17/03/2005

Dias atrás, época de se falar bastante sobre as mulheres e “seu” dia (8 de março), li um artigo da Roseli Sayão sobre as imposições, expectativas e obrigações da mulher contemporânea. Nada tão diferente do que já acontece há séculos, talvez milênios, no quesito “subjugação”. No aspecto estético, por exemplo, as mais diversas culturas impuseram/ impõem sofrimentos, dores físicas mesmo, como formas de se alcançar determinado padrão de beleza. Isso não é novidade. Ontem, numa passada pelo shopping, reparei num tipo de mulher que retrata bem o padrão atual classe média/ alta: mulher de seus 40 anos, provavelmente casada e com filhos, sarada, tudo “no lugar”, bronzeada, cabelos lisos e coloridos, bem tratados, unhas bem feitas, dessas de resina, lábios carnudos, calça justa, salto alto, acessórios da moda. O que a faz “especial”? Ela não é o que poderia chamar de uma mulher (naturalmente) bonita. Ela se faz bonita. Ela lança mão das mais diversas técnicas e tratamentos para ser considerada bonita. Seu tempo é distribuído entre a casa/ marido/ filhos e os salões de beleza, clínicas de estética, consultórios médicos/ centro cirúrgicos, academias de ginástica e lojas de produtos farmacológicos, cosméticos, etc., isso tudo como se fosse um mercado onde vai passando e “construindo” sua aparência. Dedicação exclusiva. Subjugada pelo mercado da beleza. Beleza, qual? A natural já era. Cabelos ao vento? Nem pensar, nessa ditadura da chapinha. Rugas? Estão fora de moda, com a infinidade de liftings, peelings, injeções de botox, ácidos e a velha e boa “esticada” do bisturi. Pela branca? Com tantos tipos de bronzeamento artificial... Peito pequeno? Silicone, ou o tal “invisible bra”. Gordurinhas? Personal trainner e lipoaspiração. Tudo dá-se um jeito. Quem tem dinheiro nem pode se dar ao luxo de ser “feia”, mesmo sendo, como disse, naturalmente bonita.

16/03/2005

Recebi esse estranho poema.

¡Dios mío! Envíanos algunos locos,
de aquellos que se comprometen a fondo,
de aquellos que se olvidan de sí mismos,
de aquellos que saben amar con obras y no con palabras,
de aquellos que se entregan verdaderamente hasta el fin.

Nos hacen falta locos, desafinados, apasionados,
personas capaces de dar el salto en el vacío inseguro,
desconocido y cada día más profundo de la pobreza;
aquellos que saben aceptar la masa anónima,
sin deseo de utilizarla como escabel;
aquellos que no utilizan para su servicio al prójimo.

Nos hacen falta locos,¡Dios mío!.
Locos en el presente,
enamorados de una forma de vida sencilla,
liberadores del pobre,
amantes de la paz,
libres de compromisos,
decididos a no hacer nunca traición,
despreciando su propia comodidad, o su vida,
plenamente decididos por la abnegación,
capaces de aceptar toda clase de tareas,
de partir dondequiera que sea por disciplina,
al mismo tiempo libres y obedientes,
espontáneos y tenaces, alegres, dulces y fuertes.

¡Danos locos Señor!


Eu, heim?! Loucos são os outros, parafraseando Sartre...






Oba! Mais um blog amigo sobre a saga da Pequena Grande Família em Paris! Mi acabou de criá-lo.

15/03/2005

O instrutor da musculação tinha me indicado MegaMass, porque eu nÃo estava ganhando massa muscular suficiente. Comprei o sabor baunilha, tomei uma vez e argh!!, não consegui repetir a dose (é tremendamente enjoativo). Ele disse então que eu deveria fazer uma dieta com nutricionista para ver como suprir a falta de proteína. Fiz "dieta" por minha conta: como mais ovos, e sempre que posso como peixe, apesar de ter enjoado desse prato tantas são as vezes que como em restaurante por quilo (nunca fazem peixe decente). Como bastante granola no café da manhã, dessas com castanhas e frutas secas. Ah, minha nova (re)descoberta alimentar: farinha láctea! Estive testando as marcas, e percebi que a nestlè não é mais a mesma coisa, ela está grossa e meio sem gosto. A melhor é da marca Mococa, porque parece a Nestlè das antigas, é mais fininha e tem o gosto idêntico. Outra que comprei mas detestei foi a da Nutrimental. Uma porcaria.

14/03/2005

Fui na reunião de condomínio pela primeira vez, para a eleição do síndico. Baixaria, impugnação de candidatura, um show. Quando vi que não ia sair nada dali, deixei o povo se engalfinhando e fui embora, que tenho mais o que fazer...

Ontem vimos "Elogio ao amor", de Godard. No Luz, cinema da Fundação, cheio, ar condicionado estragado, faltando uma fileira e meia de poltronas na frente. Chegamos com o filme começado, sentamos na fila onde ainda tinham todas as poltronas. Na nossa frente, também atrasados, chegaram Hermeto Paschoal e sua namorada, e sentaram exatamente na nossa frente, na fila "desdentada" de poltronas. Saí meio atordoada com a enxurrada de citações filosóficas/ históricas/ literárias/ artísticas em diálogos confusos. Filme de imagens recortadas, ora em preto e branco, ora em cores inverossímeis, carregado de símbolos (personagens filmados de costas, diálogos entre pessoas caladas, imagens marítmas como pinturas em movimento...). Difícil de engolir. Por isso muita gente saiu na metade do filme, inclusive Hermeto e a namorada.
Um filme obscuro. Como o amor (?).

13/03/2005

Ontem teve uma pizzada na casa de Simone/ Eduardo para 8 pessoas. Com todo o calor que fazia, Eduardo quis acender o fogão a lenha e quase derretemos naquele porão... Pizzas de diversos sabores, com massa integral. Tentei reproduzir o drink que tomei em Campo Grande, feito pela Maria Vitória. Vinho tinto, soda limonada, limão e muito gelo. Mistura aparentemente estranha, mas muito interessante no final, bem refrescante. Sabia que lembrava alguma coisa: sangria, só que sem as frutinhas. Queria lembrar o nome da bebida mas não consegui.


Tomara que chova três dias sem parar (bis)
A minha grande mágoa é lá em casa não ter água e eu preciso me lavar

Hehe. Ainda não acabou, mas se continuarmos nesse ritmo de estiagem... já têm muitas cidades em estado de calamidade por conta disso. Agora o céu está ficando preto, quem sabe não cai um pé d'água e as coisas melhoram um pouquinho.