07/05/2005

Amanhã é dia das mães, a data mais especial e comercial que já inventaram. As propagandas são feitas para comover, com suas imagens e músicas sentimentais. As de celular, então, são insuportáveis. Já não se usa mais dar presentes simbólicos ou “lindos” cartões desenhados, colados e pintados, cheios de brilhos, que fazíamos com muito amor e criatividade quando crianças, acompanhados por uma chuva de beijos e abraços e, quiçá, um café da manhã na cama, todos juntos, empoleirados em volta de uma mãe feliz e orgulhosa.
Mesmo com todo o merecimento das homenagens nesse dia, o apelo comercial é selvagem. As pessoas costumam ficar feito baratas tontas nas lojas, tentando escolher um presente à altura, mesmo sem ter um puto no bolso. Angustiadas, agitadas, preocupadas em agradar, atrasadas, desesperadas, afobadas, esse é o perfil das pessoas nas lojas numa véspera de dia das mães. Entre as quais eu me incluo, principalmente porque fiquei encarregada de escolher os presentes, da minha mãe e do meu pai, que faz aniversário no dia seguinte, tarefa que consegui cumprir ontem.
Estou triste. Ontem, pela manhã, estive no enterro da mãe de Elisa, minha amiga médica que casou há um mês atrás.

04/05/2005

Estou mais calma, depois da tempestade de hormônios (ou da falta deles), depois de ter fechado o dedo na porta, no sábado, e depois de ter ficado na rua sem gasolina, no domingo (nunca tinha me acontecido isso). Depois de pedir socorro pro Caê, sair à pé atrá de um saquinho de gasolina e ficar exalando seu cheiro por um bom tempo, fui num posto e meu cartão não passou (venceu no mês 4, ou seja, venceu no sábado). Peripécias...

Hoje tem céu de um azul brilhante, sol de inverno, eu cheia de meias para tentar me esquentar, pois ao ficar parada, sentada, tudo vai esfriando, principalmente as mãos, os pés e os joelhos.
Tive reunião com o Professor ontem à tarde, fiz um café com as coisas que ele gosta, conversamos, me senti mais confiante.

01/05/2005

Dia do trabalho. E uma tira sobre os dilemas da profissão de Professor, por Allan Sieber.
Ontem: dor de cabeça tepeêmica, correria no trânsito, uma fechada de porta de carro na unha do dedo indicador esquerdo, um aniversário de criança.
Hoje: tarefas acumuladas e digitação prejudicada (um dedo a menos pra digitar faz uma grande difernça...). E a unha horrorosa, preta, em frangalhos.
Percalços...