05/12/2004

A maior das vertigens da subjetividade

O blog é uma nova forma de expressão, as pessoas estão recuperando a voz.

Queria que meu blog fosse algo tão elástico que contivesse todo tipo de coisa, solene, sutil e bela, que me venha à cabeça.


Essas frases, como também o título, foram tiradas de um artigo, de Elis Monteiro, do Observatório da Imprensa de 29/05/2002. Percebo que minhas suspeitas sobre esse novo mundo, que se descortinou para mim há pouquíssimo tempo, não são de nada infundadas. Já houve muita gente escrevendo sobre o assunto, e assim aproveito para colocar um trechinho do que li:

Eles são ‘gente como a gente’, mas aprenderam a tirar proveito do que de melhor a internet pode oferecer: comunicação, interatividade e uma rede de amigos, sempre dispostos a ouvir, mesmo que virtualmente, criticar e se solidarizar com as dúvidas existenciais uns dos outros. Blogar é, antes de tudo, compartilhar: pensamentos, informações. Os novos ‘publishers’ da rede – que de adolescentes só têm a alma – são, isso sim, muito criativos. E, ao contrário do que muitos pensam, eles não são ‘nerds’ ou ‘geeks’: são pessoas comuns, com hábitos não muito diferentes, que conciliam, com facilidade, a atividade de blogar com vida em família, trabalho e lazer. São eles os personagens principais da nova revolução da web. A retomada do ‘poder’ a quem de direito.
Cantores, amantes de gatos, donas de casa, experts em informática, muitos (muitos!) jornalistas, webdesigners. A variedade de profissões dos blogueiros só perde em quantidade para a multiplicidade de temas: de putas e vagabundos (que perambulam pelo ‘Catarro Verde’) à literatura (que povoa muitos), passando pelas notícias de informática (tema do ‘Marketing Hacker’) e análise do mundo. E muita informação relevante, o que é ótimo. Uma das vantagens principais do blog é ser território livre, onde se escreve (e publica) o que se quer. E, felizmente, a idéia de que eles são ‘diários na rede’ já está sendo ultrapassada. Diferente dos diários de papel, a maior parte dos blogs é escrita para informar e não apenas como forma de desabafo pessoal.


O artigo completo está disponível...

Um comentário:

Fernando disse...

Oi, Lili,
Certamente os blogs recuperam a verdadeira vocação da Internet. Sobre isso já discutimos, eu e a Andréa, minha filha, que milita nesse segmento faz tempo. E ela sempre afirma que essa explosão dos blogs, agora das tais comunidades, recupera a vitalidade real da Internet.
Tem mais: a incrivel porta aberta que pintou para quem não tinha acesso a midia escrita, e que encontrou seu espaço, está demonstrada claramente pela atitude contrária de quem pensava que detinha o poder disso tudo.É uma amostra de que os blogs vieram pra ficar.
Aquela velha história: ninguém chuta cachorro morto.
Beijão e bom final de domingo
Fernando cals