08/04/2005

Obaaa!! Chegou meu jogo de panelas de cerâmica! Elas são lindas, dá pra colocar na mesa tranquilamente, os puxadores são super discretos e todas têm tampa de vidro. Já que não dá pra ficar comprando roupinha nova, fico feliz com minhas prendas domésticas mesmo...
Há uns dias falava sobre a ditadura da beleza/ juventude à qual as mulheres brasileiras estão se submentendo. Pois ontem vi, no novo programa da Silvia Popovic na Cultura (não gosto dela...), uma entrevista com a antropóloga Mirian Goldenberg, que escreveu uma tese sobre o assunto, que virou livro. Ela cita Gilberto Freire, que já no anos oitenta alertava para o perda de identidade da mulher no Brasil, cujo modelo de beleza estava "passando" de Sonia Braga (a típica brasileira) para Vera Fischer (com seus traços europeus). De "mulher baixinha, bunduda, cabelos escuros, encaracolados, e pele morena" para "mulher alta, peituda, cabelos loiros, lisos e pele clara (mas bronzeada!!)". E, com todos os tratamentos e cirurgias, com a falsa aparência de mocinha, com roupas insinuantes e corpo malhado, mesmo aquelas mulheres não estão satisfeitas com a aparência. Mirian constatou que as satisfeitas (ou, como diz, "meio Leila Diniz") somam 1%. Um por cento!!! Que absurdo. Nem toda mulher é como canta Rita Lee.

03/04/2005

Que dias turbulentos... O Professor sumiu, tínhamos marcado uma reunião para quinta e ele não deu sinal, mandei e-mails, ele não respondeu, estou preocupada.

Quinta teve o casamento da Elisa, colega da Biologia que acabou fazendo Medicina, mudou-se pra São Paulo e agora está de volta em Curitiba. Foi, lindo, lindo e triste, devido ao estado de sua mãe. Todas nós (e os respectivos) ocupamos duas mesas na festa, e falamos sobre a importância de se ter "companheiros existenciais", na família e entre os amigos. Na família, somos companheiros por afinidade ou apenas por contingência. Na amizade, há um processo ativo de renovação, passamos fases diferentes, acompanhamos os dramas, as alegrias... amigos são nossas referências.

Ontem juntamos de novo todo mundo na casa da Fer. Maurício levou uma "caldeirada" de frutos do mar, e eu tive que pensar muitas vezes antes de atacar aquele prato apimentado e regado à azeite de dendê (reminiscências da intoxicação alimentar...). Mas "fui", cautelosa, e não me arrependi, estava divina.

Hoje, para repetir a mesma situação de duas semanas atrás, amanheci adoentada, dessa vez com a garganta estourada, febre e dores no corpo. Já relacionei o fato com o antibiótico que tomei, o que deve ter baixado minha imunidade. Por isso eu detesto tomar remédios, eles melhoram uma coisa e estragam outra.