19/11/2004

Estou tentando viabilizar as coisas para poder sair por uns dias. Contas a pagar, plantas a molhar, compras a fazer, telefonemas a dar, e-mails a passar, livros a separar.
Estava aqui pensando... no sítio não tem telefone, levarei o lap top mas não poderei acessar internet. O celular às vezes pega (no alto de um barranco, longe da casa), às vezes não. Meu celular, aliás, é daqueles basicões (só recebe e faz ligações, tem agenda e mostra a hora. Só.). Então pensei: como será que funcionam aqueles celulares hi-tech que acessam a internet? Será que dá pra receber e passar e-mails? Cogitei até a possibilidade de comprar um desses, mas confesso que morro de preguiça. É que pra mim, celular é telefone, e não computador, câmera fotográfica, despertador, etc. Prefiro ter uma coisa específica para cada função.
Humf. Às vezes me acho tãão conservadora...

18/11/2004

Anos 70. Morávamos no interior; meus pais eram presidentes do clube social da cidade e viviam promovendo “festas, bailes e afins”. Mesmo criança, lembro-me bem das vésperas dos bailes: uma correria louca com a decoração do clube e com a recepção das atrações (músicos e artistas). Tecidos, muitos tecidos, peças de gesso ou cerâmica (castiçais, colunas, espelhos), flores e tapetes. Os adultos trabalhando e as crianças brincando em volta. Pregos, tachinhas, grampos, arames, cheiro de tinta. Baile da saudade; baile de debutantes, jantares dançantes. A cidade em polvorosa, salões de beleza cheios, mulheres andando pra cima e pra baixo de chinelinhos e “bobes” na cabeça, cobertos por um lenço ou uma redinha. Contratavam só artistas de qualidade, alguns despontando, outros no auge (áureos tempos...). Lembro-me quando o Caçulinha foi tocar num baile da saudade, e de outros artistas e músicos como Márcio Greick (será que é assim?), Gilbert, Roberto Leal, Demônios da Garoa... Mas, em 1979, a cidade teve o baile de debutantes mais memorável de sua história (curta, aliás: nos anos oitenta esses bailes deixaram de existir). O artista: nada menos do que Tony Ramos. Seguem-se algumas cenas e lembranças que ficaram registradas na minha memória de criança.

Meus pais convidaram-no para hospedar-se lá em casa. Humilde, aceitou o convite prontamente.

Chegou lá de tarde, vindo de Jacarezinho com a tia, um primo e uma prima. Minutos antes, o céu fechou completamente, anunciando uma tempestade de verão daquelas.

Casa cheia, todos curiosos com a chegada do ilustre visitante. Aos 31 anos, no auge da carreira, fazia par romântico com Elisabeth Savalla em Pai Herói. Mas não parecia, nem de longe, um astro. Mostrou-se, sim, um doce de pessoa. Sentiu-se totalmente à vontade.

Atencioso, elogiou meu penteado (duas tranças suspensas na cabeça, penteado da época, que fiz, obviamente, para espera-lo). Disse que tinha uma filha da minha idade, e tirou uma foto da carteira com o casal (de filhos).

Apareceu na sala, depois de banhar-se, com uma blusa “cacharel” bege, todo perfumado. Minha vozinha era sua verdadeira fã. Eles conversaram muito. Ela preparou um jantar mineiro para ele. E ele se encantou por ela.

Viu o piano e, modesto, pediu para ouvir meu primo tocar. Os números executados eram sempre acompanhados por um comentário e um elogio. Não sabíamos que ele também tocava piano!

Hora do baile se aproximando, começou a sair aquela gente chique dos quartos, só se ouvia o farfalhar dos vestidos e o barulho dos saltos (altos). Tony de smoking e cabelos brilhantes.

O que aconteceu depois eu não vi, mas soube (e vi em fotos). Dançou valsa com as debutantes, posou para fotos com elas, distribuiu autógrafos, conversou com as pessoas da mesa, e isso tudo com uma simpatia e espontaneidade irradiantes.

Madrugada adentro, voltaram para casa, cafezinhos e papos até de manhãzinha, quando alguém da família foi busca-lo. E eu, boba, levantei correndo, me arrumei toda e... qual foi a decepção quando não mais o encontrei. Fiquei triste por não ter me despedido dele, e braba por não poder ter ido ao baile...

Isso tudo para dizer que o Tony Ramos arrasou na novelinha das 6 como “Coronel Boanerges”! Dei muita risada com esse personagem! Novela acabando, vou sentir falta dele... do bonachão Boanerges... do meu amigo Tony... Toninho, para os íntimos... rs

17/11/2004

Ainda é quarta feira? Então vai mais um pouco, agora inaugurando um "copy&paste":

Frases retiradas de revistas femininas da década de 50 e 60:
Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas.
(Jornal das Moças, 1957)

Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto.
(Revista Claudia, 1962)

A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos.
(Jornal das Moças, 1959)

A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-núpciais, mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara.
(Revista Claudia,1962)

Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu. (Revista Querida, 1954)

O noivado longo é um perigo.
(Revista Querida, 1953)

É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido.
(Jornal das Moças, 1957)

Agora sou EU falando (não consegui ainda deixar a cópia com caracteres diferentes... chego lá...):
Porque as pessoas têm mania de passar esse tipo de coisa para o e-mail dos outros? É pra ser engraçado? É pra causar alguma indignação? É pra provocar uma reflexão sobre o papel da mulher na sociedade machista? É pra fazer pensar que muita coisa mudou? Ou que pouca coisa mudou? É pra ser motivo de piadas no trabalho? Ou em casa? Olha, pra mim é falta do que fazer ficar multiplicando essas piadinhas sexistas. Tudo tem sua hora e lugar. Minha "caixa de entrada" não é "lixeira"! (Falou "a" mal humorada! rsrs)
Internet. Sites e blogs. É difícil manter-se a par de tantas novidades. Ficamos sabendo de um novo blog/ site e vamos visitá-lo. Nessa visita, ficamos sabendo de outros blogs/ sites. É um que fala do outro, que fala do outro, que fala do outro, que fala do outro, que fala do outro, que fala do outro, que fala do outro, que fala do outro, que fala do outro, que fala do outro, que fala do outro,... Vou te falar... é uma falação...

(Este escrito é um verdadeiro embuste. Pura encheção de lingüiça. Só para a quarta-feira não passar em branco.)

16/11/2004

Vivo estabelecendo regras para mim... Só para poder subvertê-las.
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Uma passadinha rápida só para dar o ar da graça. Hoje vi um desfile de cachorros na televisão. A "estilista" apresentava o "traje": "Essa é uma jardineira bem leve, bem verão..." Oras!!!!! Traje de verão pra cachorro é tosa!!! De máquina zero!

15/11/2004

Na televisão, o período de férias é estranho. Os programas e/ou episódios novos começam normalmente em abril e terminam em novembro ou dezembro. Daí que, nesse interim, tem-se uma fase de recesso na qual colocam um festival de filmes, ou mesmo ficam reprisando os melhores momentos.
Voltando para este blog. Já descrevi aqui meu hábito de fazer diários, e, por acaso, achei no meu “bloco de notas” um registro do dia 8/04/2004, época em que eu tinha resolvido começar um diário digitado. O mesmo durou dois (!!) dias. Já que o reencontrei, resolvi tira-lo das cinzas e publicá-lo aqui.

Hoje falei com a Cláudia, ficamos um bom tempo no telefone, computador ligado, e eu tentando explicar para ela como tinha que fazer para enviar o Currículo Lattes... engraçado. Também combinamos nosso encontro em São Paulo, que vai ser no dia 13 (acho) de maio. Aliás, tenho que falar com a Maria Vilma pra descolar o nome do hotel que ela ficava, na Maria Antônia. Falei com a Dani, também, eles estavam saindo de viagem e fiquei de ligar para confirmar. Fui no Mercado Municipal com Caê, fizemos aquelas comprinhas básicas: azeitona preta, parmesão, tomate seco, castanha, nozes, vinho etc. Agora já tô até duvidando da nossa ida pra praia... Consegui terminar a apostila de manhã e já mandei pro Isepe. Daí deu aquela preguiça costumeira (aquela que dá quando a gente acaba de fazer uma coisa importante e quer relaxar...). Não deu outra, e ainda por cima chegou uma revista Elle grátis, fiquei folheando e depois fui fuçar o guarda-roupa pra ver o que dava pra compor com os visuais da moda. MODA?? Credo, já não ligo pra isso há tanto tempo, sinceramente não lembro da última revista de moda que comprei, tô por fora desse universo que costumava gostar...
Tem tantas outras coisas que eu gostava e agora... roupa quando eu compro é pensando no dia a dia, e na facilidade de combinar. No more trajes de sair, salto, e até batom eu estou usando aquele que fica no fundo do tubinho, quando já não dá mais pra passar.
Em compensação, fico grudada nas vitrines de lojas de móveis e acessórios pra casa, tb pudera... queria tuuudo, queria comprar um jogo de jantar, um faqueiro, taças de vinho... nem pensar agora, ou a reforma não sai nunca. Meu Deus, será que vou conseguir economizar? Aliás, será que vou consegui GANHAR pra economizar?? Vou, sim. Vou sim. Vou sim (pensamento positivo).
Hoje é quinta-feira santa e tá um calor de verão. Onde está aquele outono friozinho? OONDE FORAM PARAR AS ESTAÇÕES DO ANO???????

Curiosidade: isso parece que foi escrito nessa véspera de feriado! A diferença seria, basicamente, na última parte: “(...) tá um frio de inverno. Onde está a primavera e o calorzinho?” O resto da frase ficaria idêntico: ONDE FORAM PARAR AS ESTAÇÕES DO ANO?????

14/11/2004

Iiihh, fiz um link errado (observador)!... Ah, depois eu conserto.

Resposta aberta aos comentários do Observador

Fernando, fico admirada com o teu pique. Sempre com um montão de coisas para fazer, e ainda consegue dedicar um tempo para cada blog amigo, seja ele de longa data ou bem recente, como é o meu caso. Comenta cada post com delicadeza, gentileza e perspicácia, sempre com palavras de incentivo, pra cima, altíssimo astral. Não é à toa que você é uma referência para tanta gente, mas, vou te dizer, é muito difícil conseguir acompanhar esse teu ritmo! Resolvi até publicar este texto como um único “post”, porque aí eu mato todos os “coelhos” de uma vez, e ainda aproveito para escancarar minha admiração por você. Tentarei manter a chama acesa, porque escrever me faz bem é quase como uma necessidade (e assim já estou começando a identificar por que tenho este blog). Mas, infelizmente, vou ter que diminuir um pouco o ritmo, pois estou numa fase crucial da tese onde preciso “esquecer” do mundo e pensar (quase) só nela. Difícil para mim, que costumo me envolver muito com o que faço e gosto, mas, enfim, é preciso. Atualizarei o blog diariamente até quando for possível, mas não pretendo abrir mão dele, de jeito nenhum! Obrigada pelo interesse que demonstra sempre pel’ A Entusiasta, o que sei que é sincero, e, não querendo ser redundante, a reciprocidade é total com o Observador! Beijos, Fernando.