07/12/2004
A janela do quartinho que vai virar banheiro vai do chão ao teto. Na sua frente, a copa de uma araucária, tão próxima que os ramos quase entram em casa. Ontem choveu; pingos pesados faziam seus galhos vergarem suavemente. A brisa fria fez arrepiarem os pelos. As bromélias exibiram-se, frescas. Hortênsias azuis coloriam a tarde cinza. Os pássaros se aquietaram mais cedo. Sabiá entoou seu canto, reinando no bosque silencioso. E eu, da minha janela, encantada, participava de tão solene audição.
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Um comentário:
Amiga!!!
Fiquei cheio de inveja, saudável e oportunista, de vcs, com esse visual e clima, maravilhosos.
E a descrição, que poema!
Parabens, beijos e abraços
Fernando Cals
ps; escreves bem pra ca...deixa pra lá.
FC
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