23/04/2005

Terça-feira teve reunião da linha de Teoria no doutorado, a penúltima antes da qualifição. Edmilson chocou a todos com a apresentação de sua tese - pronta, diga-se de passagem - com suas 260 páginas (eram 500, dizia, mas ele conseguiu reduzi-las para esse número...). Depois disso fomos na Valbela fazer um lanche, a Icléia e a Janise tinham acabado de voltar de Paris, onde ficaram 4 meses com a bolsa sanduíche. Uma chuva, um temporal daqueles, e a gente lá tomando chocolate com creme e conversando sobre as agruras desse momento de pressão sob a qual está toda a turma de 2002.
Desliguei um pouco da tese, teve o feriado, e o Professor veio com uma história de livro, que eu poderia entrar com um capítulo, que era para eu ver, dentre os meus artigos, algum que pudesse ser publicado. Isso era "pra ontem", e eu ainda tinha que fazer uma tradução de um artigo do Foladori, o que já deveria ter feito há muito. O que mais... bom, ainda tem um artigo para ser apresentado num congresso de Educação Ambiental, que sabe-se lá se vou conseguir fazer. Frente a todas essas incumbências, joguei pro alto e dei uma escapada, saí, me diverti, estreou um filme que queríamos ver há um tempão, "Sobre café e cigarros". muito legal, são 11 curtas em p&b com pessoas dialogando em mesas xadrez, tomando muuito café e fumando muuuitos cigarros. Tem um com o Tom Waits e o Iggy Pop, impagável, tem um com o Alfred Molina, com o Bill Murray, Roberto Benini, enfim, "gente boa da melhor qualidade".
Hoje fui na Tere contar e pintar o cabelo, passei um castanho escuro e repiquei as pontas, pois já não aguentava mais minha cara "normal demais".
Agora estou tentando voltar ao batente, e enquanto não pego o pique vou fazendo a tradução que é mais leve, e o texto, interessante.

22/04/2005

Ainda estou aqui na internet, esperando a boa vontade do meu Outlook de receber algum e-mail pesadão que está bloqueando a minha caixa de entrada (no mínimo é spam, ou aquelas mensagens edificantes com uma musiquinha brega de fundo).
Nossa... imagine a frase acima a uns 15 anos atrás... não teria nenhum sentido para o cidadão comum. Como a informática mudou nossa linguagem, além de revolucionar os meios de comunicação! E o desenho dos Jetsons? Já é realidade em muitos aspectos, o que mostra que futurólogos não erraram tanto (tirando a baboseira de morar no “Espaço”, em outro planeta, ou até mesmo na Lua). Lembro-me de, na quarta série, ter uma professora que falava em turismo espacial “daqui a uns 5 anos”... Mais de 20 anos se passaram e, pelo que sei, só um bilionário teve o privilégio de atravessar a atmosfera a passeio. Mas, voltando aos Jetsons, o imaginário futurologista era povoado por desejos de que a máquina fizesse tudo pelo ser humano, até andar (na casa deles tinha uma esteira rolante). Não é muito diferente hoje, pois até os exercícios físicos podem ser feitos sem o menor esforço através de aparelhos (com algum resultado?!?). E aqueles trecos de amarrar na cintura que ficam vibrando para acabar com as gorduras e flacidez? Ah... como o ser humano é crédulo....
Ontem fomos conhecer o V.U., bar do Zé Carlos, que não estava lá pois tinha ido ao show do Placebo em Florianópolis. Bar bem legal, decorado com quadros de bandas, Andy Wahrol, pick ups antigas, etc. E o som de primeira, Jesus and Mary chain, Echo and the bunnyman, Moby, Granddady...
Quantas pessoas tinham no bar? Fora o sócio do Zé, só eu e Caê. Hahaha. Também, às nove e meia de uma quinta feira chuvosa...

21/04/2005

Feriado. Do que mesmo? Ah, é... Tiradentes...
Estava assistindo no Eurochannel o Festival de Montreaux de 2003, por acaso, enquanto tomava meu tardio café da manhã nesta quieta quinta-feira. Que delícia ver o Jay Kay no palco, do meu adorado Jamiroquai. E depois o darling Simply Red, das antigas, e depois Lisa Stansfield... uau! Estava voltando no tempo. Agora volto ao trabalho, para depois, quem sabe, ver o que passa nas salas de cinema da Fundação.

19/04/2005

Um avião passando dentro
Da minha mesa de centro
Fumaça riscando
o vidro polido
E o vaso flutuando
No azul de brigadeiro
brincando
Num reflexo colorido