam seus galhos vergarem suavemente. A brisa fria fez arrepiarem os pelos. As bromélias exibiram-se, frescas. Hortênsias azuis coloriam a tarde cinza. Os pássaros se aquietaram mais cedo. Sabiá entoou seu canto, reinando no bosque silencioso. E eu, da minha janela, encantada, participava de tão solene audição.
06/12/2004
Estou sentindo que meu universo está cada vez mais restrito nesses últimos meses.
Coisas que tenho feito pouco ou deixei de fazer:
- Tenho caminhado menos do que gostaria;
- Não tenho tomado sol. Nessa época do ano já estaria, no mínimo, “dourada”;
- Não tenho feito grandes incursões na cozinha. Caê assumiu o lado gourmet na feitura de ótimos peixes na brasa;
- Não mexi com enfeites de Natal;
- Não estou fazendo presentinhos de Natal personalizados. Não estou fazendo nenhum tipo de artesanato;
- Parei de comprar TODAS as revistas de decoração que saíam no mês;
- Não tenho acompanhado os lançamentos de CDs.
- Não estou acompanhado nenhuma novela;
- Não tenho visto filmes em vídeo ou DVD. No máximo alguns filminhos do Eurochannel.
- Não tenho acompanhado as boas mostras e exposições.
- Vou pouquíssimo ao salão. Dou um jeitinho nas unhas e o cabelo vai cresceeeendo...
Coisas que não deixei de fazer (ainda)
- Escrever no blog. Companheirão...
- Encontrar amigos. Sempre deve haver um espacinho para eles na nossa vida...
- Ir ao cinema. Vou com uma freqüência muito menor, mas não perco os meu favoritos.
-
Coisas que não pretendo abrir mão por nada.
- Namorar.
- Ouvir música.
- Dormir 8 horas por noite.
- Sonhar e acordar feliz.
Coisas que tenho feito pouco ou deixei de fazer:
- Tenho caminhado menos do que gostaria;
- Não tenho tomado sol. Nessa época do ano já estaria, no mínimo, “dourada”;
- Não tenho feito grandes incursões na cozinha. Caê assumiu o lado gourmet na feitura de ótimos peixes na brasa;
- Não mexi com enfeites de Natal;
- Não estou fazendo presentinhos de Natal personalizados. Não estou fazendo nenhum tipo de artesanato;
- Parei de comprar TODAS as revistas de decoração que saíam no mês;
- Não tenho acompanhado os lançamentos de CDs.
- Não estou acompanhado nenhuma novela;
- Não tenho visto filmes em vídeo ou DVD. No máximo alguns filminhos do Eurochannel.
- Não tenho acompanhado as boas mostras e exposições.
- Vou pouquíssimo ao salão. Dou um jeitinho nas unhas e o cabelo vai cresceeeendo...
Coisas que não deixei de fazer (ainda)
- Escrever no blog. Companheirão...
- Encontrar amigos. Sempre deve haver um espacinho para eles na nossa vida...
- Ir ao cinema. Vou com uma freqüência muito menor, mas não perco os meu favoritos.
-
Coisas que não pretendo abrir mão por nada.
- Namorar.
- Ouvir música.
- Dormir 8 horas por noite.
- Sonhar e acordar feliz.
05/12/2004
A maior das vertigens da subjetividade
O blog é uma nova forma de expressão, as pessoas estão recuperando a voz.
Queria que meu blog fosse algo tão elástico que contivesse todo tipo de coisa, solene, sutil e bela, que me venha à cabeça.
Essas frases, como também o título, foram tiradas de um artigo, de Elis Monteiro, do Observatório da Imprensa de 29/05/2002. Percebo que minhas suspeitas sobre esse novo mundo, que se descortinou para mim há pouquíssimo tempo, não são de nada infundadas. Já houve muita gente escrevendo sobre o assunto, e assim aproveito para colocar um trechinho do que li:
Eles são ‘gente como a gente’, mas aprenderam a tirar proveito do que de melhor a internet pode oferecer: comunicação, interatividade e uma rede de amigos, sempre dispostos a ouvir, mesmo que virtualmente, criticar e se solidarizar com as dúvidas existenciais uns dos outros. Blogar é, antes de tudo, compartilhar: pensamentos, informações. Os novos ‘publishers’ da rede – que de adolescentes só têm a alma – são, isso sim, muito criativos. E, ao contrário do que muitos pensam, eles não são ‘nerds’ ou ‘geeks’: são pessoas comuns, com hábitos não muito diferentes, que conciliam, com facilidade, a atividade de blogar com vida em família, trabalho e lazer. São eles os personagens principais da nova revolução da web. A retomada do ‘poder’ a quem de direito.
Cantores, amantes de gatos, donas de casa, experts em informática, muitos (muitos!) jornalistas, webdesigners. A variedade de profissões dos blogueiros só perde em quantidade para a multiplicidade de temas: de putas e vagabundos (que perambulam pelo ‘Catarro Verde’) à literatura (que povoa muitos), passando pelas notícias de informática (tema do ‘Marketing Hacker’) e análise do mundo. E muita informação relevante, o que é ótimo. Uma das vantagens principais do blog é ser território livre, onde se escreve (e publica) o que se quer. E, felizmente, a idéia de que eles são ‘diários na rede’ já está sendo ultrapassada. Diferente dos diários de papel, a maior parte dos blogs é escrita para informar e não apenas como forma de desabafo pessoal.
O artigo completo está disponível...
Queria que meu blog fosse algo tão elástico que contivesse todo tipo de coisa, solene, sutil e bela, que me venha à cabeça.
Essas frases, como também o título, foram tiradas de um artigo, de Elis Monteiro, do Observatório da Imprensa de 29/05/2002. Percebo que minhas suspeitas sobre esse novo mundo, que se descortinou para mim há pouquíssimo tempo, não são de nada infundadas. Já houve muita gente escrevendo sobre o assunto, e assim aproveito para colocar um trechinho do que li:
Eles são ‘gente como a gente’, mas aprenderam a tirar proveito do que de melhor a internet pode oferecer: comunicação, interatividade e uma rede de amigos, sempre dispostos a ouvir, mesmo que virtualmente, criticar e se solidarizar com as dúvidas existenciais uns dos outros. Blogar é, antes de tudo, compartilhar: pensamentos, informações. Os novos ‘publishers’ da rede – que de adolescentes só têm a alma – são, isso sim, muito criativos. E, ao contrário do que muitos pensam, eles não são ‘nerds’ ou ‘geeks’: são pessoas comuns, com hábitos não muito diferentes, que conciliam, com facilidade, a atividade de blogar com vida em família, trabalho e lazer. São eles os personagens principais da nova revolução da web. A retomada do ‘poder’ a quem de direito.
Cantores, amantes de gatos, donas de casa, experts em informática, muitos (muitos!) jornalistas, webdesigners. A variedade de profissões dos blogueiros só perde em quantidade para a multiplicidade de temas: de putas e vagabundos (que perambulam pelo ‘Catarro Verde’) à literatura (que povoa muitos), passando pelas notícias de informática (tema do ‘Marketing Hacker’) e análise do mundo. E muita informação relevante, o que é ótimo. Uma das vantagens principais do blog é ser território livre, onde se escreve (e publica) o que se quer. E, felizmente, a idéia de que eles são ‘diários na rede’ já está sendo ultrapassada. Diferente dos diários de papel, a maior parte dos blogs é escrita para informar e não apenas como forma de desabafo pessoal.
O artigo completo está disponível...
Participei de um chá de panela "daqueles"... não curto muito isso mas, enfim, fazer o quê... a gente acaba dando risada, cria-se um clima, a mulherada reprimida se solta...
Resultado, acabamos saindo pra dançar, aquele círculo meio ridículo de (muitas) mulheres, "mães de família" parecendo querer descontar todos anos de sua clausura em algumas horas. Divertido foi, but...
Resultado, acabamos saindo pra dançar, aquele círculo meio ridículo de (muitas) mulheres, "mães de família" parecendo querer descontar todos anos de sua clausura em algumas horas. Divertido foi, but...
04/12/2004
Essa foi boa...
Devo mesmo ter sido contaminada pelo espírito de Natal.
Ia fazer uma pergunta para minha mãe, exatamente no momento em que passava um carro de som com música natalina no último volume. Ao invés de dizer "Mãe, o papai ligou?" eu disse "Mãe, o papai noel, ...é, hum, o papai ligou?" ha ha ha ha
O que seria isso? Ato falho?!
Devo mesmo ter sido contaminada pelo espírito de Natal.
Ia fazer uma pergunta para minha mãe, exatamente no momento em que passava um carro de som com música natalina no último volume. Ao invés de dizer "Mãe, o papai ligou?" eu disse "Mãe, o papai noel, ...é, hum, o papai ligou?" ha ha ha ha
O que seria isso? Ato falho?!
Bom dia, dia! Que prazer encontrá-lo, céu azul! Sol, conte-me de suas paragens... que fazes por estas plagas?!
Agora todo ano é assim: faz frio em dezembro. No Natal, quando queremos colocar uma roupinha mais fluida, uma saia curta, um blusa nova de alcinha, uma sandália... simplesmente não dá.
Isso me lembra uma coisa engraçada: nos anos oitenta se usou muito "meia fina". No inverno e no verão. Saia com meia fina, bermuda com meia fina (e uma época ela era colorida!). A preferida era a "meia fina" preta, usada com scarpin, sapatilha ou botinha... hoje acho isso um horror, meia fina só para grandes produções, mas... moda é moda, e tudo acaba voltando. É só aguardar.
Agora todo ano é assim: faz frio em dezembro. No Natal, quando queremos colocar uma roupinha mais fluida, uma saia curta, um blusa nova de alcinha, uma sandália... simplesmente não dá.
Isso me lembra uma coisa engraçada: nos anos oitenta se usou muito "meia fina". No inverno e no verão. Saia com meia fina, bermuda com meia fina (e uma época ela era colorida!). A preferida era a "meia fina" preta, usada com scarpin, sapatilha ou botinha... hoje acho isso um horror, meia fina só para grandes produções, mas... moda é moda, e tudo acaba voltando. É só aguardar.
Recebi uma carta da CAPES acusando o recebimento da solicitação da bolsa sanduíche. Quando estava em busca de um lugar no mundo para complementar minha tese, pensei não só na qualidade dos centros de pesquisa e das pessoas; tinha que haver uma identificação com o lugar. Tinha também a questão da língua, já que se exige diploma do idioma oficial do país. Tinha a questão da tutoria, ou seja, eu precisava ter contato com uma pessoa do país que iria me receber. Meu programa de doutorado tem convênio com universidades da França (Bordeaux e Paris VII). Mas não aprendi francês, nem a França estava nos meus planos. Pensei em Inglaterra e logo desisti. Estados Unidos, nem cogitei. Pensei em Espanha, estava quase tudo certo quando mudei de idéia. E, sob protestos, escolhi o México, país que sempre me despertou curiosidade. O México é um país colorido. Pobre, cheio de problemas, mas alegre, criativo, berço de culturas, lindas paisagens.
E eu, que tinha até esquecido que estou nessa espera...
E eu, que tinha até esquecido que estou nessa espera...
03/12/2004
- Posso ver? Noooossa, ficou linda!
- Ficou grande...
- Claro que não! É pra ser assim mesmo... é o modelo dela... ah, ficou show!
- Ta muito caída, não ficou legal.
- Ah, mas é só dar um pontinho aqui ó...
- É, mas aí estraga todo o caimento dela...
- Nãão! Nossa costureira é muito boa! Ela arruma superbem..., peraí, vou pegar os alfinetes pra marcar.
- Mas eu não resolvi que vou ficar com ela...
- Aaaah, acho que você devia levar... ficou linda, você não vai achar nada que dê tão certo com essa saia.
(Vem a gerente):
- Uau, maravilhosa!!!
- Mas ficou enorme...
- Ah, isso a gente dá um jeito. É só dar um pontinho aqui ó...
Vendedores querendo empurrar um produto: isso me irrita profundamente. Gosto de lojas como a Zara; a gente pega a roupa, prova, resolve se leva ou deixa ali mesmo e pronto.
- Ficou grande...
- Claro que não! É pra ser assim mesmo... é o modelo dela... ah, ficou show!
- Ta muito caída, não ficou legal.
- Ah, mas é só dar um pontinho aqui ó...
- É, mas aí estraga todo o caimento dela...
- Nãão! Nossa costureira é muito boa! Ela arruma superbem..., peraí, vou pegar os alfinetes pra marcar.
- Mas eu não resolvi que vou ficar com ela...
- Aaaah, acho que você devia levar... ficou linda, você não vai achar nada que dê tão certo com essa saia.
(Vem a gerente):
- Uau, maravilhosa!!!
- Mas ficou enorme...
- Ah, isso a gente dá um jeito. É só dar um pontinho aqui ó...
Vendedores querendo empurrar um produto: isso me irrita profundamente. Gosto de lojas como a Zara; a gente pega a roupa, prova, resolve se leva ou deixa ali mesmo e pronto.
02/12/2004
Estava aqui pensando com “meu botão”. Já estou a bastante tempo nesse ritmo de blog, escrevendo todos os dias, tentando melhorar o “template” (tentei fazer os links permanentes mas não consegui, saiu no lugar errado; tentei colocar figuras, mas o programa recusou meu e-mail). Fiz “amigos virtuais” (poucos, e bons). Estou estimulada a escrever, exercito a criatividade, escrevo coisas que estão guardadas no fundo da memória... Posso dizer que passei pela fase 2, onde tentei decifrar os códigos desse fenômeno da contemporaneidade. Agora virou hábito, é irreversível, já nem penso mais em por que tenho um blog!
Bom, mas já que voltei ao assunto, aí vão mais algumas percepções sobre a vida própria dos blogs.
- Alguns são salas de visitas; outros são “quartos” de visitas; outros, ainda, são “banheiros”.
- Uns são consultórios de análise; outros são o próprio paciente no divã;
- Uns são baús de quinquilharias; outros, álbuns de fotografias.
- Alguns são editoriais; outros são segundo caderno, e outros a página de esportes.
- Uns são dissertações; outros, relatórios.
- Uns são “meu querido diário”; outros são “meu livro de poesia”; e outros “minhas receitas”.
- Alguns são portfólios; outros, currículos.
- Uns são mesas de botequim; outros são mesas redondas.
- Alguns são festas de arromba; outros, jantarzinho íntimo.
- Uns são pontos de encontro, outros são retiros espirituais.
- Uns são escancarados; outros, mais reservados.
- Alguns são simpáticos, e outros, mal humorados.
- Uns são engraçados; outros, nem tanto.
- Alguns são populares; outros, outsiders.
Alguns são puro escárnio. Esses têm muito ibope.
Bom, mas já que voltei ao assunto, aí vão mais algumas percepções sobre a vida própria dos blogs.
- Alguns são salas de visitas; outros são “quartos” de visitas; outros, ainda, são “banheiros”.
- Uns são consultórios de análise; outros são o próprio paciente no divã;
- Uns são baús de quinquilharias; outros, álbuns de fotografias.
- Alguns são editoriais; outros são segundo caderno, e outros a página de esportes.
- Uns são dissertações; outros, relatórios.
- Uns são “meu querido diário”; outros são “meu livro de poesia”; e outros “minhas receitas”.
- Alguns são portfólios; outros, currículos.
- Uns são mesas de botequim; outros são mesas redondas.
- Alguns são festas de arromba; outros, jantarzinho íntimo.
- Uns são pontos de encontro, outros são retiros espirituais.
- Uns são escancarados; outros, mais reservados.
- Alguns são simpáticos, e outros, mal humorados.
- Uns são engraçados; outros, nem tanto.
- Alguns são populares; outros, outsiders.
Alguns são puro escárnio. Esses têm muito ibope.
01/12/2004
Recebi uma mala direta do Papai Noel. É, do Papai Noel, está lá no remetente: “Papai Noel. Rua da Lapônia, 25 – Pólo Norte”. Envelope vermelho, selo de renas, carimbo do Pólo Norte. Ai, fiquei emocionada! A carta começa assim: “Para Lilian
Saudações natalinas.
Ora, ora. Aposto que é a primeira vez que você recebe uma carta minha. Este ano preparei várias surpresas, e todas estarão no Shopping Curitiba esperando você.”
A carta continua, falando da decoração e de todas as promoções e vantagens de se afundar lá nas compras de Natal.
Ora, ora, diria eu para o Papai Noel. O senhor não é aquele que me visitava no dia 24 de dezembro, trazendo muitos presentes? Ou que deixava um saco de presentes na sala sem que ninguém o visse (e ouvisse)? Aquele que tocava um sininho que me fazia sentir um nó na garganta? Que chegava cansado, e sentava no sofá, falando pausadamente, sobre todas as casas que ainda tinha que visitar? Que todos os adultos enxergavam voando no céu, com seu trenó, menos eu? Que tinha barbas de algodão? E luvas de meia? Às vezes chegava meio capenga? Fazia todos os adultos darem risada?
Diria isso ao Papai Noel, ao MEU Papai Noel, que povoou meus sonhos durante os primeiros anos da infância, para quem eu entoava canções emotivas, para quem eu me preparava ansiosamente na véspera de Natal, que adivinhava o que eu queria ganhar, mesmo sem precisar mandar cartinha para o Pólo Norte, meu Papai Noel de encantos, de cheiros, de visitas, de alegria, de reunião, de música, de quitutes, de abraços. Minha Noite Feliz, minha família, meus primos, meus avós... minha doce infância, mundo para onde mergulho, placidamente inebriada... embalada pelo colo aconchegante do Papai Noel. Do MEU Papai Noel...
Quanto à carta, grande jogada de marketing.
Saudações natalinas.
Ora, ora. Aposto que é a primeira vez que você recebe uma carta minha. Este ano preparei várias surpresas, e todas estarão no Shopping Curitiba esperando você.”
A carta continua, falando da decoração e de todas as promoções e vantagens de se afundar lá nas compras de Natal.
Ora, ora, diria eu para o Papai Noel. O senhor não é aquele que me visitava no dia 24 de dezembro, trazendo muitos presentes? Ou que deixava um saco de presentes na sala sem que ninguém o visse (e ouvisse)? Aquele que tocava um sininho que me fazia sentir um nó na garganta? Que chegava cansado, e sentava no sofá, falando pausadamente, sobre todas as casas que ainda tinha que visitar? Que todos os adultos enxergavam voando no céu, com seu trenó, menos eu? Que tinha barbas de algodão? E luvas de meia? Às vezes chegava meio capenga? Fazia todos os adultos darem risada?
Diria isso ao Papai Noel, ao MEU Papai Noel, que povoou meus sonhos durante os primeiros anos da infância, para quem eu entoava canções emotivas, para quem eu me preparava ansiosamente na véspera de Natal, que adivinhava o que eu queria ganhar, mesmo sem precisar mandar cartinha para o Pólo Norte, meu Papai Noel de encantos, de cheiros, de visitas, de alegria, de reunião, de música, de quitutes, de abraços. Minha Noite Feliz, minha família, meus primos, meus avós... minha doce infância, mundo para onde mergulho, placidamente inebriada... embalada pelo colo aconchegante do Papai Noel. Do MEU Papai Noel...
Quanto à carta, grande jogada de marketing.
30/11/2004
Continuando minha exegese vociferante sobre a vida do pesquisador brasileiro, e já “comentando o comentário” do Fernando: não podemos contar com as condições mínimas para ser pesquisador no Brasil sem ter que fazer grandes concessões. Exemplifico: os professores de universidades públicas, que também são orientadores e pesquisadores, não têm um salário não condizente, mas tem que ter dedicação exclusiva, ou seja, 40 horas semanais. O que acontece? O salário não dá. O que fazem, então? Dão aulas nos finais de semana em cursos de pós-graduação para complementar a renda. E inflaciona-se a oferta desses cursos, que acabam virando um subterfúgio para o problema da má remuneração. Está certo, há uma contrapartida boa (profissionais têm buscado e conseguido especializações nos seus ramos), mas muitos desses cursos não poderiam nem existir, tamanha a desorganização/ falta de seriedade e respeito com os professores e alunos. O resultado disso é fácil de imaginar.
Já aqueles que se preparam durante anos para a vida acadêmica e não conseguem sequer entrar numa universidade pública, ficam à mercê das faculdades dinheiristas que supostamente pagam bem, mas “esfolam” o professor, pois este não tem as condições de dedicar-se a pesquisa nenhuma. É pago por hora-aula. Mas trabalha bem além das horas em que está em sala de aula, por supuesto. Isso tudo tirando o fato de que, para chegar a qualquer universidade séria, hoje, é preciso ter o título de doutor. E não é nada fácil conquistar esse título tendo que, na maioria dos casos, trabalhar duro e estudar ao mesmo tempo, cuidar da casa e da família, etc. A não ser que este se dedique exclusivamente à pesquisa, submetendo-se à bolsa irrisória do governo, o que só é possível se houver um suporte financeiro familiar.
O resultado dessa condição: o alto investimento que o país faz na formação dos seus intelectuais e cientistas não tem o devido retorno, para dizer o mínimo. Veja-se a evasão desse pessoal para outros países.
Já aqueles que se preparam durante anos para a vida acadêmica e não conseguem sequer entrar numa universidade pública, ficam à mercê das faculdades dinheiristas que supostamente pagam bem, mas “esfolam” o professor, pois este não tem as condições de dedicar-se a pesquisa nenhuma. É pago por hora-aula. Mas trabalha bem além das horas em que está em sala de aula, por supuesto. Isso tudo tirando o fato de que, para chegar a qualquer universidade séria, hoje, é preciso ter o título de doutor. E não é nada fácil conquistar esse título tendo que, na maioria dos casos, trabalhar duro e estudar ao mesmo tempo, cuidar da casa e da família, etc. A não ser que este se dedique exclusivamente à pesquisa, submetendo-se à bolsa irrisória do governo, o que só é possível se houver um suporte financeiro familiar.
O resultado dessa condição: o alto investimento que o país faz na formação dos seus intelectuais e cientistas não tem o devido retorno, para dizer o mínimo. Veja-se a evasão desse pessoal para outros países.
29/11/2004
"To complete registration, you must verify your email address. Clicking the button below will send an email to you containing instructions on completing this process". Inacreditável. O tal Hello me barrou de novo, pela terceira vez. O pior é que não vem e-mail nenhum com as ditas instruções. Aaah, quer saber? Cansei...
Começo a semana pensando em tudo o que tenho que fazer. Termino a semana pensando em tudo o que não fiz. As coisas acumulam e, assim, começo novamente a semana pensando em tuuuudo o que tenho que fazer, e daí os dias parecem mais curtos... Bom, melhor mudar de estratégia.
Ontem consegui ir ao cinema para ver La Mala Educación. Almodóvar é sempre Almodóvar, assim como Woody Allen, Tarantino, David Lynch, só para citar alguns que têm um estilo inconfundível, que conservam elementos comuns em todos os seus filmes. Os elementos “almodovarianos” (as cores fortes, o cenário kitsch, os personagens bizarros) estão lá, mas esse último filme não me convenceu. Imaginei-o muito mais sutil, provocador e dramático. Numa história com muito potencial (e com referências explícitas aos “film noir”), ele acabou por fazê-la comum, tentando criar um clima de suspense que ficou previsível cedo demais. Os dramas psicológicos, que se desenhavam no início, quase não foram explorados. Dessa vez, ele deu mais importância ao encadeamento dos fatos. Seriam exigências do mercado cinematográfico, já que há tempos ele está no mainstream? Acabei relacionando seu desfecho aos filmes de Hollywood.
Ontem consegui ir ao cinema para ver La Mala Educación. Almodóvar é sempre Almodóvar, assim como Woody Allen, Tarantino, David Lynch, só para citar alguns que têm um estilo inconfundível, que conservam elementos comuns em todos os seus filmes. Os elementos “almodovarianos” (as cores fortes, o cenário kitsch, os personagens bizarros) estão lá, mas esse último filme não me convenceu. Imaginei-o muito mais sutil, provocador e dramático. Numa história com muito potencial (e com referências explícitas aos “film noir”), ele acabou por fazê-la comum, tentando criar um clima de suspense que ficou previsível cedo demais. Os dramas psicológicos, que se desenhavam no início, quase não foram explorados. Dessa vez, ele deu mais importância ao encadeamento dos fatos. Seriam exigências do mercado cinematográfico, já que há tempos ele está no mainstream? Acabei relacionando seu desfecho aos filmes de Hollywood.
28/11/2004
Revelei as fotos da praia (finalmente), ficaram muito boas. Ontem à noite Simone e Eduardo nos convidaram para jantar, e daí fizemos a “sessão” de fotos (trocamos negativos e tal). O jantar estava maravilhoso, ela caprichou. Primeiro, uma salada incrementada com molho idem. Depois, um suflê de cogumelos frescos muito exótico, pelo sabor selvagem do cogumelo e pelos temperos que colocou, como salsinha, kümmel, noz moscada e pimenta moída na hora. A sobremesa, então, foi surpreendente! Maçãs recheadas e assadas, servidas com sorvete de creme. Tão bonita quanto deliciosa.
Eduardo está indo para Israel na terça, onde fará contatos que possibilitarão sua ida (com a família) para lá no ano que vem, fazer seu pós-doutorado. Eduardo é o exemplo típico do professor/ pesquisador desiludido com o país. Fez seu doutorado na Alemanha, para onde foi recém casado. Ficaram lá 5 anos, com bolsa. Viajaram a Europa inteira (e mais um pouco), foram a todos os shows, eventos e museus que puderam, compraram pilhas e pilhas de CDs, e ainda conseguiram economizar um bom dinheiro. Voltaram para o Brasil; ele ganhou uma bolsa de recém-doutor por dois anos. Com as economias (e ajuda do pai), construíram uma linda casa. Passou num concurso para uma universidade pública, tiveram um filho. E agora não conseguem mais economizar nada; trabalham como loucos, vivem no vermelho, não podem fazer uma viagenzinha sequer no fim de semana sem sair do orçamento, quase não vão a shows ou compram CDs, já tiveram a casa roubada, enfim, não conseguem, nem de longe, ter uma vida parecida com a que tinham na Alemanha. Agora que terminou seu estágio probatório, pode sair para o pós-doutorado. Como são doidinhos, “escolheram” Israel. Ele pode ficar até dois anos fora, e voltar para a universidade. Depois de algum tempo poderá sair de novo, e assim sucessivamente. Ontem falava no desejo de mudar de vez do Brasil. Desapegados, ficariam numa boa fora para sempre, acontece que seus pais vieram de Petrópolis para cá só por causa dele, que é filho único, construíram uma bela casa para ver o neto crescer, etc.
E esse é um exemplo do dilema daquele (brasileiro) que tem como vocação a pesquisa...
Eduardo está indo para Israel na terça, onde fará contatos que possibilitarão sua ida (com a família) para lá no ano que vem, fazer seu pós-doutorado. Eduardo é o exemplo típico do professor/ pesquisador desiludido com o país. Fez seu doutorado na Alemanha, para onde foi recém casado. Ficaram lá 5 anos, com bolsa. Viajaram a Europa inteira (e mais um pouco), foram a todos os shows, eventos e museus que puderam, compraram pilhas e pilhas de CDs, e ainda conseguiram economizar um bom dinheiro. Voltaram para o Brasil; ele ganhou uma bolsa de recém-doutor por dois anos. Com as economias (e ajuda do pai), construíram uma linda casa. Passou num concurso para uma universidade pública, tiveram um filho. E agora não conseguem mais economizar nada; trabalham como loucos, vivem no vermelho, não podem fazer uma viagenzinha sequer no fim de semana sem sair do orçamento, quase não vão a shows ou compram CDs, já tiveram a casa roubada, enfim, não conseguem, nem de longe, ter uma vida parecida com a que tinham na Alemanha. Agora que terminou seu estágio probatório, pode sair para o pós-doutorado. Como são doidinhos, “escolheram” Israel. Ele pode ficar até dois anos fora, e voltar para a universidade. Depois de algum tempo poderá sair de novo, e assim sucessivamente. Ontem falava no desejo de mudar de vez do Brasil. Desapegados, ficariam numa boa fora para sempre, acontece que seus pais vieram de Petrópolis para cá só por causa dele, que é filho único, construíram uma bela casa para ver o neto crescer, etc.
E esse é um exemplo do dilema daquele (brasileiro) que tem como vocação a pesquisa...
27/11/2004
Agora fico querendo inserir, inserir, inserir, antes que o Hello me dê uma desculpa qualquer e me impeça novamente de usar seus serviços. Esse é o polêmico e controvertido "Olho" do Niemeyer, construído faz pouco tempo em frente a uma obra da década de 60, do mesmo arquiteto. O prédio ao fundo era ocupado por Secretarias do Governo, e, que eu saiba, era um local insalubre, úmido, sem conforto térmico. O pessoal foi re-locado, inaugurou-se o Museu, o Olho virou cartão postal da cidade, e é motivo de reações extremadas dos seus moradores. Uns odeiam. Outro adoram.
26/11/2004
Oh oh oh! Se é pra entrar no clima, vamos lá... vi na TV um curso para Papai Noel. Lá eles aprendem a andar como um, a falar como um, a rir como um, e até a cantar canções natalinas. Tem que ser gordinho, e se tiver uma longa barba branca, então, esse deve obter um “plus” no pagamento.
Extra, extra!! Esse ano estão lançando novos figurinos noelísticos, para dar um “refresco” ao pobres: Tem o Papai Noel de pijama, o de bermuda e chinelo, o de camiseta e suspensório... Acho que isso foi inspirado por aqueles bonecos móveis chineses (tem Papai Noel que rebola, que toca o sino, tem um até que transa na banheira com a Mamãe Noel – e eu que sempre achei o que bom velhinho fosse celibatário...). Tudo em nome do mercado.
Extra, extra!! Esse ano estão lançando novos figurinos noelísticos, para dar um “refresco” ao pobres: Tem o Papai Noel de pijama, o de bermuda e chinelo, o de camiseta e suspensório... Acho que isso foi inspirado por aqueles bonecos móveis chineses (tem Papai Noel que rebola, que toca o sino, tem um até que transa na banheira com a Mamãe Noel – e eu que sempre achei o que bom velhinho fosse celibatário...). Tudo em nome do mercado.
25/11/2004
Primeiro dia quente de primavera nessa (des)temperada cidade.
E como ficará a praia dos veranistas nesse minúsculo e agora poluído litoral? E como ficarão minhas viagenzinhas de escape para banhos de mar e fogueiras noturnas? E como estará a paradisíaca e deserta Superagüi, que estava nos planos dessa temporada? Triste, triste, muito triste...
E como ficará a praia dos veranistas nesse minúsculo e agora poluído litoral? E como ficarão minhas viagenzinhas de escape para banhos de mar e fogueiras noturnas? E como estará a paradisíaca e deserta Superagüi, que estava nos planos dessa temporada? Triste, triste, muito triste...
24/11/2004
Amanhã tem show do Mundo Livre. Sexta tem show da Static (Banda da Alemanha de música eletrônica experimental). Domingo tem recital de música erudita no MOM. Está passando Mala Educación, do Almodóvar, no cinema. E eu aqui, tentando escrever. Até janeiro tenho que ter pelo menos dois capítulos prontos.
Ainda por cima, estou em contenção de despesas... Tive que trocar as janelas do apartamento antes que trocassem as pastilhas da fachada do prédio. Resolvi colocar vidros duplos e (glup!) foi uma facada. Ah, não quero nem saber. Um programinha desses, pelo menos, quero fazer. Afinal, é um investimento cultural! E estou precisando sair de casa!!!
Ainda por cima, estou em contenção de despesas... Tive que trocar as janelas do apartamento antes que trocassem as pastilhas da fachada do prédio. Resolvi colocar vidros duplos e (glup!) foi uma facada. Ah, não quero nem saber. Um programinha desses, pelo menos, quero fazer. Afinal, é um investimento cultural! E estou precisando sair de casa!!!
Ontem vi as primeiras luzes de Natal na cidade. Aqui na rua, no restaurante japonês, estavam colocando fios de luzes no tronco da árvore da calçada e na fachada da casa (japoneses bem ocidentalizados, esses). No Shopping Cristal, estão repetindo a decoração do ano passado: uma imensa árvore de armação metálica envolta por tela verde, com um monte de “Papais Noéis” (?!) pendurados na parte de dentro. Parecem enforcados, pois ficam com os pezinhos balançando com o vento, coitados. Um horror.
Particularmente, até gosto da decoração natalina, preparar a casa para as festas, comprar badulaques para o “pinheirinho”, etc. Mas, de uns anos pra cá, confesso que não tenho me sentido invadida pelo espírito natalino. Muita banalização e mercantilização do tema, talvez.
Particularmente, até gosto da decoração natalina, preparar a casa para as festas, comprar badulaques para o “pinheirinho”, etc. Mas, de uns anos pra cá, confesso que não tenho me sentido invadida pelo espírito natalino. Muita banalização e mercantilização do tema, talvez.
23/11/2004
Papo furado para passar o tempo nas 3 horas e meia de viagem (ida). Pai, mãe, Caê, eu. Uma conversa puxa outra, que puxa outra, que puxa outra, e acabamos tentando lembrar de marcas de cigarro antigas. Saíram do fundo do baú (como nossa mente á assombrosa!) coisas das décadas de 50/ 60/ 70/ 80/ 90. Saquei meu super bloquinho de anotações da bolsa e fiz até uma lista (vai que um dia precise dela para jogar “stop”! rs).
Arizona
Fulgor
Odalisca
Columbia
Ritz
Nevada
River
Negritos
Kingstone
Minister
Luis XV
John Player Special
Mistura Fina
Belmonte
Continental
Elmo
Ella
Hollywood
Yolanda
Califórnia
Galaxy
Lincoln
Liberty
Malboro
Mustang
Charm
Cammel
Bristol
Hilton
Carlton
Free
Shesterfield
Dumont
Pall Mall
Picadilly
Santarém
Saint Moritz
Vila Rica
Marabá
Aspázia
Dourados
Parliament
Plimout
Ouro Fino
Istambul
Álamo
Astúrias
Luxor
Lucky Strike
Ribalta
Panamá
Damasco
Dallas
Derby
Detalhes: minha mãe, fumante ocasional na juventude (diz que não tragava). Meu pai, fumante inveterado até 1979 (quando parou radicalmente). Caê e eu: não-fumantes convictos e implicantes. E jogadores de “stop” na infância e adolescência.
Arizona
Fulgor
Odalisca
Columbia
Ritz
Nevada
River
Negritos
Kingstone
Minister
Luis XV
John Player Special
Mistura Fina
Belmonte
Continental
Elmo
Ella
Hollywood
Yolanda
Califórnia
Galaxy
Lincoln
Liberty
Malboro
Mustang
Charm
Cammel
Bristol
Hilton
Carlton
Free
Shesterfield
Dumont
Pall Mall
Picadilly
Santarém
Saint Moritz
Vila Rica
Marabá
Aspázia
Dourados
Parliament
Plimout
Ouro Fino
Istambul
Álamo
Astúrias
Luxor
Lucky Strike
Ribalta
Panamá
Damasco
Dallas
Derby
Detalhes: minha mãe, fumante ocasional na juventude (diz que não tragava). Meu pai, fumante inveterado até 1979 (quando parou radicalmente). Caê e eu: não-fumantes convictos e implicantes. E jogadores de “stop” na infância e adolescência.
Oi bloguinho! Fiquei com saudades! Na corrida: viagem boa, sol, céu azul, caminhadas ao entardecer, sauna à lenha, sinfonia de pássaros, flores mil. Como eu amo aquele lugar. Apenas um acontecimento tirou a tranqüilidade imaginada: no sábado tivemos visitas inesperadas; uma menina de 3 anos caiu da escada e bateu a cabeça. Radiografia: 2 fraturas no crânio. Tomografia: tudo bem. Ficou internada, em observação, e recebeu alta no dia seguinte. Com essa história, também não produzi quase nada. Deu aquela preguiiiiiiça...
Agora lá vou eu, ler os 22 e-mails, conectar-me novamente com o mundo (também não vi televisão, não sei o que se passou no Planeta nesses últimos 4 dias - ainda bem!...).
Agora lá vou eu, ler os 22 e-mails, conectar-me novamente com o mundo (também não vi televisão, não sei o que se passou no Planeta nesses últimos 4 dias - ainda bem!...).
19/11/2004
Estou tentando viabilizar as coisas para poder sair por uns dias. Contas a pagar, plantas a molhar, compras a fazer, telefonemas a dar, e-mails a passar, livros a separar.
Estava aqui pensando... no sítio não tem telefone, levarei o lap top mas não poderei acessar internet. O celular às vezes pega (no alto de um barranco, longe da casa), às vezes não. Meu celular, aliás, é daqueles basicões (só recebe e faz ligações, tem agenda e mostra a hora. Só.). Então pensei: como será que funcionam aqueles celulares hi-tech que acessam a internet? Será que dá pra receber e passar e-mails? Cogitei até a possibilidade de comprar um desses, mas confesso que morro de preguiça. É que pra mim, celular é telefone, e não computador, câmera fotográfica, despertador, etc. Prefiro ter uma coisa específica para cada função.
Humf. Às vezes me acho tãão conservadora...
Estava aqui pensando... no sítio não tem telefone, levarei o lap top mas não poderei acessar internet. O celular às vezes pega (no alto de um barranco, longe da casa), às vezes não. Meu celular, aliás, é daqueles basicões (só recebe e faz ligações, tem agenda e mostra a hora. Só.). Então pensei: como será que funcionam aqueles celulares hi-tech que acessam a internet? Será que dá pra receber e passar e-mails? Cogitei até a possibilidade de comprar um desses, mas confesso que morro de preguiça. É que pra mim, celular é telefone, e não computador, câmera fotográfica, despertador, etc. Prefiro ter uma coisa específica para cada função.
Humf. Às vezes me acho tãão conservadora...
18/11/2004
Anos 70. Morávamos no interior; meus pais eram presidentes do clube social da cidade e viviam promovendo “festas, bailes e afins”. Mesmo criança, lembro-me bem das vésperas dos bailes: uma correria louca com a decoração do clube e com a recepção das atrações (músicos e artistas). Tecidos, muitos tecidos, peças de gesso ou cerâmica (castiçais, colunas, espelhos), flores e tapetes. Os adultos trabalhando e as crianças brincando em volta. Pregos, tachinhas, grampos, arames, cheiro de tinta. Baile da saudade; baile de debutantes, jantares dançantes. A cidade em polvorosa, salões de beleza cheios, mulheres andando pra cima e pra baixo de chinelinhos e “bobes” na cabeça, cobertos por um lenço ou uma redinha. Contratavam só artistas de qualidade, alguns despontando, outros no auge (áureos tempos...). Lembro-me quando o Caçulinha foi tocar num baile da saudade, e de outros artistas e músicos como Márcio Greick (será que é assim?), Gilbert, Roberto Leal, Demônios da Garoa... Mas, em 1979, a cidade teve o baile de debutantes mais memorável de sua história (curta, aliás: nos anos oitenta esses bailes deixaram de existir). O artista: nada menos do que Tony Ramos. Seguem-se algumas cenas e lembranças que ficaram registradas na minha memória de criança.
Meus pais convidaram-no para hospedar-se lá em casa. Humilde, aceitou o convite prontamente.
Chegou lá de tarde, vindo de Jacarezinho com a tia, um primo e uma prima. Minutos antes, o céu fechou completamente, anunciando uma tempestade de verão daquelas.
Casa cheia, todos curiosos com a chegada do ilustre visitante. Aos 31 anos, no auge da carreira, fazia par romântico com Elisabeth Savalla em Pai Herói. Mas não parecia, nem de longe, um astro. Mostrou-se, sim, um doce de pessoa. Sentiu-se totalmente à vontade.
Atencioso, elogiou meu penteado (duas tranças suspensas na cabeça, penteado da época, que fiz, obviamente, para espera-lo). Disse que tinha uma filha da minha idade, e tirou uma foto da carteira com o casal (de filhos).
Apareceu na sala, depois de banhar-se, com uma blusa “cacharel” bege, todo perfumado. Minha vozinha era sua verdadeira fã. Eles conversaram muito. Ela preparou um jantar mineiro para ele. E ele se encantou por ela.
Viu o piano e, modesto, pediu para ouvir meu primo tocar. Os números executados eram sempre acompanhados por um comentário e um elogio. Não sabíamos que ele também tocava piano!
Hora do baile se aproximando, começou a sair aquela gente chique dos quartos, só se ouvia o farfalhar dos vestidos e o barulho dos saltos (altos). Tony de smoking e cabelos brilhantes.
O que aconteceu depois eu não vi, mas soube (e vi em fotos). Dançou valsa com as debutantes, posou para fotos com elas, distribuiu autógrafos, conversou com as pessoas da mesa, e isso tudo com uma simpatia e espontaneidade irradiantes.
Madrugada adentro, voltaram para casa, cafezinhos e papos até de manhãzinha, quando alguém da família foi busca-lo. E eu, boba, levantei correndo, me arrumei toda e... qual foi a decepção quando não mais o encontrei. Fiquei triste por não ter me despedido dele, e braba por não poder ter ido ao baile...
Isso tudo para dizer que o Tony Ramos arrasou na novelinha das 6 como “Coronel Boanerges”! Dei muita risada com esse personagem! Novela acabando, vou sentir falta dele... do bonachão Boanerges... do meu amigo Tony... Toninho, para os íntimos... rs
Meus pais convidaram-no para hospedar-se lá em casa. Humilde, aceitou o convite prontamente.
Chegou lá de tarde, vindo de Jacarezinho com a tia, um primo e uma prima. Minutos antes, o céu fechou completamente, anunciando uma tempestade de verão daquelas.
Casa cheia, todos curiosos com a chegada do ilustre visitante. Aos 31 anos, no auge da carreira, fazia par romântico com Elisabeth Savalla em Pai Herói. Mas não parecia, nem de longe, um astro. Mostrou-se, sim, um doce de pessoa. Sentiu-se totalmente à vontade.
Atencioso, elogiou meu penteado (duas tranças suspensas na cabeça, penteado da época, que fiz, obviamente, para espera-lo). Disse que tinha uma filha da minha idade, e tirou uma foto da carteira com o casal (de filhos).
Apareceu na sala, depois de banhar-se, com uma blusa “cacharel” bege, todo perfumado. Minha vozinha era sua verdadeira fã. Eles conversaram muito. Ela preparou um jantar mineiro para ele. E ele se encantou por ela.
Viu o piano e, modesto, pediu para ouvir meu primo tocar. Os números executados eram sempre acompanhados por um comentário e um elogio. Não sabíamos que ele também tocava piano!
Hora do baile se aproximando, começou a sair aquela gente chique dos quartos, só se ouvia o farfalhar dos vestidos e o barulho dos saltos (altos). Tony de smoking e cabelos brilhantes.
O que aconteceu depois eu não vi, mas soube (e vi em fotos). Dançou valsa com as debutantes, posou para fotos com elas, distribuiu autógrafos, conversou com as pessoas da mesa, e isso tudo com uma simpatia e espontaneidade irradiantes.
Madrugada adentro, voltaram para casa, cafezinhos e papos até de manhãzinha, quando alguém da família foi busca-lo. E eu, boba, levantei correndo, me arrumei toda e... qual foi a decepção quando não mais o encontrei. Fiquei triste por não ter me despedido dele, e braba por não poder ter ido ao baile...
Isso tudo para dizer que o Tony Ramos arrasou na novelinha das 6 como “Coronel Boanerges”! Dei muita risada com esse personagem! Novela acabando, vou sentir falta dele... do bonachão Boanerges... do meu amigo Tony... Toninho, para os íntimos... rs
17/11/2004
Ainda é quarta feira? Então vai mais um pouco, agora inaugurando um "copy&paste":
Frases retiradas de revistas femininas da década de 50 e 60:
Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas.
(Jornal das Moças, 1957)
Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto.
(Revista Claudia, 1962)
A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos.
(Jornal das Moças, 1959)
A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-núpciais, mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara.
(Revista Claudia,1962)
Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu. (Revista Querida, 1954)
O noivado longo é um perigo.
(Revista Querida, 1953)
É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido.
(Jornal das Moças, 1957)
Agora sou EU falando (não consegui ainda deixar a cópia com caracteres diferentes... chego lá...):
Porque as pessoas têm mania de passar esse tipo de coisa para o e-mail dos outros? É pra ser engraçado? É pra causar alguma indignação? É pra provocar uma reflexão sobre o papel da mulher na sociedade machista? É pra fazer pensar que muita coisa mudou? Ou que pouca coisa mudou? É pra ser motivo de piadas no trabalho? Ou em casa? Olha, pra mim é falta do que fazer ficar multiplicando essas piadinhas sexistas. Tudo tem sua hora e lugar. Minha "caixa de entrada" não é "lixeira"! (Falou "a" mal humorada! rsrs)
Frases retiradas de revistas femininas da década de 50 e 60:
Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas.
(Jornal das Moças, 1957)
Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto.
(Revista Claudia, 1962)
A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos.
(Jornal das Moças, 1959)
A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-núpciais, mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara.
(Revista Claudia,1962)
Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu. (Revista Querida, 1954)
O noivado longo é um perigo.
(Revista Querida, 1953)
É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido.
(Jornal das Moças, 1957)
Agora sou EU falando (não consegui ainda deixar a cópia com caracteres diferentes... chego lá...):
Porque as pessoas têm mania de passar esse tipo de coisa para o e-mail dos outros? É pra ser engraçado? É pra causar alguma indignação? É pra provocar uma reflexão sobre o papel da mulher na sociedade machista? É pra fazer pensar que muita coisa mudou? Ou que pouca coisa mudou? É pra ser motivo de piadas no trabalho? Ou em casa? Olha, pra mim é falta do que fazer ficar multiplicando essas piadinhas sexistas. Tudo tem sua hora e lugar. Minha "caixa de entrada" não é "lixeira"! (Falou "a" mal humorada! rsrs)
Internet. Sites e blogs. É difícil manter-se a par de tantas novidades. Ficamos sabendo de um novo blog/ site e vamos visitá-lo. Nessa visita, ficamos sabendo de outros blogs/ sites. É um que fala do outro, que fala do outro, que fala do outro, que fala do outro, que fala do outro, que fala do outro, que fala do outro, que fala do outro, que fala do outro, que fala do outro, que fala do outro,... Vou te falar... é uma falação...
(Este escrito é um verdadeiro embuste. Pura encheção de lingüiça. Só para a quarta-feira não passar em branco.)
(Este escrito é um verdadeiro embuste. Pura encheção de lingüiça. Só para a quarta-feira não passar em branco.)
16/11/2004
Vivo estabelecendo regras para mim... Só para poder subvertê-las.
........................................................................................
Uma passadinha rápida só para dar o ar da graça. Hoje vi um desfile de cachorros na televisão. A "estilista" apresentava o "traje": "Essa é uma jardineira bem leve, bem verão..." Oras!!!!! Traje de verão pra cachorro é tosa!!! De máquina zero!
........................................................................................
Uma passadinha rápida só para dar o ar da graça. Hoje vi um desfile de cachorros na televisão. A "estilista" apresentava o "traje": "Essa é uma jardineira bem leve, bem verão..." Oras!!!!! Traje de verão pra cachorro é tosa!!! De máquina zero!
15/11/2004
Na televisão, o período de férias é estranho. Os programas e/ou episódios novos começam normalmente em abril e terminam em novembro ou dezembro. Daí que, nesse interim, tem-se uma fase de recesso na qual colocam um festival de filmes, ou mesmo ficam reprisando os melhores momentos.
Voltando para este blog. Já descrevi aqui meu hábito de fazer diários, e, por acaso, achei no meu “bloco de notas” um registro do dia 8/04/2004, época em que eu tinha resolvido começar um diário digitado. O mesmo durou dois (!!) dias. Já que o reencontrei, resolvi tira-lo das cinzas e publicá-lo aqui.
Hoje falei com a Cláudia, ficamos um bom tempo no telefone, computador ligado, e eu tentando explicar para ela como tinha que fazer para enviar o Currículo Lattes... engraçado. Também combinamos nosso encontro em São Paulo, que vai ser no dia 13 (acho) de maio. Aliás, tenho que falar com a Maria Vilma pra descolar o nome do hotel que ela ficava, na Maria Antônia. Falei com a Dani, também, eles estavam saindo de viagem e fiquei de ligar para confirmar. Fui no Mercado Municipal com Caê, fizemos aquelas comprinhas básicas: azeitona preta, parmesão, tomate seco, castanha, nozes, vinho etc. Agora já tô até duvidando da nossa ida pra praia... Consegui terminar a apostila de manhã e já mandei pro Isepe. Daí deu aquela preguiça costumeira (aquela que dá quando a gente acaba de fazer uma coisa importante e quer relaxar...). Não deu outra, e ainda por cima chegou uma revista Elle grátis, fiquei folheando e depois fui fuçar o guarda-roupa pra ver o que dava pra compor com os visuais da moda. MODA?? Credo, já não ligo pra isso há tanto tempo, sinceramente não lembro da última revista de moda que comprei, tô por fora desse universo que costumava gostar...
Tem tantas outras coisas que eu gostava e agora... roupa quando eu compro é pensando no dia a dia, e na facilidade de combinar. No more trajes de sair, salto, e até batom eu estou usando aquele que fica no fundo do tubinho, quando já não dá mais pra passar.
Em compensação, fico grudada nas vitrines de lojas de móveis e acessórios pra casa, tb pudera... queria tuuudo, queria comprar um jogo de jantar, um faqueiro, taças de vinho... nem pensar agora, ou a reforma não sai nunca. Meu Deus, será que vou conseguir economizar? Aliás, será que vou consegui GANHAR pra economizar?? Vou, sim. Vou sim. Vou sim (pensamento positivo).
Hoje é quinta-feira santa e tá um calor de verão. Onde está aquele outono friozinho? OONDE FORAM PARAR AS ESTAÇÕES DO ANO???????
Curiosidade: isso parece que foi escrito nessa véspera de feriado! A diferença seria, basicamente, na última parte: “(...) tá um frio de inverno. Onde está a primavera e o calorzinho?” O resto da frase ficaria idêntico: ONDE FORAM PARAR AS ESTAÇÕES DO ANO?????
Voltando para este blog. Já descrevi aqui meu hábito de fazer diários, e, por acaso, achei no meu “bloco de notas” um registro do dia 8/04/2004, época em que eu tinha resolvido começar um diário digitado. O mesmo durou dois (!!) dias. Já que o reencontrei, resolvi tira-lo das cinzas e publicá-lo aqui.
Hoje falei com a Cláudia, ficamos um bom tempo no telefone, computador ligado, e eu tentando explicar para ela como tinha que fazer para enviar o Currículo Lattes... engraçado. Também combinamos nosso encontro em São Paulo, que vai ser no dia 13 (acho) de maio. Aliás, tenho que falar com a Maria Vilma pra descolar o nome do hotel que ela ficava, na Maria Antônia. Falei com a Dani, também, eles estavam saindo de viagem e fiquei de ligar para confirmar. Fui no Mercado Municipal com Caê, fizemos aquelas comprinhas básicas: azeitona preta, parmesão, tomate seco, castanha, nozes, vinho etc. Agora já tô até duvidando da nossa ida pra praia... Consegui terminar a apostila de manhã e já mandei pro Isepe. Daí deu aquela preguiça costumeira (aquela que dá quando a gente acaba de fazer uma coisa importante e quer relaxar...). Não deu outra, e ainda por cima chegou uma revista Elle grátis, fiquei folheando e depois fui fuçar o guarda-roupa pra ver o que dava pra compor com os visuais da moda. MODA?? Credo, já não ligo pra isso há tanto tempo, sinceramente não lembro da última revista de moda que comprei, tô por fora desse universo que costumava gostar...
Tem tantas outras coisas que eu gostava e agora... roupa quando eu compro é pensando no dia a dia, e na facilidade de combinar. No more trajes de sair, salto, e até batom eu estou usando aquele que fica no fundo do tubinho, quando já não dá mais pra passar.
Em compensação, fico grudada nas vitrines de lojas de móveis e acessórios pra casa, tb pudera... queria tuuudo, queria comprar um jogo de jantar, um faqueiro, taças de vinho... nem pensar agora, ou a reforma não sai nunca. Meu Deus, será que vou conseguir economizar? Aliás, será que vou consegui GANHAR pra economizar?? Vou, sim. Vou sim. Vou sim (pensamento positivo).
Hoje é quinta-feira santa e tá um calor de verão. Onde está aquele outono friozinho? OONDE FORAM PARAR AS ESTAÇÕES DO ANO???????
Curiosidade: isso parece que foi escrito nessa véspera de feriado! A diferença seria, basicamente, na última parte: “(...) tá um frio de inverno. Onde está a primavera e o calorzinho?” O resto da frase ficaria idêntico: ONDE FORAM PARAR AS ESTAÇÕES DO ANO?????
14/11/2004
Resposta aberta aos comentários do Observador
Fernando, fico admirada com o teu pique. Sempre com um montão de coisas para fazer, e ainda consegue dedicar um tempo para cada blog amigo, seja ele de longa data ou bem recente, como é o meu caso. Comenta cada post com delicadeza, gentileza e perspicácia, sempre com palavras de incentivo, pra cima, altíssimo astral. Não é à toa que você é uma referência para tanta gente, mas, vou te dizer, é muito difícil conseguir acompanhar esse teu ritmo! Resolvi até publicar este texto como um único “post”, porque aí eu mato todos os “coelhos” de uma vez, e ainda aproveito para escancarar minha admiração por você. Tentarei manter a chama acesa, porque escrever me faz bem é quase como uma necessidade (e assim já estou começando a identificar por que tenho este blog). Mas, infelizmente, vou ter que diminuir um pouco o ritmo, pois estou numa fase crucial da tese onde preciso “esquecer” do mundo e pensar (quase) só nela. Difícil para mim, que costumo me envolver muito com o que faço e gosto, mas, enfim, é preciso. Atualizarei o blog diariamente até quando for possível, mas não pretendo abrir mão dele, de jeito nenhum! Obrigada pelo interesse que demonstra sempre pel’ A Entusiasta, o que sei que é sincero, e, não querendo ser redundante, a reciprocidade é total com o Observador! Beijos, Fernando.
13/11/2004
Porque hoje é sábado...
Fizemos nossa costumeira caminhada exploratória/ temática dos sábados, hoje com o objetivo de passar por galerias do centro e entrar em alguns casarões antigos, concluindo o roteiro dos sebos iniciados num desses feriados.
Galerias exibem o retrato mais fiel das décadas passadas, com suas relojoarias, lojas de guarda-chuvas, barbearias, lanchonetes, etc., tudo intacto. Os mesmos donos, os mesmos vendedores, a mesma decoração (puída), o mesmo piso de ladrilho hidráulico, o mesmo balcão de fórmica azul-clara, a mesma cadeira de barbeiro, o mesmo cheiro. É isso! O cheiro dos lugares é a minha maior referência... Hoje, na galeria do edifício Asa, senti um cheiro que ativou uma parte do cérebro e me fez lembrar que, a 24 anos atrás, eu havia estado lá, na ocasião de um aniversário. Como um lugar pode ter o mesmo cheiro por tanto tempo, às vezes por toda a sua existência? Observei que, ao lado dessa galeria, está a Casa Suisse, confeitaria tradicional, com seus aromas peculiares, e talvez responsável por essa reminiscência.
Ao vagar por ruas antigas, dessas que as janelas das casas abrem-se direto na calçada, costumo esticar o pescoço para espiar. Sempre espero encontrar uma sala de piso de tábua; um sofá pé palito de napa marrom, com almofadas de chenile e crochê, aquelas feitas com sobras de lã colorida, que vão dando voltas concêntricas até acabar num miolinho em forma de flor; um tapetinho de fio cru sob um gato dengosamente refestelado; um chiado de panela de pressão e um aroma de feijão cozinhando, se for de manhã; um cheiro de cera vermelha exalando de uma varanda de cimento queimado, misturado ao cheiro de café passado na hora e pão assando, se for à tarde...
Olfato é meu sentido mais aguçado, sem dúvida.
Galerias exibem o retrato mais fiel das décadas passadas, com suas relojoarias, lojas de guarda-chuvas, barbearias, lanchonetes, etc., tudo intacto. Os mesmos donos, os mesmos vendedores, a mesma decoração (puída), o mesmo piso de ladrilho hidráulico, o mesmo balcão de fórmica azul-clara, a mesma cadeira de barbeiro, o mesmo cheiro. É isso! O cheiro dos lugares é a minha maior referência... Hoje, na galeria do edifício Asa, senti um cheiro que ativou uma parte do cérebro e me fez lembrar que, a 24 anos atrás, eu havia estado lá, na ocasião de um aniversário. Como um lugar pode ter o mesmo cheiro por tanto tempo, às vezes por toda a sua existência? Observei que, ao lado dessa galeria, está a Casa Suisse, confeitaria tradicional, com seus aromas peculiares, e talvez responsável por essa reminiscência.
Ao vagar por ruas antigas, dessas que as janelas das casas abrem-se direto na calçada, costumo esticar o pescoço para espiar. Sempre espero encontrar uma sala de piso de tábua; um sofá pé palito de napa marrom, com almofadas de chenile e crochê, aquelas feitas com sobras de lã colorida, que vão dando voltas concêntricas até acabar num miolinho em forma de flor; um tapetinho de fio cru sob um gato dengosamente refestelado; um chiado de panela de pressão e um aroma de feijão cozinhando, se for de manhã; um cheiro de cera vermelha exalando de uma varanda de cimento queimado, misturado ao cheiro de café passado na hora e pão assando, se for à tarde...
Olfato é meu sentido mais aguçado, sem dúvida.
O que o contato com o chão de terra faz comigo é algo milagroso. Estive descalça por 3 dias, bebendo água da mina, dormindo ao som do silênciao, comendo produtos da horta, jogando conversa fora... Esse seria o texto que eu provavelmente escreveria na terça-feira, mas... doce ilusão. Minha quase programada viagem não deu certo. Fazer o quê... Passar mais um feriado enfurnada no escritório, tentando agilizar os afazeres. Aliás, assim será meu verão. Passarei por ele em branco (e branca!) para, quem sabe, aportar na primavera do Hemisfério Norte.
12/11/2004
Essa semana resolvi dar uma “bordejada” (como diz Fernando) por outros blogs, inicialmente com o objetivo de conferir minhas teorias sobre por que as pessoas têm um. Observei que estou na média, ou seja, o conteúdo desse blog é o que a maioria também cultiva nos seus espaços: impressões do dia, do noticiário, lembranças, histórias, vez ou outra poesias – autorais e alheias – , opiniões radicais, humor, papo furado, e muito recheio para lingüiças. Coisas que me chamaram a atenção (lições que uma blogueira neófita deve saber):
- Quando falta assunto, é só tascar-lhe uma poesia ou uma letra de música;
- Frases de efeito são necessárias (afinal, elas é que convidam o leitor “bordejante” a dar uma paradinha ali e, com sorte, voltar uma outra vez);
- Templates têm que ser a cara do dono: uns não se contentam com pouco e abusam das cores e figuras; outros fazem questão do minimalismo para refletir sua personalidade.
- Deve ser “fora de moda” ter a foto no template (identifiquei só um com essa característica).
- A grande maioria tem experiência no assunto, e também muitos comentários em cada “post”. Em alguns, é visível a participação massiva de amigos virtuais. Outras pessoas divulgam e direcionam seu blog aos amigos/ parentes e conhecidos, e têm neles seu grande público.
- Na parte dos “comments”, é comum ter um dizer próprio, algo como “diz aí” e coisas do gênero.
Bom, isso foi o que vi em uma passada rápida. Lembro-me especialmente de um onde o dono comenta: “Esse blog tem 4 leitores, dos quais 3 eu não conheço (...), mesmo assim vou levando...”. He he, me identifiquei com esse!
- Quando falta assunto, é só tascar-lhe uma poesia ou uma letra de música;
- Frases de efeito são necessárias (afinal, elas é que convidam o leitor “bordejante” a dar uma paradinha ali e, com sorte, voltar uma outra vez);
- Templates têm que ser a cara do dono: uns não se contentam com pouco e abusam das cores e figuras; outros fazem questão do minimalismo para refletir sua personalidade.
- Deve ser “fora de moda” ter a foto no template (identifiquei só um com essa característica).
- A grande maioria tem experiência no assunto, e também muitos comentários em cada “post”. Em alguns, é visível a participação massiva de amigos virtuais. Outras pessoas divulgam e direcionam seu blog aos amigos/ parentes e conhecidos, e têm neles seu grande público.
- Na parte dos “comments”, é comum ter um dizer próprio, algo como “diz aí” e coisas do gênero.
Bom, isso foi o que vi em uma passada rápida. Lembro-me especialmente de um onde o dono comenta: “Esse blog tem 4 leitores, dos quais 3 eu não conheço (...), mesmo assim vou levando...”. He he, me identifiquei com esse!
11/11/2004
Bom, continuando a saga dos diários (que, na verdade, chamavam-se agendas)... Já na faculdade, o conteúdo era um pouco diferente. Surgiram os códigos – maneiras de escrever próprias, para resguardar os segredos de um possível leitor não autorizado. Época das experiências mais radicais, sabe como é... Muitas fotos de viagens, muitos programas de fim de semana, algumas cartas, adesivos, essa era a tônica.
Tive um período de entressafra; comprava ou ganhava agendas, mas não as usava com a finalidade de diários, e sim para fazer anotações de contas a pagar, de cheques pré-datados, de horários no salão, de consultas médicas, de aniversários de parentes e amigos... Isso foi de 95 a 98, ano em que comprei, numa ida a Brasília, o meu “Diário de Bordo”, lindo, parecendo um livro bem antigo com folhas amareladas, do artista plástico Nido Campolongo. Nessa mesma época assisti ao filme “Livro de Cabeceira”, chinês, onde a protagonista tinha um livro onde anotava “Coisas que me Fazem Sorrir”. Encampei a idéia. Esse, eu posso dizer, é o livro da minha vida. Ali, de tempos em tempos (3 a 4 vezes por ano, às vezes menos), tenho registrado todos os fatos importantes, momentos marcantes ilustrados com fotos, minhas emoções. Em outubro ele fez 5 anos. É uma vida! Quanta coisa registrada...
Bem, hoje em dia conto com a inevitável agenda (de compromissos, contas, recibos, mais um arquivo do que uma agenda...), com meu Diário de Bordo e com meu Blog. E essa foi a história e evolução do “mundo encantado dos diários de Lili”. (Fim!).
Tive um período de entressafra; comprava ou ganhava agendas, mas não as usava com a finalidade de diários, e sim para fazer anotações de contas a pagar, de cheques pré-datados, de horários no salão, de consultas médicas, de aniversários de parentes e amigos... Isso foi de 95 a 98, ano em que comprei, numa ida a Brasília, o meu “Diário de Bordo”, lindo, parecendo um livro bem antigo com folhas amareladas, do artista plástico Nido Campolongo. Nessa mesma época assisti ao filme “Livro de Cabeceira”, chinês, onde a protagonista tinha um livro onde anotava “Coisas que me Fazem Sorrir”. Encampei a idéia. Esse, eu posso dizer, é o livro da minha vida. Ali, de tempos em tempos (3 a 4 vezes por ano, às vezes menos), tenho registrado todos os fatos importantes, momentos marcantes ilustrados com fotos, minhas emoções. Em outubro ele fez 5 anos. É uma vida! Quanta coisa registrada...
Bem, hoje em dia conto com a inevitável agenda (de compromissos, contas, recibos, mais um arquivo do que uma agenda...), com meu Diário de Bordo e com meu Blog. E essa foi a história e evolução do “mundo encantado dos diários de Lili”. (Fim!).
10/11/2004
Embalada pela onda das lembranças que me acometeram desde o início da semana, quando reencontrei colegas da faculdade, e também pela inquietação gerada pela feitura de um diário compartilhado, hoje escreverei sobre como me tornei uma entusiasta dos diários.
Sem exageros, cultivo o hábito de ter diários desde que aprendi a escrever. Lembro-me do meu primeiro, estava no 1o ano, e ele se chamava “Diário de Recreio” (Recreio era uma revista infantil da época). Também lembro das coisas que escrevia (“Hoje fui na piscina”; “Hoje a Marissol dormiu aqui em casa”...) tão ingênuas, tão empolgantes...!
Meu segundo diário era da “Turma da Mônica”, mas faz tanto tempo, que os desenhos dos personagens ainda eram pontudos, a Tina era hippie, usava chinelos, calça “boca de sino” e um medalhão no pescoço, fora os óculos enooormes! Esse diário veio junto com uma camiseta que eu adorava, e usei até furar.
Os diários seguintes já foram mais elaborados, eram um misto de agenda escolar e de pensamentos sobre o dia que passou. As brigas com as amigas, os sentimentos ruins que a criança começa a experimentar desde cedo, as mudanças de casa e de cidade, os novos amigos...
Na adolescência eu era leitora contumaz de Capricho (e guardo minha coleção até hoje, de 1984 a 1989). Lembro-me que na última página tinha o “Meu Diário”, peraí, vou pegá-lo... Voltei, fui pegar um exemplar de 1985, ano em que o Miguel Paiva começou a produzir o brilhante Diário da Guta, uma adolescente típica, engraçada, meio deprê, questionadora... Citarei um trecho:
“Hoje estou me sentindo como num decreto do governo: em liberdade vigiada. (...) Hoje também estou sonhando! De olhos abertos. (...) Melhor sonhar com um gato! Bonito, bem charmoso, fiel, ... fiel ... monogâmico... assim feito o... feito o... aquele... eh... o... feito o... tudo bem, esquece!”
Bom , nem precisa dizer que meus diários seguiam esse padrão, cheios de figuras recortadas com os gatos do momento – Sting (ui!), Tom Cruise, Rob Lowe, Matt Dilon –, embalagens de bombons presas com clips coloridos, entradas de cinema, shows, etc, etc. etc.
Chega por hoje. Amanhã continuo escrevendo sobre os diários da época de faculdade...
Sem exageros, cultivo o hábito de ter diários desde que aprendi a escrever. Lembro-me do meu primeiro, estava no 1o ano, e ele se chamava “Diário de Recreio” (Recreio era uma revista infantil da época). Também lembro das coisas que escrevia (“Hoje fui na piscina”; “Hoje a Marissol dormiu aqui em casa”...) tão ingênuas, tão empolgantes...!
Meu segundo diário era da “Turma da Mônica”, mas faz tanto tempo, que os desenhos dos personagens ainda eram pontudos, a Tina era hippie, usava chinelos, calça “boca de sino” e um medalhão no pescoço, fora os óculos enooormes! Esse diário veio junto com uma camiseta que eu adorava, e usei até furar.
Os diários seguintes já foram mais elaborados, eram um misto de agenda escolar e de pensamentos sobre o dia que passou. As brigas com as amigas, os sentimentos ruins que a criança começa a experimentar desde cedo, as mudanças de casa e de cidade, os novos amigos...
Na adolescência eu era leitora contumaz de Capricho (e guardo minha coleção até hoje, de 1984 a 1989). Lembro-me que na última página tinha o “Meu Diário”, peraí, vou pegá-lo... Voltei, fui pegar um exemplar de 1985, ano em que o Miguel Paiva começou a produzir o brilhante Diário da Guta, uma adolescente típica, engraçada, meio deprê, questionadora... Citarei um trecho:
“Hoje estou me sentindo como num decreto do governo: em liberdade vigiada. (...) Hoje também estou sonhando! De olhos abertos. (...) Melhor sonhar com um gato! Bonito, bem charmoso, fiel, ... fiel ... monogâmico... assim feito o... feito o... aquele... eh... o... feito o... tudo bem, esquece!”
Bom , nem precisa dizer que meus diários seguiam esse padrão, cheios de figuras recortadas com os gatos do momento – Sting (ui!), Tom Cruise, Rob Lowe, Matt Dilon –, embalagens de bombons presas com clips coloridos, entradas de cinema, shows, etc, etc. etc.
Chega por hoje. Amanhã continuo escrevendo sobre os diários da época de faculdade...
Ontem no Jô Soares, estava David Sanborn, músico predileto das propagandas de motel. Só não perde para Kenny G...
Competente (já tocou com Steve Wonder e James Taylor) mas de estilo duvidoso, Sanborn não sabia o que tinha ido fazer lá. Inexpressivo, frente a um apresentador pouquíssimo inspirado, protagonizou uma das entrevistas mais sem graça dos últimos tempos. Sem graça ficou o Jô, que, percebendo a inércia da situação, encerrou a entrevista rapidinho. No mínimo constrangedor.
Competente (já tocou com Steve Wonder e James Taylor) mas de estilo duvidoso, Sanborn não sabia o que tinha ido fazer lá. Inexpressivo, frente a um apresentador pouquíssimo inspirado, protagonizou uma das entrevistas mais sem graça dos últimos tempos. Sem graça ficou o Jô, que, percebendo a inércia da situação, encerrou a entrevista rapidinho. No mínimo constrangedor.
09/11/2004
Circuito das vacas
Li, na revista SIMPLES, que no ano que vem São Paulo será povoada por vacas de fibra de vidro pintadas/ decoradas por artistas plásticos brasileiros. Uma verdadeira invasão bovina (eu, heim?!)...
Quando eu tinha uns 9 anos, resolvi colecionar selos. Como adorava trocar correspondências, ficava esperando as respostas para poder tirar o selo das cartas que chegavam. Isso durou o tempo da empolgação de uma criança (acho que 1 ano). Ainda tenho os selos daquela época. Ontem recebi uma mala direta e achei os selos muito bonitos (de instrumentos musicais: um “Caixa Clara” e um “Bandolim”, de 2002). Na hora me lembrei da técnica que usava para descolar os selos – colocá-los no vapor de uma chaleira – e lá fui eu saborear um pouquinho dos momentos da minha infância. Não consegui descolar nada. Tentei tirar os selos já molhados pelo vapor e foi em vão, eles rasgaram e não desgrudaram. Aí pensei: será que perdi o jeito (é óbvio que sim...) ou será que as colas de hoje em dia são “supersônicas”? Bom, não importa. Só o que importou foi a singeleza da cena. Eu, adulta, parada na frente do fogão com um papel na mão e uma chaleira crepitando, foi como se, de repente, eu encolhesse, virasse criança, as roupas ficando largas, compridas, como num efeito especial de filme. Dei-me conta que não recebo mais cartas, nem cartões de Natal. Que também quase não mando cartas. Nem cartões de Natal...
08/11/2004
Preciso organizar meus pensamentos. Estou naquela fase de andar com um bloquinho e uma caneta para anotar tudo, um turbilhão de idéias que giram feito um redemoinho na minha cabeça, energia criativa que precisa ser melhor canalizada. Hoje tive uma reunião com o Professor e vi que estou perdendo tempo, não consegui produzir nada concreto nessas últimas duas semanas, e o tempo, oh algoz, não se apieda. Tenho pensado em ficar escrevendo lá no sítio, quieta, sem telefone, sem internet, sem barulho que não seja o dos passarinhos, sapos, grilos e cigarras. Preciso focar meus esforços na tese. O mundo da blogosfera tem me fascinado e me assustado ao mesmo tempo. Não é uma coisa simples. É, realmente, um mundo paralelo, imaginário, criativo, instigante, onde se compartilham coisas tão íntimas como esse pensamento, onde se sintonizam almas, onde se soltam amarras, onde somos nós mesmos – nus e crus – e isso é assustador... Depois da empolgação inicial, começo a analisar minhas reações frente a este espaço cibernético. Estou na “fase 2”. Se eu passar incólume a ela, estarei pronta para assumir o rótulo de “blogueira” (embora nunca, mas nunca tenha aceitado qualquer tipo de rótulos...). Mas, ainda não estou bem certa. Sinto-me colhendo flores à beira do abismo...
Reencontros e saudosismo (já vi isso num blog "por aí", hehe). Ontem a situação se passou comigo. Num aniversário, encontrei duas colegas de faculdade que não via desde a formatura, há quase 12 anos, e foi aquela tiração de fotos; primeiro a mulherada, depois a melherada + as crianças, e por aí vai... As conversas são sempre as mesmas, quase um clichê, mas... como são gostosas! Como a gente se "transforma" por alguns momentos, voltando a um ponto da história e tentando lembrar de nomes de colegas, de professores, de episódios engraçados, etc. Ai... estou preenchida, revigorada, adoro esses momentos.
07/11/2004
Na onda dos movimentos ambientalistas dos anos 80 surge agora um novo tipo, o “ambientalismo das idéias”, que reivindica uma faxina na nossa psicosfera através da “ecologia mental”. Li na Trip sobre uma ONG canadense denominada “Ad Busters” que faz campanhas contra a má publicidade (no sentido ético) e escracha alguns símbolos da indústria americana (assim como o fez com MacDonalds o filme “SuperSizeMe” – a dieta do Palhaço). Estimulam as pessoas a prestarem mais atenção na mensagem das propagandas, e lançam campanhas como “uma semana sem televisão” ou “um dia sem comprar nada” (marcado para 29 de novembro). Para sustentar a ONG, eles editam uma revista (que não tem comerciais dentro) e vendem cartões, posters, etc.
Que dizer disso? A intenção é boa, há espaço pra tudo nesse mundo, mas... onde irão chegar com isso? Posso estar sendo hiperrealista, mas olho com certo desdém as atitudes extremistas desses movimentos (do tipo queimar sutiãs, pichar casacos de pele nos desfiles de moda, acorrentar-se nas portas de instituições públicas, fazer passeatas nus e com máscaras de gás no rosto, etc, etc, etc, etc.). Concordo com as reivindicações dos movimentos, vejo com simpatia seus atos simbólicos bem humorados, mas acredito na força da opinião pública e acho que as coisas mudam através da mentalidade das pessoas, não de manifestações estapafúrdias que só querem chamar a atenção. Será que é preciso que alguém faça esse papel de “bobo da corte” para apontar o que é maléfico, pernicioso, nefasto? Penso isso não desqualificando a tal ONG (o site é bem interessante), mas atinando para o fato de que muitas dessas iniciativas – ingênuas, idealistas e contraditórias – acabam “morrendo na praia”. Ou sufocadas pela racionalidade capitalista, ou enforcadas pela própria corda.
Que dizer disso? A intenção é boa, há espaço pra tudo nesse mundo, mas... onde irão chegar com isso? Posso estar sendo hiperrealista, mas olho com certo desdém as atitudes extremistas desses movimentos (do tipo queimar sutiãs, pichar casacos de pele nos desfiles de moda, acorrentar-se nas portas de instituições públicas, fazer passeatas nus e com máscaras de gás no rosto, etc, etc, etc, etc.). Concordo com as reivindicações dos movimentos, vejo com simpatia seus atos simbólicos bem humorados, mas acredito na força da opinião pública e acho que as coisas mudam através da mentalidade das pessoas, não de manifestações estapafúrdias que só querem chamar a atenção. Será que é preciso que alguém faça esse papel de “bobo da corte” para apontar o que é maléfico, pernicioso, nefasto? Penso isso não desqualificando a tal ONG (o site é bem interessante), mas atinando para o fato de que muitas dessas iniciativas – ingênuas, idealistas e contraditórias – acabam “morrendo na praia”. Ou sufocadas pela racionalidade capitalista, ou enforcadas pela própria corda.
06/11/2004
Quinze minutos para o embarque. Pessoas vão se acumulando em torno de uma porta de vidro, algumas olham a passagem conferindo o portão, outras acendem o derradeiro cigarro e tragam-no rápido, como tentando absorver o máximo de nicotina possível para agüentar as horas sem fumar. Um criança abrem o saquinho de Cheetos (tem que ser esse, o mais “fedorento” dos salgadinhos...), e você pensa: “tomara que não sente próximo a mim” (mas isso é sempre uma ilusão: a criança é sua vizinha de poltrona, e viajará no colo da mãe...). Abre-se a porta de vidro e todos resolvem passar por ela ao mesmo tempo. Pé ante pé, você consegue despachar a bagagem, e enfia o ticket em qualquer lugar (não importa qual, pois na hora de retirar a mala sempre irá pensar que o perdeu, batendo em todos os bolsos da roupa e revirando a bolsa...). Passagem na mão, você percebe que não a preencheu, e fica atrás de uma caneta (tem sempre alguém fazendo o mesmo). Entra no ônibus, confere o lugar e tenta colocar a mochila no porta-bagagens-de-mão (geralmente ela não cabe, e aí você tem que socá-la). Senta na sua poltrona, cuidadosamente escolhida – do lado oposto ao motorista, na janela, no meio do ônibus – como se ali, e somente ali, você estivesse a salvo de qualquer perigo. Respira fundo, para desfrutar dos átomos de ar ainda não viciados, sente calor, tenta abrir a janela, ela não abre – o ônibus tem ar condicionado. Chegam a mãe e a criança, a mulher ajeita uma sacola embaixo da poltrona, e a criança continua comendo seu salgadinho com “cheiro de chulé”. Você lembra que esqueceu de comprar uma garrafa de água (“moço, rapidinho, só vou pegar uma água...”). Motor ligado, você faz uma acrobacia para ocupar novamente o seu lugar, puxa um walkman da bolsa, folheia a revista adquirida na banca da rodoviária, tenta ler, pega um chiclete, fecha os olhos, abre a cortina, respira fundo de novo, cruza as pernas, descruza as pernas, se espreme num cantinho (a dupla ao lado já está ocupando uma poltrona e meia). Não vê a hora da parada, que nunca chega, e quando chega você sai como um foguete, vai direto ao banheiro, depois ao café (acompanhado de um pão de queijo), e aproveita para olhar as revistas e jornais para passar o tempo. Fila para pagar, você quase enfarta ao ver o valor de sua conta (“mas eu só tomei um café!...”). Entra no ônibus (que está abafado), pega outro chiclete, dá uma repassada na revista, tenta ler e não consegue; alguém conversa animadamente, a pilha do walkman acaba, o tempo não passa, a paciência vai se esgotando (nessa hora a criança está em pé no banco, falando com alguém do banco de trás, pulando, indo 500 vezes no banheiro...). Você sente no ar um cheiro de fumaça de cigarro, levanta um pouco da poltrona e dá “aquela” olhada fulminante pra trás, suspira alto, resmunga alguma coisa sobre a lei, se aquieta, conta até 100, (já vai chegar, calma...), abre a bolsa, passa uma escova no cabelo, o ônibus encosta, as pessoas já formaram uma fila no corredor (esqueça, você sairá por último). Pega sua bagagem de mão, faz aquela célebre cena de procurar o ticket da sua mala, também ela será a última e ser retirada do bagageiro. Sai arrastando tudo e pensando que tão cedo não incorrerá nesse erro (mas se esquece que ainda tem a volta...).
05/11/2004
Uma das coisas mais chatas da internet são os sites que, quando abrem, tocam uma musiquinha. Geralmente são aquelas músicas pegajosas, sintéticas e sentimentais, com o pretenso objetivo de “enlevar” quem as ouve (o estilo predileto é o new age, coisas do tipo Enya e seus que tais). Acho isso uma invasão. O pior: quando mandam aqueles e-mails pesadíssimos que ficam hoooras carregando, bloqueando a entrada de um e-mail importante que você ansiosamente aguarda. Detalhe: eles vêm com aquela insuportável sigla Fw:, ou seja, nem são para a gente, não tem um motivo especial, e invariavelmente vêm com uma sucessão de slides de cachorrinhos, bebezinhos, paisagens e mensagens tiradas dos piores livros de auto-ajuda (com direito àquela irritante musiquinha internética)... Bom, tem gente que gosta...
04/11/2004
Como não gosto de deixar nada pela metade, ontem fui assistir Kill Bill v.2. Bem melhor que a parte 1, que é só pancadaria. Percebi uma coisa até então por mim impensada: ao mesmo tempo em que Tarantino tem fixação pela violência exacerbada, suas cenas nunca são vulgares. Podem ser trash, cômicas, mas não vulgares. A trilha, a fotografia, os ângulos, a influência dos anos 70, eu diria até que ele conseguiu ser poético com o tema (será que estou com tanta boa vontade assim?...). Mesmo não tendo nenhuma predileção pelo cineasta, reconheço suas qualidades. Pelo menos saí mais satisfeita...
LUAU!
Antes que eu esqueça, preciso registrar aqui nossa aventura do fim de semana. Eu poderia chamá-la de “culinária primitiva” ou “volta às origens”...
Todas as vezes que vamos a uma praia relativamente deserta, ou melhor, uma praia não urbanizada e com pouca gente, aproveitamos a noite para fazer uma fogueira e ficar curtindo a lua, as estrelas e as Noctilucas, (aquelas algas que brilham na areia e beira d’água, quando atritadas). Pois bem. No primeiro dia (sexta), montamos a fogueira no fim da tarde, fomos comprar pescadinhas e assamos as ditas cujas na brasa (tínhamos levado uma grelha, of course...). Noite de luau, digo, luar; uma lua tão cheia e tão amarela nascendo no horizonte, que parecia um balão prestes a explodir! Nossa aventura fora tão bem sucedida que resolvemos repetir a dose no sábado, só que dessa vez com um requinte a mais: fizemos o peixe enterrado na areia, no melhor estilo havaiano! Modo de fazer (um momento culinário...):
- Constrói-se um buraco na areia (mais ou menos uns 50 x 30, com dois ou três palmos de profundidade);
- Colocam-se as pescadinhas (de + ou – 30 cm cada, temperadas e embrulhadas – muuuuito bem embrulhadas – no papel alumínio) dentro do buraco, cobre-se com uma camada de areia e enche o buraco com lenha. Ao lado desse “forno”, é preciso fazer uma fogueira para iluminar o jantar.
- Depois de + ou - 1 hora, apaga-se o fogo com areia, retiram-se as brasas e desenterram-se os peixes.
- Abrem-se os pacotes com cuidado para não sujar, e serve-se a refeição regada a azeite de oliva, sal e limão. Come-se com as mãos mesmo, e a dica á ter uma luminária (seja lampião, lanterna, ou coisa que o valha) ao lado do prato de peixe, para enxergar bem os espinhos.
Diversão garantida!! Rende muitos papos, risadas, etc.
Todas as vezes que vamos a uma praia relativamente deserta, ou melhor, uma praia não urbanizada e com pouca gente, aproveitamos a noite para fazer uma fogueira e ficar curtindo a lua, as estrelas e as Noctilucas, (aquelas algas que brilham na areia e beira d’água, quando atritadas). Pois bem. No primeiro dia (sexta), montamos a fogueira no fim da tarde, fomos comprar pescadinhas e assamos as ditas cujas na brasa (tínhamos levado uma grelha, of course...). Noite de luau, digo, luar; uma lua tão cheia e tão amarela nascendo no horizonte, que parecia um balão prestes a explodir! Nossa aventura fora tão bem sucedida que resolvemos repetir a dose no sábado, só que dessa vez com um requinte a mais: fizemos o peixe enterrado na areia, no melhor estilo havaiano! Modo de fazer (um momento culinário...):
- Constrói-se um buraco na areia (mais ou menos uns 50 x 30, com dois ou três palmos de profundidade);
- Colocam-se as pescadinhas (de + ou – 30 cm cada, temperadas e embrulhadas – muuuuito bem embrulhadas – no papel alumínio) dentro do buraco, cobre-se com uma camada de areia e enche o buraco com lenha. Ao lado desse “forno”, é preciso fazer uma fogueira para iluminar o jantar.
- Depois de + ou - 1 hora, apaga-se o fogo com areia, retiram-se as brasas e desenterram-se os peixes.
- Abrem-se os pacotes com cuidado para não sujar, e serve-se a refeição regada a azeite de oliva, sal e limão. Come-se com as mãos mesmo, e a dica á ter uma luminária (seja lampião, lanterna, ou coisa que o valha) ao lado do prato de peixe, para enxergar bem os espinhos.
Diversão garantida!! Rende muitos papos, risadas, etc.
03/11/2004
Sempre me identifiquei com o design e a moda das décadas passadas, especialmente dos anos 50 e 60. Agora, com o apartamento, fico garimpando coisas antigas que estão espalhadas por aí e ninguém dá bola. Lá no sítio, mesmo, tem um montão de coisas velhas que são legais e dão uma boa reforma. Esses tempos descobri uma banqueta cinqüentona, que tinha virado um pé de mesa (eu nunca via o pé: estava sempre coberto por uma toalha longa). Quando a vi sem o tampo, uaau!, fiquei atônita. Estilosa, com 3 pés-palito, um detalhe unindo os pés no meio, enfim, linda. Combinando com uma poltrona que achamos num brechó baratinho baratinho (o engraçado é o forro de veludo vermeeelho: segundo o dono da loja, ela era uma poltrona de Papai Noel...).
Lembrei de tudo isso porque aprendi (acho) a inserir figuras no blog; daí, olhando meus arquivos, achei uma figura legal: uma poltrona parecida com a que comprei (do Papai Noel), e resolvi colocá-la como experiência. Aí está ela...
Lembrei de tudo isso porque aprendi (acho) a inserir figuras no blog; daí, olhando meus arquivos, achei uma figura legal: uma poltrona parecida com a que comprei (do Papai Noel), e resolvi colocá-la como experiência. Aí está ela...
02/11/2004
Fernando, amigo observador, gentil e solícito, deu a dica sobre como estabelecer links e aqui estou eu, testando-a. Tchan tchan tchan tchaaaan...
Os ciclos
O Ano dá seus primeiros suspiros agonizantes neste dia de hoje. Ou seja: o ano termina, o ano acaba, o ano finaliza, o ano morre daqui a 2 meses. Essa morte anunciada nunca é percebida – sempre há um subterfúgio para que passemos ilesos para um novo ano, aquele em que irão renovar-se as esperanças, realizar-se os desejos, curar-se as feridas, etc.
Usamos todos os artifícios para fazer de conta que a morte não faz parte da vida. Hoje, por exemplo, é dia de Finados. Nunca falamos “dia dos mortos”, assim como dizemos que fulano “faleceu”, ao invés de “morreu”. Morte é uma palavra permeada por tabus. Procuramos afasta-la ao máximo de nosso pensamento, de nosso dia-a-dia. Cedemos aos apelos da propaganda, que vende a idéia de eterna juventude para que não sintamos nunca a proximidade da morte.
Sobre a morte paira a incerteza. Sabemos que ela encerra um ciclo, mas titubeamos ao vislumbrar uma continuidade. Sabemos que a morte é um evento natural, mas há muito nos afastamos da natureza...
Nossa civilização ocidental imprime à morte um peso maior do que deveria ter. Esquecemos de olhar a natureza, de perceber como as folhas se desprendem das árvores, de ver os cogumelos brotando na umidade dos troncos das árvores caídas, de ouvir os pássaros que chegam na primavera, com seu gorjear nos remetendo à infância (como se fossem os mesmos pássaros daquela época!)...
Não. Como senhores e possuidores da natureza, achamos que temos o poder de controla-la. Achamos que a morte é um percalço da vida, e não um evento natural. Vemos beleza no nascimento e na juventude. Não vemos beleza na velhice e na morte.
Quando percebo que um dia como o de hoje é “mais um feriado” no qual podemos viajar, passear ou não fazer nada, vejo o quanto estamos afastados do significado da morte. Também vejo o mesmo nas pessoas que, apenas no dia de hoje, choram seus mortos, lavam os túmulos e os enfeitam com flores.
Tudo isso me remete a uma conclusão: vivemos em função dos momentos vindouros. Não estamos dando a verdadeira dimensão ao presente, aos fatos, aos significados das coisas. Passamos o ano (anos após anos) esperando as datas chegarem: após Finados o que vem? As propagandas de Natal, as luzes, os presépios, os presentes, as comilanças, os encontros familiares. Depois? Ano Novo (vida nova ?), a festança, as férias, as viagens. Carnaval, depois o trabalho, o estudo, e o aguardo dos feriados (Páscoa, Tiradentes, dia do Trabalho, Corpus Christi). Depois as férias de Julho, os feriados de Setembro/ Outubro/ Novembro e novamente os preparativos para o Natal.
E assim, não temos tempo para pensar na morte. Vemo-la todos os dias no noticiário, no nosso jardim, eventualmente na nossa família e círculo de amizades. Mas não pensamos nela. Não falamos dela. Mas sofremos. E como sofremos...
Usamos todos os artifícios para fazer de conta que a morte não faz parte da vida. Hoje, por exemplo, é dia de Finados. Nunca falamos “dia dos mortos”, assim como dizemos que fulano “faleceu”, ao invés de “morreu”. Morte é uma palavra permeada por tabus. Procuramos afasta-la ao máximo de nosso pensamento, de nosso dia-a-dia. Cedemos aos apelos da propaganda, que vende a idéia de eterna juventude para que não sintamos nunca a proximidade da morte.
Sobre a morte paira a incerteza. Sabemos que ela encerra um ciclo, mas titubeamos ao vislumbrar uma continuidade. Sabemos que a morte é um evento natural, mas há muito nos afastamos da natureza...
Nossa civilização ocidental imprime à morte um peso maior do que deveria ter. Esquecemos de olhar a natureza, de perceber como as folhas se desprendem das árvores, de ver os cogumelos brotando na umidade dos troncos das árvores caídas, de ouvir os pássaros que chegam na primavera, com seu gorjear nos remetendo à infância (como se fossem os mesmos pássaros daquela época!)...
Não. Como senhores e possuidores da natureza, achamos que temos o poder de controla-la. Achamos que a morte é um percalço da vida, e não um evento natural. Vemos beleza no nascimento e na juventude. Não vemos beleza na velhice e na morte.
Quando percebo que um dia como o de hoje é “mais um feriado” no qual podemos viajar, passear ou não fazer nada, vejo o quanto estamos afastados do significado da morte. Também vejo o mesmo nas pessoas que, apenas no dia de hoje, choram seus mortos, lavam os túmulos e os enfeitam com flores.
Tudo isso me remete a uma conclusão: vivemos em função dos momentos vindouros. Não estamos dando a verdadeira dimensão ao presente, aos fatos, aos significados das coisas. Passamos o ano (anos após anos) esperando as datas chegarem: após Finados o que vem? As propagandas de Natal, as luzes, os presépios, os presentes, as comilanças, os encontros familiares. Depois? Ano Novo (vida nova ?), a festança, as férias, as viagens. Carnaval, depois o trabalho, o estudo, e o aguardo dos feriados (Páscoa, Tiradentes, dia do Trabalho, Corpus Christi). Depois as férias de Julho, os feriados de Setembro/ Outubro/ Novembro e novamente os preparativos para o Natal.
E assim, não temos tempo para pensar na morte. Vemo-la todos os dias no noticiário, no nosso jardim, eventualmente na nossa família e círculo de amizades. Mas não pensamos nela. Não falamos dela. Mas sofremos. E como sofremos...
01/11/2004
Um dia de vistorias nos sebos do centro da cidade. Muitas aquisições fantásticas por um preço inacreditável. Compramos, por exemplo, o "Living Together" do Burt Baccarat por 1 real, e um Roberta Flack (Feel like making love) por também 1 real (!!). Para completar o passeio temático, andamos na rua dos brechós e móveis usados, passando propositadamente pelas "ruas malditas". Programa obrigatório para um dia de folga com o comércio (meio) aberto!
31/10/2004
O resultado do fim de semana:
- Uma perceptível mudança do tom da pele - de branca para "rosácea" (da vontade de aproveitar cada minuto do lindo sábado de sol);
- Uma bolha em cada dedão do pé (das partidas de frescobol...);
- Algumas picadas de mutuca e várias picadas de borrachudo (das duas noites na fogueira);
- Uma pilha de roupa suja;
- Um certo "estufamento" (da falta de idas ao BWC...);
- Uma renovação energética (do mergulho no mar);
- Metade de um filme de 36 poses para revelar;
- Uma ojeriza momentânea a peixe (do cardápio predominante nas principais refeições);
- Uma perceptível mudança do tom da pele - de branca para "rosácea" (da vontade de aproveitar cada minuto do lindo sábado de sol);
- Uma bolha em cada dedão do pé (das partidas de frescobol...);
- Algumas picadas de mutuca e várias picadas de borrachudo (das duas noites na fogueira);
- Uma pilha de roupa suja;
- Um certo "estufamento" (da falta de idas ao BWC...);
- Uma renovação energética (do mergulho no mar);
- Metade de um filme de 36 poses para revelar;
- Uma ojeriza momentânea a peixe (do cardápio predominante nas principais refeições);
28/10/2004
Índio? Nãããããão...
A parafernália: som; CDs, protetor solar; chapéu, chinelo, biquíni, agasalho, máquina fotográfica, nécessaire completa, canga, protector elétrico, refil, guarda-sol, guarda-chuva, roupa de cama, roupa de banho, roupas, comida, bebida, grelha para peixe. O carro: 4 adultos + suas bagagens + uma cadeirinha com um bebê. O período: 2 dias. Descobri porque, mesmo morando tão próximos, vamos tão pouco à praia.
27/10/2004
Que dia louco... nem acredito que hoje estive com meus pés num mar verde claro, um céu de azul reluzente e uma brisa litorânea com seus aromas inconfundíveis... Fiz trilhões de coisas desde que acordei. O resultado é que, finalmente, consegui mandar o dossiê com o pedido de bolsa-sanduíche para o México. Se tudo der certo, em março estarei em (quase) pleno deserto chicano, na terra de Zapata, de Frida Calo, dos filmes de Elvis, de "Y tu mamá también"... Arriiiba, arriiiba, arriibaaa!
26/10/2004
Que maravilha que é comprar cds! Conseguimos alguns títulos da Trama por um precinho ótimo (Stereolab, Belle ‘n Sebastian, George Martin); pelo jeito o selo está liquidando todo o seu estoque. Adquiri também um St Germain muito bom, “Boulevard”, só que bem eletrônico (o que já não me agrada tanto). Estou ouvindo agora, enquanto penso como é bom ter uma trilha sonora para todos os momentos, e como esses momentos se eternizam através da música... e como os estilos combinam tão bem com certas ocasiões... como ouvir jazz no carro, reggae na praia, funk no chuveiro, bossa nova num almoço com amigos, acid jazz num jantar a dois... Alguns momentos (as listas do Nick Hornby...):
- M People para uma festa;
- Jamiroquai para dançar;
- Miles Davis para um início de noite chuvoso no trânsito;
- Ed Motta para uma manhã de verão à beira da piscina;
- Swing out Sister para um pôr do sol na cidade;
- Prefab Sprout para um pôr do sol na praia;
- Cowboy Junkies para um pôr do sol no sítio;...
- M People para uma festa;
- Jamiroquai para dançar;
- Miles Davis para um início de noite chuvoso no trânsito;
- Ed Motta para uma manhã de verão à beira da piscina;
- Swing out Sister para um pôr do sol na cidade;
- Prefab Sprout para um pôr do sol na praia;
- Cowboy Junkies para um pôr do sol no sítio;...
Observador
"Con permiso", Fernando, estou fazendo um teste para ver se consigo estabelecer links nesse blog...
25/10/2004
a entusiasta!
Agora o céu está caótico! Nuvens negras ameaçadoras sobre um fio de luz amarelada no horizonte...
Nesse momento assisto a um pôr do sol de filme épico: Nuves densas e escuras sendo refletidas pelo sol que aparece num fiapo de céu azul no horizonte, fazendo uma composição de tons salmão/ rosa/ lilás/ verde-água/ azul claro/ azul petróleo/cinza (de vários matizes)... Coisa linda! Para coroar um dia muito produtivo, e para compensar a cara amarrada com que amanheceu essa Segunda.
24/10/2004
Fim de domingo. Volto do cinema (KillBill v.1) pensando... decididamente, não gosto do estilo Quentin Tarantino. O filme é um pout-pourit de citações, um misto de trash/western/kung fu/videogame/mangá/ recheado de cenas violentas onde o efeito predileto é o « spray de sangue ». Saí com a sensação de que poderia ter sido melhor (ou eu poderia não tê-lo visto...).
Continuo firme no intento de descobrir o que me levou a expandir meus domínios até este espaço cibernético. Bom, eu nunca entro de cabeça em onda nenhuma (ah, só no mar...), e acabo, muitas vezes pegando o bonde andando. Com a internet foi assim.
Meu primeiro computador foi um 386, que me serviu por um bom tempo, até ir ficando ultrapassado... ultrapassadíssimo... pra lá de ultrapassado até que finalmente foi trocado em 2000, por esse que agora está “começando” a ficar ultrapassado...
Conectei-me à internet nesse mesmo ano, mas nunca me considerei uma internauta, muito menos uma entusiasta dos relacionamentos virtuais. Entrei em chats para conhecer, detestei, esse tipo de comunicação realmente não me atrai (você pensando e escrevendo algo interessante e a outra pessoa falando com 500 ao mesmo tempo, e num linguajar, eu diria, quase chulo: vc ker tc cmgo? Naum? Cara, 100 nossaum!!). Bom, também comecei a achar coisas interessantes na internet. Fora a mão na roda que ela é em termos de pesquisa e comunicação.
Conheci o Banheiro Feminino nem me lembro como, o fato é que adotei-o com um dos meus favoritos pelo humor perspicaz, moderno, e principalmente pelo visual retrô. Comecei a acompanhar o “Diário da Balzaca” (na época nem sabia o que era um blog) e me flagrei como uma espiã da vida alheia! Acompanhei a trajetória da Vivi, uma recifense que foi se aventurar em São Paulo, conheceu o marido, comprou uma gata, teve uma filha e se mudou para Praga, sumindo do mapa. Nunca soube se aquilo tudo era verdade, achava estranhíssimo o fato de alguém expor sua vida daquele jeito, mas confesso que senti falta quando ela parou de escrever.
Pulamos para 2004. Por acaso, lembrei do tal banheiro, fui ver se ainda estava ocupado, e me deparei com o blog da muié do mei do mato. Por acaso, fuçando nos links, conheci o blog do Observador. Um dia, resolvi mandar uma mensagem pra muié (a gente começa a se achar íntimo da pessoa...) e, por acaso, acabei criando este blog.
Mas onde mesmo eu queria chegar? Ah, sim.
Por que resolvi tocar adiante esta empreitada, eu, que resisti até onde pude para não ter nem celular (tamanha a aversão a que invadam minha privacidade), que nunca vi 1 capítulo do Big Brother (aquela jaula de cobaias humanos), que implico com a parede de vidro que colocaram na academia, etc, etc, etc.?
Algumas pistas... seria pelo instinto mezzo voyeur, mezzo exibcionista de todo ser humano? Seria porque sinto uma necessidade de “pegar meu lugar nesse bonde”? Seria por contingência de uma época em que mal conseguimos verbalizar nossos sentimentos/ emoções/ impressões do dia-a-dia, mas o fazemos bem colocando-os no papel, ou mais precisamente, na tela de um computador? Seria por que, ao compartilha-los, buscamos um eco de nossos pensamentos? Bom, paro por aqui, por hoje, que já está começando a dar um nó na minha cabeça...
Meu primeiro computador foi um 386, que me serviu por um bom tempo, até ir ficando ultrapassado... ultrapassadíssimo... pra lá de ultrapassado até que finalmente foi trocado em 2000, por esse que agora está “começando” a ficar ultrapassado...
Conectei-me à internet nesse mesmo ano, mas nunca me considerei uma internauta, muito menos uma entusiasta dos relacionamentos virtuais. Entrei em chats para conhecer, detestei, esse tipo de comunicação realmente não me atrai (você pensando e escrevendo algo interessante e a outra pessoa falando com 500 ao mesmo tempo, e num linguajar, eu diria, quase chulo: vc ker tc cmgo? Naum? Cara, 100 nossaum!!). Bom, também comecei a achar coisas interessantes na internet. Fora a mão na roda que ela é em termos de pesquisa e comunicação.
Conheci o Banheiro Feminino nem me lembro como, o fato é que adotei-o com um dos meus favoritos pelo humor perspicaz, moderno, e principalmente pelo visual retrô. Comecei a acompanhar o “Diário da Balzaca” (na época nem sabia o que era um blog) e me flagrei como uma espiã da vida alheia! Acompanhei a trajetória da Vivi, uma recifense que foi se aventurar em São Paulo, conheceu o marido, comprou uma gata, teve uma filha e se mudou para Praga, sumindo do mapa. Nunca soube se aquilo tudo era verdade, achava estranhíssimo o fato de alguém expor sua vida daquele jeito, mas confesso que senti falta quando ela parou de escrever.
Pulamos para 2004. Por acaso, lembrei do tal banheiro, fui ver se ainda estava ocupado, e me deparei com o blog da muié do mei do mato. Por acaso, fuçando nos links, conheci o blog do Observador. Um dia, resolvi mandar uma mensagem pra muié (a gente começa a se achar íntimo da pessoa...) e, por acaso, acabei criando este blog.
Mas onde mesmo eu queria chegar? Ah, sim.
Por que resolvi tocar adiante esta empreitada, eu, que resisti até onde pude para não ter nem celular (tamanha a aversão a que invadam minha privacidade), que nunca vi 1 capítulo do Big Brother (aquela jaula de cobaias humanos), que implico com a parede de vidro que colocaram na academia, etc, etc, etc.?
Algumas pistas... seria pelo instinto mezzo voyeur, mezzo exibcionista de todo ser humano? Seria porque sinto uma necessidade de “pegar meu lugar nesse bonde”? Seria por contingência de uma época em que mal conseguimos verbalizar nossos sentimentos/ emoções/ impressões do dia-a-dia, mas o fazemos bem colocando-os no papel, ou mais precisamente, na tela de um computador? Seria por que, ao compartilha-los, buscamos um eco de nossos pensamentos? Bom, paro por aqui, por hoje, que já está começando a dar um nó na minha cabeça...
Entram e saem os dias e aqui estou eu, às voltas com a papelada, os livros, as anotações e muita coisa por fazer.
Essa noite foi difícil dormir. Muitos ruídos na madrugada:
Lufadas de vento arremessando porções de chuva contra o vidro: tcháá...tch...tcháááá.
O vento penetrando nas frestas das janelas: VUUuuuUUU...fiiiuuuuiiuii.
Luzes cintilantes quebrando o escuro e depois, o estrondo (essa palavra já é uma onomatopéia...)
Portas mal fechadas indo e voltando: tec...tlec...te-lec...tlec
Agora o dia esta lá, desenxabido; calçadas lavadas, céu incerto...
Essa noite foi difícil dormir. Muitos ruídos na madrugada:
Lufadas de vento arremessando porções de chuva contra o vidro: tcháá...tch...tcháááá.
O vento penetrando nas frestas das janelas: VUUuuuUUU...fiiiuuuuiiuii.
Luzes cintilantes quebrando o escuro e depois, o estrondo (essa palavra já é uma onomatopéia...)
Portas mal fechadas indo e voltando: tec...tlec...te-lec...tlec
Agora o dia esta lá, desenxabido; calçadas lavadas, céu incerto...
23/10/2004
Logo teremos o segundo turno das eleições, e paira uma dúvida no ar.. voto ou não voto? Porque terça é feriado, estávamos querendo ir pro sítio, sairíamos na sexta ou sábado de manhã e enforcaríamos, como bons brasileiros, a segunda. Mas dessa vez eu estou com a sensação de que meu voto será importante.
Hoje o solzinho saiu tímido de trás das nuvens brancas, o céu está esfumaçado e os passarinhos, alvoroçados. Já não estou agüentando ficar enfurnada na frente da tela desse computador. Preciso espairecer, dar uma caminhada básica, almoçar num bistrozinho qualquer. E é isso que vou fazer, resolvido. E depois, já produzi bastante essa semana... até este blog foi devidamente atualizado, recebeu nova roupagem e tudo. MEREÇO!
Hoje o solzinho saiu tímido de trás das nuvens brancas, o céu está esfumaçado e os passarinhos, alvoroçados. Já não estou agüentando ficar enfurnada na frente da tela desse computador. Preciso espairecer, dar uma caminhada básica, almoçar num bistrozinho qualquer. E é isso que vou fazer, resolvido. E depois, já produzi bastante essa semana... até este blog foi devidamente atualizado, recebeu nova roupagem e tudo. MEREÇO!
22/10/2004
mudanças...
Este blog tem 1 semana de vida, e finalmente consegui ajeitá-lo um pouco (recém nascido não tem "cara de joelho"? Então, agora já está adquirindo feições mais agradáveis). Agora preciso colocar uns badulaques que o deixem mais com a minha cara; até tentei mudar o template (humm, que progresso!) mas achei melhor deixar nesse mesmo. Já estava adquirindo uma certa personalidade assim, achei que não vale a pena...
Não estou mais tolerando esse frio de trópicos invertidos...
Preciso de sol, de céu azul! Quero sair por aí sentindo o cheiro da primavera, observando os pássaros sazonais – turistas do acasalamento – , fotografando as cores do entardecer...
Outubro combina com uma certa inquietação de fim de ano, com o lançamento tão aguardado de um cd, prenunciando aquele que vai acabar sendo nosso hit do verão...
Combina com parques cheios, com pessoas nas calçadas olhando vitrines depois do expediente, com mesinhas ao ar livre numa roda de amigos...
Outubro tem um charme que não combina em nada com esse inverninho fora de época. Ah, que vontade de deitar na areia morna de um fim de tarde...
Preciso de sol, de céu azul! Quero sair por aí sentindo o cheiro da primavera, observando os pássaros sazonais – turistas do acasalamento – , fotografando as cores do entardecer...
Outubro combina com uma certa inquietação de fim de ano, com o lançamento tão aguardado de um cd, prenunciando aquele que vai acabar sendo nosso hit do verão...
Combina com parques cheios, com pessoas nas calçadas olhando vitrines depois do expediente, com mesinhas ao ar livre numa roda de amigos...
Outubro tem um charme que não combina em nada com esse inverninho fora de época. Ah, que vontade de deitar na areia morna de um fim de tarde...
21/10/2004
Preciso rever meus conceitos sobre (não) ter uma câmera digital. Estávamos, Cae e eu, fazendo nossa costumeira caminhada exploratória pelo bairro quando vimos a mariposa mais psicodélica que pode existir na face da terra. As formas, as cores, a composição, uma coisa inacreditável. Ele fez a seguinte observação: “será que em outra dimensão não existem laboratórios onde os artistas ficam criando obras de arte e mandando para a Terra em forma de coisas da natureza?” Eu, pé no chão que sou, não embarquei na sua fantasia criadora e emendei: “e como fica Darwin nessa história??”
20/10/2004
Sempre fui uma entusiasta contumaz de séries de televisão. Na infância, as que mais me marcaram foram: Jeannie é um gênio, A feiticeira, Mulher Maravilha, As Panteras, O incrível Hulk e A Ilha da Fantasia.
Daí vieram Casal 20, A gata e o rato, McGaiver e a inesquecível Armação Ilimitada. Também na adolescência, não perdia um episódio de Barrados no baile, só que eles ficaram adultos, eu também, e aí começamos a nos estranhar...
Já adulta, mas com o pezinho preso nos 18, comecei a assistir as séries americanas sentimentalóides suas comedinhas óbvias, como Dawsons Creek, Once and again, Will and Grace, Friends.
Também tive minha fase de prestigiar o infame e escrachado humor inglês em Absolutely Fabulous, e o delicioso clima francês de Saint Tropez.
Hoje me dei conta que as séries que estou assistindo são TODAS reprises! Quer dizer, onde estão as “boas” séries contemporâneas que gostarei de ver reprisadas daqui a 15, 20 anos?
Agora, um “momento lista” sobre alguns dos meus personagens coadjuvantes favoritos:
-A voz do Charlie (As Panteras)
-Tia Clara (A feiticeira)
-Tatu (Ilha da Fantasia)
-Free Way (Casal 20)
-Dylan (Barrados no Baile)
-O “chefe” da Zelda (Francisco Milani, em Armação Ilimitada)
-O robô (Perdidos no Espaço)
-Joe (de Friends)
-A garrafa (da Jennie é um gênio)
Daí vieram Casal 20, A gata e o rato, McGaiver e a inesquecível Armação Ilimitada. Também na adolescência, não perdia um episódio de Barrados no baile, só que eles ficaram adultos, eu também, e aí começamos a nos estranhar...
Já adulta, mas com o pezinho preso nos 18, comecei a assistir as séries americanas sentimentalóides suas comedinhas óbvias, como Dawsons Creek, Once and again, Will and Grace, Friends.
Também tive minha fase de prestigiar o infame e escrachado humor inglês em Absolutely Fabulous, e o delicioso clima francês de Saint Tropez.
Hoje me dei conta que as séries que estou assistindo são TODAS reprises! Quer dizer, onde estão as “boas” séries contemporâneas que gostarei de ver reprisadas daqui a 15, 20 anos?
Agora, um “momento lista” sobre alguns dos meus personagens coadjuvantes favoritos:
-A voz do Charlie (As Panteras)
-Tia Clara (A feiticeira)
-Tatu (Ilha da Fantasia)
-Free Way (Casal 20)
-Dylan (Barrados no Baile)
-O “chefe” da Zelda (Francisco Milani, em Armação Ilimitada)
-O robô (Perdidos no Espaço)
-Joe (de Friends)
-A garrafa (da Jennie é um gênio)
Por que tenho um blog?
Estava aqui pensando com meus botões (direito e esquerdo)... por que tenho um blog? Não é uma pergunta muito fácil de responder. Qualquer resposta apressada pode desviar-se da pergunta real. Pessoas tem motivações diferentes, portanto as respostas poderiam ser as mais diversas, mas: guardariam alguma coisa em comum? Talvez a pergunta ficasse melhor se colocada de outra forma: por que agora tenho um blog e antes não tinha? Deve existir algum estudo sociológico, psicológico, hermenêutico, sei lá, que explique esse fenômeno dos blogs. Por que eu, que tinha um certo preconceito, ao mesmo tempo certo fascínio, mas não tinha a menor intenção de criar um blog, estou aqui nesse momento produzindo um texto que vai para o espaço cibernético, podendo ser acessado nos 4 cantos do mundo? Será que teria alguma coisa a ver com a irreversibilidade? Desejo de "imprimir" algo, de marcar presença, de acenar pra esse mundo fragmentado dizendo: oi, estou aqui, tenho idéias! Ou: veja como minha vida é bacana! Ou: sou legal, quer ser meu amigo? Eu ainda não sei por que tenho um blog, mas vou descobrir. Porque se hoje isso está fazendo parte do meu cotidiano (até quando, não sei...) deve ter alguma importância. A palavra que me vem à cabeça é compartilhar...
19/10/2004
Outras do Paulo Vanzolini:
- O senhor é um ambientalista cético? - "Sou um loco protegedor".
- (...) E o Gilberto Gil? - "Musicalmente ele é insignificante".
- Gostava da Elis Regina? - "Mais ou menos. (...) Tinha amigos meus, como Lupcínio Rodrigues, que odiavam Elis e me envenenaram contra ela".
- Se pudesse voltar à vida como outra pessoa, quem seria? - "Gostaria de term talento para ser Paulo Vanzolini".
FALOU?
- O senhor é um ambientalista cético? - "Sou um loco protegedor".
- (...) E o Gilberto Gil? - "Musicalmente ele é insignificante".
- Gostava da Elis Regina? - "Mais ou menos. (...) Tinha amigos meus, como Lupcínio Rodrigues, que odiavam Elis e me envenenaram contra ela".
- Se pudesse voltar à vida como outra pessoa, quem seria? - "Gostaria de term talento para ser Paulo Vanzolini".
FALOU?
Paulo Vanzolini disse no Estadão de domingo que a única unanimidade que existe no Brasil é Chico Buarque de Holanda. Ué... já não disseram que a unanimidade é burra? Agora, essa foi boa: o mesmo Paulo, quando perguntado sobre o que acharia se pegassem uma música sua e colocassem batida eletrônica em cima: “Não tem problema nenhum, Maria Bethânia já fez pior que isso em “Ronda”! Ela não é uma cantora, é uma declamadora...” (hi hi)
Estou a algumas semanas acumulando horas de sono a menos. E com o horário de verão isso só vai piorar...
Foi só falar da “piruas” da MTV que as três (Marina, Penélope e Astrid) apareceram ontem no mesmo programa, um bate papo de VJs duro de assistir. Ainda bem que passei rapidinho para o Paulo Markun, programa festivo de 18 anos do Roda Viva, oásis na tela das segundas-feiras.
Os melhores:
- O depoimento emocionado da Hebe;
- A cena vexatória do “piti” do Quércia;
- Saber que vão transcrever todas as entrevistas desses 18 anos e disponibilizar no site da Cultura (empreitada de grande fôlego!);
- As Charges do Paulo Caruso (a do Collor foi impagável!!)
Os piores:
- O cenário “Pollock” do artista plástico Aguilar;
- Chico Buarque, José Sarney e Fernanda Montenegro (nunca aceitaram o convite);
- O horário (aumentando meu banco de horas não dormidas...)
As frases célebres:
“Eu tenho uma relação sexual com meu público”. (Hebe Camargo)
“Pra viver no Senado, é preciso andar com soro antiofídico na bolsa”. (Heloísa Helena)
“Canalha! Caluniador! Malandro! Safado!” (Orestes Quércia)
“O senhor não tem medo de nada? Nem de jornalista?” (Mônica Teixeira)
Foi só falar da “piruas” da MTV que as três (Marina, Penélope e Astrid) apareceram ontem no mesmo programa, um bate papo de VJs duro de assistir. Ainda bem que passei rapidinho para o Paulo Markun, programa festivo de 18 anos do Roda Viva, oásis na tela das segundas-feiras.
Os melhores:
- O depoimento emocionado da Hebe;
- A cena vexatória do “piti” do Quércia;
- Saber que vão transcrever todas as entrevistas desses 18 anos e disponibilizar no site da Cultura (empreitada de grande fôlego!);
- As Charges do Paulo Caruso (a do Collor foi impagável!!)
Os piores:
- O cenário “Pollock” do artista plástico Aguilar;
- Chico Buarque, José Sarney e Fernanda Montenegro (nunca aceitaram o convite);
- O horário (aumentando meu banco de horas não dormidas...)
As frases célebres:
“Eu tenho uma relação sexual com meu público”. (Hebe Camargo)
“Pra viver no Senado, é preciso andar com soro antiofídico na bolsa”. (Heloísa Helena)
“Canalha! Caluniador! Malandro! Safado!” (Orestes Quércia)
“O senhor não tem medo de nada? Nem de jornalista?” (Mônica Teixeira)
18/10/2004
Por enquanto está tudo certo. Entusiasmada com a idéia, ainda. Aproveito para escrever (porque “postar” é muito feio...) nas horinhas de ver meus e-mails. Ah, e descobri mais uma função possível para este blog, me inspirando na coluna “Toque de Amiga”, do BWC Feminino.
Agora a pouco passei pela MTV e ouvi uma pérola da Senhora Marina Person: “animação é uma coisa que a gente... supergosta aqui na mtv!” Ora, poupe-me de seus arroubos adolescentes... aliás não é só ela, outro dia ouvi a Penélope Nova falando algo como “sou megafissurada nessa banda...”. Fico injuriada com a síndrome de adolescente que ataca muitas balzacas por aí. Tudo bem. A MTV tem um público adolescente na sua maioria, ta certo que eles têm que adaptar a linguagem, mas... ser coloquial e descontraída é uma coisa; ficar cultivando tiques afetados típicos das garotas que freqüentam o programa delas, é meio demais. Mas se tem uma figura que ultrapassa todos os limites nesse quesito é a Astrid. E eu até gostava dela quando ela tinha um programa vespertino na finada Manchete (anos 80), junto com a Xênia (nooossa, essa eu tirei do baú). Parecia tão culta e informada, e a cada dia me convenço menos disso... agora ta na onda de gostar de fofoca e axé music. Fora que ela parou no tempo principalmente quanto ao vestuário. Um aviso para todas: dêem uma chance para as adolescentes! Deixem esse linguajar, essas caras e bocas e essas minissaias por conta delas, que sustentam com muito mais naturalidade do que vocês. (Peguei pesado...)
Agora a pouco passei pela MTV e ouvi uma pérola da Senhora Marina Person: “animação é uma coisa que a gente... supergosta aqui na mtv!” Ora, poupe-me de seus arroubos adolescentes... aliás não é só ela, outro dia ouvi a Penélope Nova falando algo como “sou megafissurada nessa banda...”. Fico injuriada com a síndrome de adolescente que ataca muitas balzacas por aí. Tudo bem. A MTV tem um público adolescente na sua maioria, ta certo que eles têm que adaptar a linguagem, mas... ser coloquial e descontraída é uma coisa; ficar cultivando tiques afetados típicos das garotas que freqüentam o programa delas, é meio demais. Mas se tem uma figura que ultrapassa todos os limites nesse quesito é a Astrid. E eu até gostava dela quando ela tinha um programa vespertino na finada Manchete (anos 80), junto com a Xênia (nooossa, essa eu tirei do baú). Parecia tão culta e informada, e a cada dia me convenço menos disso... agora ta na onda de gostar de fofoca e axé music. Fora que ela parou no tempo principalmente quanto ao vestuário. Um aviso para todas: dêem uma chance para as adolescentes! Deixem esse linguajar, essas caras e bocas e essas minissaias por conta delas, que sustentam com muito mais naturalidade do que vocês. (Peguei pesado...)
3o. dia deste blog. Como disse o Fernando (Observador), vamos ver até onde vai...
Fui ver ontem o filminho do Woody Allen (filminho não no sentido depreciativo, mas no de entretenimento sempre garantido). Me descobri, durante o filme, como a entusiasta de comédias mais mal humorada que já existiu. Tenho pavor de assistir a filmes com pessoas gargalhando... não é por nada, mas precisa rir o tempo todo de cada frase ácida, que é irônica mas não é engraçada? Devo realmente ser muito mal humorada. Além de não rir (tá, ri uma vez, na cena do carro) ainda me incomodo com as pessoas que dão risada... É o fim...
Aproveitando o ensejo, fomos pro cinema à pé, e fiquei quase emocionada ao andar pela Rua XV que, de tão silenciosa, dava pra ouvir até o eco de nossas vozes. Falávamos baixinho pois qualquer alteração no tom parecia que seria ouvida a 1 km dali. E a lua nova no céu quase escuro cortado por cirros esparsos, e as luzes amarelas das lindas luminárias de ferro, no corredor de prédios antigos dos quais tanto gosto... lindo, lindo. Um dia quero escrever sobre meu fascínio por perambular nas bocas mais improváveis da cidade, pelos prédios descuidados, com suas janelas mal tampadas por farrapos de cortinas azul-marinho... um submundo cheio de histórias, que só vê beleza quem nele não vive...
Fui ver ontem o filminho do Woody Allen (filminho não no sentido depreciativo, mas no de entretenimento sempre garantido). Me descobri, durante o filme, como a entusiasta de comédias mais mal humorada que já existiu. Tenho pavor de assistir a filmes com pessoas gargalhando... não é por nada, mas precisa rir o tempo todo de cada frase ácida, que é irônica mas não é engraçada? Devo realmente ser muito mal humorada. Além de não rir (tá, ri uma vez, na cena do carro) ainda me incomodo com as pessoas que dão risada... É o fim...
Aproveitando o ensejo, fomos pro cinema à pé, e fiquei quase emocionada ao andar pela Rua XV que, de tão silenciosa, dava pra ouvir até o eco de nossas vozes. Falávamos baixinho pois qualquer alteração no tom parecia que seria ouvida a 1 km dali. E a lua nova no céu quase escuro cortado por cirros esparsos, e as luzes amarelas das lindas luminárias de ferro, no corredor de prédios antigos dos quais tanto gosto... lindo, lindo. Um dia quero escrever sobre meu fascínio por perambular nas bocas mais improváveis da cidade, pelos prédios descuidados, com suas janelas mal tampadas por farrapos de cortinas azul-marinho... um submundo cheio de histórias, que só vê beleza quem nele não vive...
17/10/2004
o nascimento de uma blogueira indefinida
Nada é novo na internet. Aliás, NADA é novo, tudo é reinventado. Blogs, portanto, podem ter 1000 utilidades: sempre se pega a idéia de alguém e se adapta para uma nova função. Fiquei pensando quais poderiam ser as finalidades desse meu diário virtual.
Poderia ser alguma coisa parecida com as listas do Nick Horn em Alta Fidelidade (as 5 mais, as 10 melhores...).
Poderia ser um espaço para colocar os poeminhas de última hora (aqueles que insistem em se perder por aí...).
Poderia ser um misto de agenda eletrônica com as resoluções de começo de ano (algo como “preciso ir ao ginecologista”; “preciso ser menos perfeccionista”; “preciso fazer check up no dentista”...).
Poderia ser também um e-mail coletivo e diário, para contar, por exemplo, detalhes com fotos de uma viagem para os parente e amigos mais próximos (o bom é que isso os livraria, na volta, da ingrata tarefa de ter que ver aquelas pilhas e mais pilhas de álbuns – o que é pior: comentados foto por foto).
Poderia ser um registro de fatos corriqueiros e engraçados, como a cena de um sapato andando sozinho no ônibus (com o respectivo dono de meias tentando alcança-lo...). Poderia ainda ser um registro de sonhos, daqueles cinematográficos (que parecem fazer todo o sentido do mundo logo depois que a gente acorda, e que vira um quebra-cabeça desengonçado até se apagar completamente da memória...).
Poderia mesmo ser a forma mais disciplinada de escrever um romance, em doses homeopáticas (só não sei como se garantiriam os direitos autorais...).
É fato que muitas gente está descobrindo sua veia artística/ poética/ humorística/ literária na feitura de um blog. Quantos livros não serão publicados com seus conteúdos?
Bom, opções não faltam. Acho que o melhor mesmo é não ficar preso a regras, misturar tudo no liquidificador internético e servir assim, despretensiosamente, rindo de mim mesma pelas bobagens que acabo de escrever.
PS1.: Que diário não é feito de bobagens? Acho que só o Diário Oficial...
PS2.: Vou ficar ainda um longo tempo discutindo as vantagens e desvantagens dessa nova ferramenta – o blog – até eu me acostumar com ela... Assim sou eu. Fico esmiuçando e digerindo tudo o que me passa pela frente.
Poderia ser alguma coisa parecida com as listas do Nick Horn em Alta Fidelidade (as 5 mais, as 10 melhores...).
Poderia ser um espaço para colocar os poeminhas de última hora (aqueles que insistem em se perder por aí...).
Poderia ser um misto de agenda eletrônica com as resoluções de começo de ano (algo como “preciso ir ao ginecologista”; “preciso ser menos perfeccionista”; “preciso fazer check up no dentista”...).
Poderia ser também um e-mail coletivo e diário, para contar, por exemplo, detalhes com fotos de uma viagem para os parente e amigos mais próximos (o bom é que isso os livraria, na volta, da ingrata tarefa de ter que ver aquelas pilhas e mais pilhas de álbuns – o que é pior: comentados foto por foto).
Poderia ser um registro de fatos corriqueiros e engraçados, como a cena de um sapato andando sozinho no ônibus (com o respectivo dono de meias tentando alcança-lo...). Poderia ainda ser um registro de sonhos, daqueles cinematográficos (que parecem fazer todo o sentido do mundo logo depois que a gente acorda, e que vira um quebra-cabeça desengonçado até se apagar completamente da memória...).
Poderia mesmo ser a forma mais disciplinada de escrever um romance, em doses homeopáticas (só não sei como se garantiriam os direitos autorais...).
É fato que muitas gente está descobrindo sua veia artística/ poética/ humorística/ literária na feitura de um blog. Quantos livros não serão publicados com seus conteúdos?
Bom, opções não faltam. Acho que o melhor mesmo é não ficar preso a regras, misturar tudo no liquidificador internético e servir assim, despretensiosamente, rindo de mim mesma pelas bobagens que acabo de escrever.
PS1.: Que diário não é feito de bobagens? Acho que só o Diário Oficial...
PS2.: Vou ficar ainda um longo tempo discutindo as vantagens e desvantagens dessa nova ferramenta – o blog – até eu me acostumar com ela... Assim sou eu. Fico esmiuçando e digerindo tudo o que me passa pela frente.
Assinar:
Comentários (Atom)






