19/02/2005

Lindo sábado de sol. Vou caminhar e deixar as coisas acontecerem. Talvez almoce um sanduíche.

17/02/2005

O que escrever num blog tão introspectivo com esse? Já não me lembro mais do impacto e estranheza que me acometiam toda vez que entrava nesse "território". Já não sei, também, se esse blog é autobiográfico, se é um diário, se é um quase monólogo, nem sei se escrevo por hábito, necessidade ou prazer. Penso em escrever coisas absurdas, que não comentaria normalmente com qualquer pessoa. Coisas como estou com dor de barriga, estou deixando as unhas crescerem, não sei se quero ou não ter filhos, ou que droga de espera interminável .

Meu diário de bordo está abandonado, não escrevo nele desde outubro, coincidentemente o mes em que abri esse blog.

O dia foi realmente pesado hoje. Meu pai e Caê voltaram do sítio, para onde foram resolver a pendenga do sequestro do nosso trator numa audiência na justiça. E depois que eles chegaram, fomos ao hospital onde meu tio estava sendo operado, caso delicado. E ainda cheguei em casa e liguei pra Simone, falamos bastante, eles pintaram toda a casa de branco (era de madeira escura, casa pré-fabricada). Quero ver se damos um pulo lá pra ver a novidade.

Já estou cheia de ficar sem dinheiro. Pelo menos esse mês termino de pagar a troca das janelas. Agora vou ver se o homem da cozinha vem fazer o orçamento da reforma (só não sei pra quando...).
Nunca fui muito seletiva quanto a programas de televisão. Vejo tudo, com excessão dos religiosos, dos desumanos (mundo-cão, humilhações, lavagem de roupa suja, policiais...) e do Big Brother. Vejo desde as fofocas e alfinetadas, passando por novelas, seriados, filmes, jornais, humor, desenhos, femininos, entrevistas, programas educativos e culturais... Vejo sem muito compromisso, por curiosidade, para dar risada, para dizer mesmo "nossa, que lixo". No momento os programas da vez são Desperate Housewives, seriado da Sony sobre as crises de mulheres na faixa dos 30/40; Pé na Bunda, programinha da MTV do tipo "Namoro na TV"; O Aprendiz original, com o Donald Trump, esse da categoria dos bizarros; Gordo à Bolonhesa, também da MTV, onde o casal João Gordo e Vivi recebem cobaias humanos para comer as gororobas que eles preparam durante a entrevista. Bom, todos programinhas muito edificantes...

16/02/2005

Vi Alta Fidelidade na TNT, acho que é a terceira ou quarta vez que vejo o filme e me encanto! A trilha sonora é demais, e a última cena, na festa, onde o atendente da loja de discos sobe ao palco e canta Let's get it on, do Marvin Gaye, é impagável! Que vontade de estar nessa festa... Agora estou lendo um livro do Nick Hornby - Um Grande Garoto - mas não me entusiasmei. Vi o filme primeiro (com aquele inglês de nariz fino, famoso, de Quatro Casamentos e um Funeral, ah... droga, esqueci o nome dele), e agora fico imaginando os personagens com a cara dos atores, muito sem graça isso.

15/02/2005

Vou sair por aí à cata de uma boa liquidação. Porque me recuso a pagar mais de 200 reais numa calça jeans, ou 80 reais numa blusinha. Agora dá pra pegar aquelas lojas caras que queimam o estoque, fazendo até 70% de desconto. A única coisa que não consigo comprar aqui são sapatos. Não me adapto a eles de jeito nenhum. Bico fino e saltinho não fazem meu gênero, no way...

14/02/2005

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,/ a que se deu o nome de ano,/ foi um indivíduo genial./ Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão./ Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos./ Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.
Carlos Drummond de Andrade

Estou de ressaca de 2004. Ando suspeitando que esse ano ainda não acabou... pára que eu quero descer... dá pra começar tudo de novo?!

13/02/2005

Cortina esvoaçante de brisa fresca e céu de nuvens fofolentas
Uma carroça passando na rua (seria o leiteiro?)
Cochilo
Braço pendido, pescoço doído
Caixa de Bis amassada
Livro sobre teoria do caos e fractais
Psicodelia enlatada
Sofá curto
Sangue estagnado
Sonho meio acordada
Olhos pesados, pés gelados
Sábado desperdiçado