28/10/2004

Índio? Nãããããão...

A parafernália: som; CDs, protetor solar; chapéu, chinelo, biquíni, agasalho, máquina fotográfica, nécessaire completa, canga, protector elétrico, refil, guarda-sol, guarda-chuva, roupa de cama, roupa de banho, roupas, comida, bebida, grelha para peixe. O carro: 4 adultos + suas bagagens + uma cadeirinha com um bebê. O período: 2 dias. Descobri porque, mesmo morando tão próximos, vamos tão pouco à praia.
Vou dar uma escapada. Uma saída de fininho. Sair do ar por alguns instantes. Vou ali e já volto. Vou dar um tempo. Vou sair de órbita. Vou apertar o PAUSE. Tchau computador! (ele: tchaaaau!); tchau livrinhos! (eles: tchaaaau!), tchau bloguinho (ele: tchaaaau!). Domingo eu volto (e voto).

27/10/2004

Que dia louco... nem acredito que hoje estive com meus pés num mar verde claro, um céu de azul reluzente e uma brisa litorânea com seus aromas inconfundíveis... Fiz trilhões de coisas desde que acordei. O resultado é que, finalmente, consegui mandar o dossiê com o pedido de bolsa-sanduíche para o México. Se tudo der certo, em março estarei em (quase) pleno deserto chicano, na terra de Zapata, de Frida Calo, dos filmes de Elvis, de "Y tu mamá también"... Arriiiba, arriiiba, arriibaaa!

26/10/2004

a entusiasta!

taí meu cedezinho novo...

TRAMA

Entrei no site da Trama pra ver se acho alguma pechincha, e também pra treinar esse negócio de shift+ctrl+a que acabei de descobrir...
Que maravilha que é comprar cds! Conseguimos alguns títulos da Trama por um precinho ótimo (Stereolab, Belle ‘n Sebastian, George Martin); pelo jeito o selo está liquidando todo o seu estoque. Adquiri também um St Germain muito bom, “Boulevard”, só que bem eletrônico (o que já não me agrada tanto). Estou ouvindo agora, enquanto penso como é bom ter uma trilha sonora para todos os momentos, e como esses momentos se eternizam através da música... e como os estilos combinam tão bem com certas ocasiões... como ouvir jazz no carro, reggae na praia, funk no chuveiro, bossa nova num almoço com amigos, acid jazz num jantar a dois... Alguns momentos (as listas do Nick Hornby...):
- M People para uma festa;
- Jamiroquai para dançar;
- Miles Davis para um início de noite chuvoso no trânsito;
- Ed Motta para uma manhã de verão à beira da piscina;
- Swing out Sister para um pôr do sol na cidade;
- Prefab Sprout para um pôr do sol na praia;
- Cowboy Junkies para um pôr do sol no sítio;...
Iuhuu! Deu certo. Mais uma descoberta!

Observador

"Con permiso", Fernando, estou fazendo um teste para ver se consigo estabelecer links nesse blog...

25/10/2004

a entusiasta!

Agora o céu está caótico! Nuvens negras ameaçadoras sobre um fio de luz amarelada no horizonte...
Nesse momento assisto a um pôr do sol de filme épico: Nuves densas e escuras sendo refletidas pelo sol que aparece num fiapo de céu azul no horizonte, fazendo uma composição de tons salmão/ rosa/ lilás/ verde-água/ azul claro/ azul petróleo/cinza (de vários matizes)... Coisa linda! Para coroar um dia muito produtivo, e para compensar a cara amarrada com que amanheceu essa Segunda.

24/10/2004

Fim de domingo. Volto do cinema (KillBill v.1) pensando... decididamente, não gosto do estilo Quentin Tarantino. O filme é um pout-pourit de citações, um misto de trash/western/kung fu/videogame/mangá/ recheado de cenas violentas onde o efeito predileto é o « spray de sangue ». Saí com a sensação de que poderia ter sido melhor (ou eu poderia não tê-lo visto...).
Continuo firme no intento de descobrir o que me levou a expandir meus domínios até este espaço cibernético. Bom, eu nunca entro de cabeça em onda nenhuma (ah, só no mar...), e acabo, muitas vezes pegando o bonde andando. Com a internet foi assim.

Meu primeiro computador foi um 386, que me serviu por um bom tempo, até ir ficando ultrapassado... ultrapassadíssimo... pra lá de ultrapassado até que finalmente foi trocado em 2000, por esse que agora está “começando” a ficar ultrapassado...

Conectei-me à internet nesse mesmo ano, mas nunca me considerei uma internauta, muito menos uma entusiasta dos relacionamentos virtuais. Entrei em chats para conhecer, detestei, esse tipo de comunicação realmente não me atrai (você pensando e escrevendo algo interessante e a outra pessoa falando com 500 ao mesmo tempo, e num linguajar, eu diria, quase chulo: vc ker tc cmgo? Naum? Cara, 100 nossaum!!). Bom, também comecei a achar coisas interessantes na internet. Fora a mão na roda que ela é em termos de pesquisa e comunicação.

Conheci o Banheiro Feminino nem me lembro como, o fato é que adotei-o com um dos meus favoritos pelo humor perspicaz, moderno, e principalmente pelo visual retrô. Comecei a acompanhar o “Diário da Balzaca” (na época nem sabia o que era um blog) e me flagrei como uma espiã da vida alheia! Acompanhei a trajetória da Vivi, uma recifense que foi se aventurar em São Paulo, conheceu o marido, comprou uma gata, teve uma filha e se mudou para Praga, sumindo do mapa. Nunca soube se aquilo tudo era verdade, achava estranhíssimo o fato de alguém expor sua vida daquele jeito, mas confesso que senti falta quando ela parou de escrever.

Pulamos para 2004. Por acaso, lembrei do tal banheiro, fui ver se ainda estava ocupado, e me deparei com o blog da muié do mei do mato. Por acaso, fuçando nos links, conheci o blog do Observador. Um dia, resolvi mandar uma mensagem pra muié (a gente começa a se achar íntimo da pessoa...) e, por acaso, acabei criando este blog.

Mas onde mesmo eu queria chegar? Ah, sim.

Por que resolvi tocar adiante esta empreitada, eu, que resisti até onde pude para não ter nem celular (tamanha a aversão a que invadam minha privacidade), que nunca vi 1 capítulo do Big Brother (aquela jaula de cobaias humanos), que implico com a parede de vidro que colocaram na academia, etc, etc, etc.?

Algumas pistas... seria pelo instinto mezzo voyeur, mezzo exibcionista de todo ser humano? Seria porque sinto uma necessidade de “pegar meu lugar nesse bonde”? Seria por contingência de uma época em que mal conseguimos verbalizar nossos sentimentos/ emoções/ impressões do dia-a-dia, mas o fazemos bem colocando-os no papel, ou mais precisamente, na tela de um computador? Seria por que, ao compartilha-los, buscamos um eco de nossos pensamentos? Bom, paro por aqui, por hoje, que já está começando a dar um nó na minha cabeça...
Entram e saem os dias e aqui estou eu, às voltas com a papelada, os livros, as anotações e muita coisa por fazer.
Essa noite foi difícil dormir. Muitos ruídos na madrugada:
Lufadas de vento arremessando porções de chuva contra o vidro: tcháá...tch...tcháááá.
O vento penetrando nas frestas das janelas: VUUuuuUUU...fiiiuuuuiiuii.
Luzes cintilantes quebrando o escuro e depois, o estrondo (essa palavra já é uma onomatopéia...)
Portas mal fechadas indo e voltando: tec...tlec...te-lec...tlec
Agora o dia esta lá, desenxabido; calçadas lavadas, céu incerto...