20/04/2006

Em 1992 ainda era forte a minha mania de gravar fitas, ainda mais que era sócia do extinto CD Club, que foi fechado por "promover a pirataria" (hahahah, nem imaginavam o que ocorreria mais tarde...). Como era difícil encontrar cds do SoS em lojas, aproveitei pra gravar tudo o que tinha disponível lá. Este belíssimo "British sophisti-pop" álbum (rótulo que achei no All Music Guide), Get in touch with yourself rodava comigo no carro pra cima e pra baixo, e muito tempo antes de se popularizarem termos como chill in, balada, etc., ele era a trilha sonora do aquecimento para a noite... (dizíamos simplesmente "vamos sair hoje?"). Pois então. Um belo dia, enquanto estava montando lâminas de pulgões no laboratório de entomologia, o carro foi roubado. Com todas as minhas fitas, que andavam nas caixinhas de papelão da SONY, TDK, BASF...
Ontem foi um dia feliz. Fomos fazer umas coisas no centro, e nos deparamos com um sebo novo. Fuçamos, é claro, em busca de pérolas perdidas. Encontrei "o" CD, em perfeito estado, uma edição japonesa da Fontana, com um bonus track que só os japoneses puderam ouvir! Com lirics, coisa rara; e o preço, um desaforo: 7 reais (se encomendasse na Fnac, sairia uns 80). Saí de sacolinha balançando, louca pra me deleitar com as músicas e, de quebra, as lembranças de uma época em que sabia cantar todos os refrões deste álbum.

I look in the mirror
And see a reflection that isn't me
It's hard to remember the girl that used to be me
In this world, nothing lasts forever...

19/04/2006


Estou maravilhada com a possibilidade de trabalhar ouvindo novos sons. Caê passou uma lista de sites e rádios difícil de ser desvendada em puco tempo. Vou curtindo aos poucos, há também o prazer da descoberta, uma experiência muito particular... Por outro lado, é um pouco estressante pensar nas possibilidades ilimitadas da internet. Mais ou menos como o "problema" do Bill Gates, de não ter tempo o suficiente pra gastar todo o dinheiro que tem.
Deixando de lado esse dilema, já adotei uma rádio, a kexp, só "música boa da melhor qualidade". Dilícia.

18/04/2006

Assim vamos bem... vamos muuuito bem...

Ensino superior demitiu 2.492 professores em 2005 Fonte: Jornal do Commércio - RJ
06/02/2006 - As demissões e reduções salariais são uma das formas mais utilizadas pelas instituições de ensino superior para adequar custos, em um setor em que 63% do faturamento, em média, é gasto com folha de pagamento. No caso das universidades que atravessam crise financeira, a média é de 80%.Os números ajudam a explicar os dados do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), que informa que foram demitidos 2.492 professores na cidade de São Paulo no ano passado. Do ano retrasado para 2005, o salário médio, de acordo com o sindicato, caiu de R$ 3.501 por mês para R$ 3.027."A informação que nos chega é que as universidades demitem doutores e contratam professores com titulação menor para economizar. Os salários são nivelados por baixo, o que prejudica a qualidade do ensino", diz Celso Napolitano, diretor do Sinpro.Uma universidade paulista que demitiu 200 professores no final de 2005 para cortar custos, foi a Unicastelo . Outro caso é o da FGV-SP, que na semana passada anunciou que demitiu 16 de seus 300 professores para adequar custos. A universidade informou que alguns docentes estavam subaproveitados. A PUC também informou que 10% de seus professores serão demitidos. Outras universidades que demitiram recentemente, segundo sindicalistas, são a Ibirapuera, a Unip e a Universidade Católica de Brasília (UCB).