15/10/2005

Sozinha, totalmente sozinha. Ótima oportunidade para espairecer fazer um monte de nada. Pequenas coisinhas, na verdade. Um café da manhã bem demorado, um filme francês na televisão: "À sombra de um crime"; um passeio pelo centro, walkman tocando Everything but the girl, depois Jamiroquai (Virtual insanity). Parada num café, lanchinho ao invés de almoço, leitura do Caderno G, bisbilhotices na programação de cinema. Passeio pelo shopping, um boa esticada na Saraiva, bisbilhotices nos livros de decoração, revistas do moda e livros de meio ambiente, depois na seção de CDs, curiosidadesinhas. Novelinhas, um pouco de estudo, preguiça, pijama, e internet na cama.

11/10/2005

Hoje fazia meu costumeiro caminho na Dr. Pedrosa, primeiro dia de sol e calor em quase dois meses, janela meio aberta, distraída com as lembranças do Dom Inácio, pensando que logo iriam me abordar com panfletos ou a venda de aviões e Bob Esponjas infláveis; dito e feito, me abordaram. Um menino de uns 11 anos, sujo e maltrapilho, colocou uma das mãos na janela, como que segurando-a; a outra colocou por dentro da janela e falou:
- vai passando o dinheiro aí -, enquanto mostrava um canivete. Falava,
- vai, não reage, não reage, vai logo...
e eu falei calmamente:
- mas eu não tenho 1 centavo!
(e não tinha mesmo, tinha dado meus últimos 15 centavos para um guardador de carro, me desculpando por estar com a carteira vazia) enquanto balançava a cabeça negativamente, como se estivesse simplesmente negando uma esmola a uma criança. Logo o vendedor de infláveis chegou perto, falou comigo, o menino saiu discretamente, e em seguida abordou o carro da frente, dirigido por uma mulher, também; sozinha, também. O vendedor me falou qualquer coisa como
- esses moleques ficam aí, atrapalham a minha venda, antes eu vendia bem, etc.
Eu nem ouvia direito, preocupada com a mulher da frente. O homem então fez a mesma coisa, chegou perto do garoto e ele "vazou". O sinal abriu, e nós duas seguimos em frente, como se nada tivesse acontecido. Preciso pensar nesse fato, e na minha reação.