11/11/2004

Bom, continuando a saga dos diários (que, na verdade, chamavam-se agendas)... Já na faculdade, o conteúdo era um pouco diferente. Surgiram os códigos – maneiras de escrever próprias, para resguardar os segredos de um possível leitor não autorizado. Época das experiências mais radicais, sabe como é... Muitas fotos de viagens, muitos programas de fim de semana, algumas cartas, adesivos, essa era a tônica.

Tive um período de entressafra; comprava ou ganhava agendas, mas não as usava com a finalidade de diários, e sim para fazer anotações de contas a pagar, de cheques pré-datados, de horários no salão, de consultas médicas, de aniversários de parentes e amigos... Isso foi de 95 a 98, ano em que comprei, numa ida a Brasília, o meu “Diário de Bordo”, lindo, parecendo um livro bem antigo com folhas amareladas, do artista plástico Nido Campolongo. Nessa mesma época assisti ao filme “Livro de Cabeceira”, chinês, onde a protagonista tinha um livro onde anotava “Coisas que me Fazem Sorrir”. Encampei a idéia. Esse, eu posso dizer, é o livro da minha vida. Ali, de tempos em tempos (3 a 4 vezes por ano, às vezes menos), tenho registrado todos os fatos importantes, momentos marcantes ilustrados com fotos, minhas emoções. Em outubro ele fez 5 anos. É uma vida! Quanta coisa registrada...

Bem, hoje em dia conto com a inevitável agenda (de compromissos, contas, recibos, mais um arquivo do que uma agenda...), com meu Diário de Bordo e com meu Blog. E essa foi a história e evolução do “mundo encantado dos diários de Lili”. (Fim!).

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