Quando mudei para Curitiba, em 84, conheci uma garota que também tinha se mudado e estava, como eu, sentindo-se um peixe fora d'água na escola. Ficamos amigas, viramos "irmãs", inseparáveis, até que entramos em faculdades diferentes. Conheci novos amigos, ela também, mas continuávamos ligadas, saindo, viajando juntas; mas fomos nos vendo cada vez menos, comecei a namorar, ela também, acabamos por nos distanciar completamente. A uns seis anos atrás, nos encontramos na rua, ela veio em minha casa e colocamos as novidades em dia. Soube que tinha casado. A dois anos atrás, uma amiga em comum encontrou-a no shopping e soube que ela estava morando em Paris, e tinha vindo passar o Natal com a família. Foi a última coisa que soube dela. Ontem, no Orkut, procurei por seu nome. Encontrei minha melhor amiga, que dividiu todas as angústias/ sonhos/ alegrias, que participou de todas as minhas descobertas, e que ficou marcada como uma das pessoas mais importantes da minha vida. Está morando em Paris, ainda. Mandei uma mensagem, ela respondeu, e por um acaso está aqui em Curitiba passando as festas. E por acaso, marcamos um encontro amanhã. Ela agora está com um filhinho de três meses. Irei conhecer o filho da minha amiga querida, que por acaso encontrei com a ajuda desse recurso tecnológico totalmente imponderável...
Que bom que estou vivendo isso.
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