28/12/2005
Hummm... apenas uma rápida incursão na única "lan house" de WB city para ler os e-mail importantes. Não tem gravador de cd aqui!! Queria passar as fotos da câmera para o cd, e colocar nela a memória nova que ganhei de Natal. E também atualizar o fotoblog com belas paisagens deste vale onde estou. Fico por aqui no Ano Novo, quieta, sem comemorações esfuziantes. E não estou sentindo, por aí, nesses tempos bicudos, muita disposição para festas. O Natal foi simples e singelo. Não peguei na tese até agora, e só pretendo fazê-lo quando entrar 2006. E estou (re)lendo os livros de José de Alencar; já foi a Viuvinha, agora estou em Senhora (a vingativa Aurélia Camargo!), depois, se sobrar tempo, vou para os Cinco Minutos. E o tempo da internet está se esvaindo!
20/12/2005
Este blog vai fechar para balanço.
Balanço de rede... balanço das folhas com o vento...
Viajo amanhã e tenho zilhões de coisas pra empacotar e arrumar, ainda. Vou levar meu escritório inteiro, pois pretendo ficar pelo sítio uma boa parte do mês de janeiro. Natal no sítio, Ano Novo em Ribeirão Preto, provavelmente.
Minha quase tranquilidade foi abalada ontem por um membro da banca que solicitou trocentas modificações na tese. Tudo bem.
Agora, tchau bloguinho, até a volta (ou até as incursões nas "lan houses" do interior).
Mirella, Stijn, Fernando e outros eventuais leitores... Feliz Natal! Feliz Ano Novo!
Balanço de rede... balanço das folhas com o vento...
Viajo amanhã e tenho zilhões de coisas pra empacotar e arrumar, ainda. Vou levar meu escritório inteiro, pois pretendo ficar pelo sítio uma boa parte do mês de janeiro. Natal no sítio, Ano Novo em Ribeirão Preto, provavelmente.
Minha quase tranquilidade foi abalada ontem por um membro da banca que solicitou trocentas modificações na tese. Tudo bem.
Agora, tchau bloguinho, até a volta (ou até as incursões nas "lan houses" do interior).
Mirella, Stijn, Fernando e outros eventuais leitores... Feliz Natal! Feliz Ano Novo!
12/12/2005
Quis fazer uma mudança radical nos cabelos. Fui no salão e clareei boa parte das madeixas, deixando um tom mais escuro por baixo. Pedi uma coisa do tipo "faz umas mechas grandes como se estivesse queimado de sol nos fios mais curtos". Na hora de cortar, com o cabelo lavado, olho no espelho e não me reconheço. O corte foi outra aventura. Eu disse: "estou querendo deixar crescer, então tira só aqui...aqui...e um pouco aqui. Na frente você pode dar uma desfiada, mas não tira nada no comprimento." É claro que não me fiz entender... E a moça que faz escova deixou meu cabelo tal e qual o da perua da novela das oito.
Vou levar um tempo pra me acostumar com isso...
Vou levar um tempo pra me acostumar com isso...
30/11/2005
Acabamos de definir minha banca. São seis pessoas, para as quais vou entregar uma cópia da tese na segunda-feira, dia 5. Então devo imprimir, gastar uma graaaana com xerox, entregar um a um, explicando as lacunas, os ditos e os não-ditos, e depois tudo de novo para ouvir de cada um, daqui a uma semana ou dez dias, o que está bom, o que está uma porcaria, o que é um absurdo, etc. Depois disso serão 2 meses para (re)fazer, corrigir, revisar, imprimir, entregar e defender. Acho que ficaremos com a data clássica do Brasil: depois do Carnaval. E eu quero tirar pelo menos uma semana entre Natal e Ano Novo (semana clássica também...) pra respirar e adquirir novo fôlego.
Agora é reta final.
Agora é reta final.
26/11/2005
Ahhh... que maravilha de sábado... desses de redimir qualquer sombra de pessimismo. Amanheci só, tempo feio, frio, belo café da manhã, um filme francês legal na Eurochannel: "3 homens, uma mulher, 2 casamentos". Ao invés de tese, uma idéia. Ouvir minhas fitas antigas, da época em que se gravavam fitas. Stevie Wonder, presente do Rogério; Swing out Sister de meados da década de 90, quando conheci o Caê. Resolvi pôr meu armário abaixo, fazer aquele expurgo anual. Não nas roupas, mas nos guardados. Muita risada sozinha, lendo os bilhetes da época de colégio, como este:
"Vamos no centro? Ou então na praça correr, ou andar (bastante)? Em caso de não: eu vou na natação, depois vou para o centro comprar algumas coisas (ainda nÃo sei o que), disco do U2 que tem With or without you, tomar um suco. Vou fazer tudo isso a pé. Você vem comigo?
Sim ( )"
E eu tinha que dizer sim, né Mi?! Não tinha outra opção. Li outro que dizia: "Vou comer um cachorro quente no recreio, você quer um? Ah, queira!" E eu tinha que querer, né Mi?! E outro: "Não tenho dinheiro, mas quero comer uma esfirra no Rui, então você não quer comer uma e daí eu dou um cheque, tô te devendo mesmo...?" E eu tinha que comer esfirra, né Mi?!
Hahahaha... que manhã deliciosa, ouvindo minhas fitas e lembrando de épocas tão gostosas. O sol até saiu, deu as caras, o cheiro que veio lá de fora me lembrou os churrascos e chopadas de fim de ano, sol, calor, completa falta de responsabilidades, só festas, festas e festas.
O tempo foi passando, consegui arrumar tudo, jogar um saco de lixo cheio de badulaques inúteis, e nada de almoço. Fui vem o que tinha na geladeira - nada -, abri uma Bavária, comi um pacote de batatinha, sozinha, e senti uma paz, uma felicidade, uma saudade, só sensações boas. Me reportei a uma época longínqüa (17 anos atrás) e só então percebi que sou (somos) a mesmíssima pessoa, a mesma personalidade, as mesmas reações, os mesmo hábitos, o tempo só passou, só isso.
"Vamos no centro? Ou então na praça correr, ou andar (bastante)? Em caso de não: eu vou na natação, depois vou para o centro comprar algumas coisas (ainda nÃo sei o que), disco do U2 que tem With or without you, tomar um suco. Vou fazer tudo isso a pé. Você vem comigo?
Sim ( )"
E eu tinha que dizer sim, né Mi?! Não tinha outra opção. Li outro que dizia: "Vou comer um cachorro quente no recreio, você quer um? Ah, queira!" E eu tinha que querer, né Mi?! E outro: "Não tenho dinheiro, mas quero comer uma esfirra no Rui, então você não quer comer uma e daí eu dou um cheque, tô te devendo mesmo...?" E eu tinha que comer esfirra, né Mi?!
Hahahaha... que manhã deliciosa, ouvindo minhas fitas e lembrando de épocas tão gostosas. O sol até saiu, deu as caras, o cheiro que veio lá de fora me lembrou os churrascos e chopadas de fim de ano, sol, calor, completa falta de responsabilidades, só festas, festas e festas.
O tempo foi passando, consegui arrumar tudo, jogar um saco de lixo cheio de badulaques inúteis, e nada de almoço. Fui vem o que tinha na geladeira - nada -, abri uma Bavária, comi um pacote de batatinha, sozinha, e senti uma paz, uma felicidade, uma saudade, só sensações boas. Me reportei a uma época longínqüa (17 anos atrás) e só então percebi que sou (somos) a mesmíssima pessoa, a mesma personalidade, as mesmas reações, os mesmo hábitos, o tempo só passou, só isso.
24/11/2005
23/11/2005
Com os últimos acontecimentos, fiquei 3 semanas sem mexer na tese. E agora preciso entregá-la para a banca, no final do mês (que já é). Sento aqui e não saio mais, nem pra ver "Força de um desejo", novelinha de época do Brasil-império (hehe). Agora é uma questão de dias. Mesmo assim não poderei defender no início de fevereiro, como gostaria. Não vai dar tempo. Vamos marcar pra começo de março.
Meus projetos pro ano que vem precisam ser engatilhados agora, o que me faz desviar o pensamento. Ver faculdades onde posso deixar currículo, pensar no pós-doutorado, além de mandar trabalhos e resumos para os encontros e congressos que acontecem em abril/ maio.
Também têm minhas necessidades "afetivas, cognitivas e psicomotoras". Preciso tomar um sol pra tirar o branco-leite da pele, sentir o cheiro do verão, nem que seja através do bronzeador, ou do borrifador de água perfumada da Valmari... Preciso comprar umas camisetinhas brancas, preciso atualizar meu walkman com sons da estação... Preciso...
Definitivamente, o verão é minha estação favorita.
Meus projetos pro ano que vem precisam ser engatilhados agora, o que me faz desviar o pensamento. Ver faculdades onde posso deixar currículo, pensar no pós-doutorado, além de mandar trabalhos e resumos para os encontros e congressos que acontecem em abril/ maio.
Também têm minhas necessidades "afetivas, cognitivas e psicomotoras". Preciso tomar um sol pra tirar o branco-leite da pele, sentir o cheiro do verão, nem que seja através do bronzeador, ou do borrifador de água perfumada da Valmari... Preciso comprar umas camisetinhas brancas, preciso atualizar meu walkman com sons da estação... Preciso...
Definitivamente, o verão é minha estação favorita.
22/11/2005
Detran
1) Tirar segunda via de documentos do carro
Valor: R$57,97
Número de filas enfrentadas: 4
Tempo estimado: 1 hora e meia + trânsito
Grau de paciência exigido (de 0 a 5): 4
2) Renovar carteira de motorista
Valor: 46,37
Número de filas enfrentadas: 5
Tempo estimado: 1 hora e 40 + trânsito
Grau de paciência exigido (de 0 a 5): 5
1) Tirar segunda via de documentos do carro
Valor: R$57,97
Número de filas enfrentadas: 4
Tempo estimado: 1 hora e meia + trânsito
Grau de paciência exigido (de 0 a 5): 4
2) Renovar carteira de motorista
Valor: 46,37
Número de filas enfrentadas: 5
Tempo estimado: 1 hora e 40 + trânsito
Grau de paciência exigido (de 0 a 5): 5
21/11/2005
20/11/2005
São tantas coisas, pequenas coisas, coisas que não funcionam, coisas que quebram, que se perdem, que têm que ir atrás, correr e correr, correr contra o tempo, deslocamentos, intranqüilidades, ansiedades, quero minha parada, minhas paragens, meu lugar, meu lugarzinho, cérebro em curto, faíscas pra todos os lados, unhas feias, qual é o horário do médico mesmo?, minha agenda se foi, minha contabilidade, meus compromissos, meus telefones, meus rabiscos, pânico, taquicardia, irritabilidade, aaaaahhhhhrrrr........
Sintomas de fim de ano.
Sintomas de fim de ano.
14/11/2005
Enquanto mudava o template e a descrição deste blog, no sábado à tarde, ladrões entravam na casa do caê e levavam T-U-D-O, coisas de valor monetário e sentimental, inclusive roupas e sapatos. Da minha parte, foi o tocador de MP3, umas caixinhas do disc man, e meu lap top (ou notebook, como queiram...). Todos os meus arquivos de fotos estavam lá, e, como não tinha gravador de CD, não tenho backup. Minhas fotos... todas... meu cabo USB... agora Lili, a entusiasta, ficou sem ter como ser atualizada...
Enquanto eu pensava em cidadania, éramos feridos em nosso direito à propriedade.
Outro dia revia meus conceitos sobre o que é real e o que é virtual, com a vinda do Stijn pra cá. Hoje penso sobre a virtualidade dos nossos direitos, que não têm como ser garantidos nessa sociedade injusta. Os Deveres são reais. Se nós, cidadãos de bem, não os cumprimos, somos imedaiatamente penalizados. Mas os Direitos são virtuais. Existem no papel. Ninguém pode garanti-los.
Enquanto eu pensava em cidadania, éramos feridos em nosso direito à propriedade.
Outro dia revia meus conceitos sobre o que é real e o que é virtual, com a vinda do Stijn pra cá. Hoje penso sobre a virtualidade dos nossos direitos, que não têm como ser garantidos nessa sociedade injusta. Os Deveres são reais. Se nós, cidadãos de bem, não os cumprimos, somos imedaiatamente penalizados. Mas os Direitos são virtuais. Existem no papel. Ninguém pode garanti-los.
12/11/2005
05/11/2005
25/10/2005
23/10/2005
Ufa. Cheguei viva da experiência mais radical da minha vida... Quase uma semana num esquema tipo "O Aprendiz". Bom, não foi dessa vez, mas fiquei em sétimo lugar (quer dizer, só se classicaram 7 dos que chegaram até o final do processo de seleção, então fiquei em último lugar, hehe). Visto por outro prisma, consegui superar muita gente com doutorado e pós-doutorado, e ANOS de prática nas melhores universidades brasileiras. Nada mal para quem foi ver o que ia rolar, sem saber ao certo o que é um processo de seleção - para uma universidade pública que ficou 8 anos sem abrir um concurso.
Bom, duas coisas a apontar.
1) As pessoas ESTUDARAM para o concurso, e eu vi que tem que ser assim mesmo, a disputa é ponto por ponto, décimo por décimo, você tem que ser o MELHOR em todos os quesitos, e a competência é um detalhe (importante, lógico). Vale mesmo o estudo minucioso dos pontos programados dos quais 2 são sorteados (um na prova escrita, outro na didática). Na primeira fase tive é muita sorte, pois caiu um tema sobre o qual eu nunca tinha lido (Agroecologia). Uns três dias antes da prova, li um artigo na internet, e com uns esqueminhas e um boa dose de retórica consegui me sair bem. Sorte.
2) Existe um PERFIL segundo o qual os candidatos são analisados. No final das contas, meus pontos fortes viraram pontos fracos, pois fui a única entre os 7 classificados que não tinha nenhuma experiência em projetos ambientais no litoral. Meus pendores são teóricos e mais filosóficos. Não era o que eles queriam.
A prova didática foi uma grata surpresa para mim e as minhas limitações. Fui tranquila, falei tudo o que queria falar, interagi com a banca, descontraí, e foi elogiada pelos alunos da universidade que assistiram a aula (que é aberta ao público). Terminei no tempo certo, fiz plano de aula, avaliação, tudo. Na divulgação pública do resultado, vi o quanto é subjetiva a avaliação da prova didática: um membro da banca me deu nota 9. Outro, 6.5...
Bom, diante disso acho que fui longe demais. Teoricamente poderia ser chamada, caso precisassem de mais 6 professores no intervalo de tempo x (não sei quando "caduca" o concurso). Mas isso é uma hipótese remota. O bom disso tudo é que fui testada por mim mesma, e vi o quanto posso me superar. Nervos de aço, sangue frio, muito empenho e desempenho; já sei o que será minha trajetória até conquistar MINHA vaga nessa selva.
UFA.
Bom, duas coisas a apontar.
1) As pessoas ESTUDARAM para o concurso, e eu vi que tem que ser assim mesmo, a disputa é ponto por ponto, décimo por décimo, você tem que ser o MELHOR em todos os quesitos, e a competência é um detalhe (importante, lógico). Vale mesmo o estudo minucioso dos pontos programados dos quais 2 são sorteados (um na prova escrita, outro na didática). Na primeira fase tive é muita sorte, pois caiu um tema sobre o qual eu nunca tinha lido (Agroecologia). Uns três dias antes da prova, li um artigo na internet, e com uns esqueminhas e um boa dose de retórica consegui me sair bem. Sorte.
2) Existe um PERFIL segundo o qual os candidatos são analisados. No final das contas, meus pontos fortes viraram pontos fracos, pois fui a única entre os 7 classificados que não tinha nenhuma experiência em projetos ambientais no litoral. Meus pendores são teóricos e mais filosóficos. Não era o que eles queriam.
A prova didática foi uma grata surpresa para mim e as minhas limitações. Fui tranquila, falei tudo o que queria falar, interagi com a banca, descontraí, e foi elogiada pelos alunos da universidade que assistiram a aula (que é aberta ao público). Terminei no tempo certo, fiz plano de aula, avaliação, tudo. Na divulgação pública do resultado, vi o quanto é subjetiva a avaliação da prova didática: um membro da banca me deu nota 9. Outro, 6.5...
Bom, diante disso acho que fui longe demais. Teoricamente poderia ser chamada, caso precisassem de mais 6 professores no intervalo de tempo x (não sei quando "caduca" o concurso). Mas isso é uma hipótese remota. O bom disso tudo é que fui testada por mim mesma, e vi o quanto posso me superar. Nervos de aço, sangue frio, muito empenho e desempenho; já sei o que será minha trajetória até conquistar MINHA vaga nessa selva.
UFA.
15/10/2005
Sozinha, totalmente sozinha. Ótima oportunidade para espairecer fazer um monte de nada. Pequenas coisinhas, na verdade. Um café da manhã bem demorado, um filme francês na televisão: "À sombra de um crime"; um passeio pelo centro, walkman tocando Everything but the girl, depois Jamiroquai (Virtual insanity). Parada num café, lanchinho ao invés de almoço, leitura do Caderno G, bisbilhotices na programação de cinema. Passeio pelo shopping, um boa esticada na Saraiva, bisbilhotices nos livros de decoração, revistas do moda e livros de meio ambiente, depois na seção de CDs, curiosidadesinhas. Novelinhas, um pouco de estudo, preguiça, pijama, e internet na cama.
11/10/2005
Hoje fazia meu costumeiro caminho na Dr. Pedrosa, primeiro dia de sol e calor em quase dois meses, janela meio aberta, distraída com as lembranças do Dom Inácio, pensando que logo iriam me abordar com panfletos ou a venda de aviões e Bob Esponjas infláveis; dito e feito, me abordaram. Um menino de uns 11 anos, sujo e maltrapilho, colocou uma das mãos na janela, como que segurando-a; a outra colocou por dentro da janela e falou:
- vai passando o dinheiro aí -, enquanto mostrava um canivete. Falava,
- vai, não reage, não reage, vai logo...
e eu falei calmamente:
- mas eu não tenho 1 centavo!
(e não tinha mesmo, tinha dado meus últimos 15 centavos para um guardador de carro, me desculpando por estar com a carteira vazia) enquanto balançava a cabeça negativamente, como se estivesse simplesmente negando uma esmola a uma criança. Logo o vendedor de infláveis chegou perto, falou comigo, o menino saiu discretamente, e em seguida abordou o carro da frente, dirigido por uma mulher, também; sozinha, também. O vendedor me falou qualquer coisa como
- esses moleques ficam aí, atrapalham a minha venda, antes eu vendia bem, etc.
Eu nem ouvia direito, preocupada com a mulher da frente. O homem então fez a mesma coisa, chegou perto do garoto e ele "vazou". O sinal abriu, e nós duas seguimos em frente, como se nada tivesse acontecido. Preciso pensar nesse fato, e na minha reação.
- vai passando o dinheiro aí -, enquanto mostrava um canivete. Falava,
- vai, não reage, não reage, vai logo...
e eu falei calmamente:
- mas eu não tenho 1 centavo!
(e não tinha mesmo, tinha dado meus últimos 15 centavos para um guardador de carro, me desculpando por estar com a carteira vazia) enquanto balançava a cabeça negativamente, como se estivesse simplesmente negando uma esmola a uma criança. Logo o vendedor de infláveis chegou perto, falou comigo, o menino saiu discretamente, e em seguida abordou o carro da frente, dirigido por uma mulher, também; sozinha, também. O vendedor me falou qualquer coisa como
- esses moleques ficam aí, atrapalham a minha venda, antes eu vendia bem, etc.
Eu nem ouvia direito, preocupada com a mulher da frente. O homem então fez a mesma coisa, chegou perto do garoto e ele "vazou". O sinal abriu, e nós duas seguimos em frente, como se nada tivesse acontecido. Preciso pensar nesse fato, e na minha reação.
07/10/2005
30/09/2005
Sou meio avessa a comemorar datas. Pra mim, é aniversário e Natal e olhe lá. Dia disso, dia daquilo, ah, não dá. Todo dia é dia. Mas esse ano, não sei por que, fiquei pensando na data em que conheci o Caê, há onze anos. Foi por esses dias. Início de primavera. Numa noite quente. Lembro perfeitamente da minha roupa. E da dele. Dançávamos. Ele estava acompanhado de amigos, em especial, de uma "amiga". Não desgrudamos o olhar, dançando na mesma levada por um looongo tempo. Depois nos aproximamos, e sob o olhar fulminante da "amiga", dançamos a quase um metro de distância. A moça quis ir embora, trocamos algumas palavras, ele sem jeito, querendo ficar, desejando que os amigos evaporassem dali, mas foi embora. Disse que estaria lá, de novo, no sábado seguinte. E assim foi. Nos encontramos, não nos separamos mais. É engraçado o que nos aproximou. Vínhamos de mundos completamente diferentes, e nos sentíamos tão próximos. O que nos aproximou foi o amor pela música, tenho certeza.
Pensava nisso esses dias, no poder agregador da música, da arte, da sensibilidade para as manifestações culturais em geral. Vínhamos de mundos diferentes. Hoje temos o nosso próprio, construído, com uma dose enorme de paciência, tolerância, cumplicidade. Como é bom amar e ser correspondido. Não existe clichê maior e mais verdadeiro que esse, hehe.
Pensava nisso esses dias, no poder agregador da música, da arte, da sensibilidade para as manifestações culturais em geral. Vínhamos de mundos diferentes. Hoje temos o nosso próprio, construído, com uma dose enorme de paciência, tolerância, cumplicidade. Como é bom amar e ser correspondido. Não existe clichê maior e mais verdadeiro que esse, hehe.
23/09/2005
Nos últimos dias, estranhamente, me senti triste e sem vontade de compartilhar. Vontade de ficar sozinha com meus pensamentos, o que realmente fiz. Sem ter que justificar os porquês, nem para mim mesma. Prenúncio de um novo período? É o que geralmente acontece. Vou me interiorizando, formando um casulo, bem ao modo das borboletas. Casulo? Metamorfose? De onde vem essa explicação? Sem a velha desculpa dos hormônios, fico com os memes de Dawkins, tentando eu usar metáforas para me ensimesmar. Gosto disso. Fico com a percepção mais aguçada, entendo melhor as linguagens corporais, capto vibrações, e, ainda, consigo repelir pessoas. Nessas horas penso em ter um animal. Há momentos em que só com eles é possível estar em sintonia. Gosto da melancolia, quando ela mostra olhares outros, com os quais não sei bem lidar. Aprendo com ela. É uma companheira, por que não? É um fio condutor. Coisas insignificantes começam a fazer sentido, música a fazer chorar, não pela melodia, mas pela perfeição com que é executada. Personagens de filmes vem à tona e se tornam meus amigos, todos eles juntos vêm me encontrar. Conversamos num beco sem saída, para, de repente, estarmos todos rindo, enlouquecidamente, numa praia ao entardecer. Um deles faz vídeos poéticos de cenas cotidianas. Encontrei-o quando vi uma sacola plástica voando no meio do trânsito da sexta-feira. Olhei para o lado, lá estava ele, abri a porta e ofereci carona. Falamos dos chinelos do mendigo, apontamos para um muro pichado e rimos do pára-choque do fusca caindo aos pedaços. E rimos ainda mais por perceber que ninguém nos entendia, que, o pensamento, “ninguém pode perscrutar”... Rimos de nós mesmos, da nossa coragem, e da nossa covardia. E depois, sozinha, vi beleza nas rugas embaixo dos olhos, sulcos finamente traçados pelo seu abrir e fechar incessante. Janelas que viram coisas. Descascadas pelo vento, a chuva, o sol, todas as intempéries. Mas sólidas, duras, rejuvenescidas pela noite, enternecidas pelo dia.
19/09/2005
Fim de semana conhecemos Stijn (Stein), versão ao vivo do stijn (e, como ele mesmo diz, mais civilizada... hehehe!!). Humor sagaz, sorriso doce, alma inquieta... Sua presença me fez pensar em como é tênue e ilusória a linha entre o real e o virtual, e também nas mudanças de comportamento/ relações humanas frente às inovações tecnológicas. Fizemos os óbvios trajetos do turismo (museus, parques, shopping, restaurante...), apenas como um pretexto para as conversas sobre a vida.
13/09/2005
Um tempo horroroso lá fora e sinto os segundos sinais da minha tpm. Uma réstia de sol já me faria bem, no entanto... um desânimo se abate e atrapalha a minha produção. Vejo em minha frente montanhas de textos marcados por post-its amarelos, entremeados em livros, canetas, pincéis atômicos, mouse, telefone, luminária, dicionários, pastas, etc. Há pouco entrei no site do concurso da Federal e vi minha inscrição deferida. São 95 inscritos, 7 deles indeferidos, portanto estou entre 88 pessoas concorrendo a uma vaga, que coisa mais injusta. Não tenho tempo e nem vontade de estudar para essa prova, não sei quando será, mas já me programei de ir atrás de material quando faltar uma semana. Não me comuniquei mais com o Professor, não tenho nada de novo para mostrar a ele, mas hoje montei um esquema mental para atacar o último capítulo, o mais importante, a análise do material. Tem muita, muita coisa para mudar nos capítulos anteriores. Não sei por onde começar. A solução? Ir. Indo, eu passo logo por essa fase chata do mês, recobro todas as forças pra continuar indo, sempre indo, metas traçadas, com paciência, indo sempre, sem paradas, com tropeços, indo...
Nem meu passarinho apareceu hoje...
Outra solução... parar tudo neste momento, acender um incenso de chocolate, fazer um bolo, um chá, colocar um disco do Burt Bacharach, cantar e dançar pela sala... é isso! Uma tarde de folga, um mecanismo para fazer voltar a fluir a inspiração.
FUI!
Nem meu passarinho apareceu hoje...
Outra solução... parar tudo neste momento, acender um incenso de chocolate, fazer um bolo, um chá, colocar um disco do Burt Bacharach, cantar e dançar pela sala... é isso! Uma tarde de folga, um mecanismo para fazer voltar a fluir a inspiração.
FUI!
29/08/2005
Ai ai... quanta coisa...
Hoje minha tese passou pela qualificação, só que, devido às várias reformulações que foram sugeridas, e às indefinições da banca para a defesa, solicitei uma segunda qualificação, que deverá acontecer em meados de novembro.
Minha viagem para São Paulo... ah, como foi boa. Cheguei de avião em Congonhas, peguei um ônibus para Perdizes que levou quase duas horas para chegar no meu destino. Passei pelo Jabaquara, vi a igreja da Saúde, peguei a Av. Paulista engarrafada, só ali foi uma hora para chegar até a Consolação. Parei a quatro quadras do ap. da Cláudia, passei na frente da PUC puxando a mala de rodinhas, na subida. Cheguei, finalmente; fizemos um belo lanche e travamos longas conversas, que não tinham pausa, mas trafegavam de um tema a outro com a maior naturalidade.
Dia seguinte: USP. Bom, a entrevista... a mulher me triturou, passou como um trator sobre meus frágeis ossos, mas não me fiz de rogada. Saí tonta de lá, pensando zilhões de coisas por segundo, tentando aproveitar ao máximo as boas contribuições, e deixando num outro compartimento da mente a maneira com a qual ela desfilou seus argumentos positivistas, de uma forma bastante arrogante. Nada pessoal, pensava eu. Só críticas metodológicas, tentava eu me convencer. Ela não entendeu meu trabalho, nem fez esforço algum para entender. Se a + b = c, por que eu teimava em apresentar a questão como b = c – a? Durante o transe, ainda visitei a biblioteca da Biologia, pois de manhã já tinha feito uma “limpa” nas estantes das Humanas, consegui praticamente tudo o que eu procurei. Depois, já à noitinha, peguei um ônibus tranqüilo, que pegou a Cardeal Arcoverde desde o comecinho. Vi passar as lojas de sapatos, depois as de móveis, a praça Benedito Calixto, as lojas de instrumentos musicais, a Dr. Arnaldo, onde fica a Faculdade de Medicina da USP, o Cemitério (seria o do Araçá?), e logo cheguei no meu ponto, programando de pedir uma pizza quando chegasse. Dito e feito, pedimos a pizza e continuamos nossos assuntos, agora ainda mais fleumáticos. Ela dando seu parecer sobre a entrevista, eu aconselhando-a a mudar de orientador, e nesse meio-tempo ela estava finalizando um trabalho de consultoria sobre o perfil do homem “classe A”, interessantíssimo e muito engraçado! Dia seguinte: consulta à sua estante de livros, xerox, umas comprinhas no Sebo, almoço vegetariano, praça Benedito Calixto, Vila Madalena, lanche, mais conversas e cama. Dia seguinte: táxi, metrô e Rodoviária. Golden 12:00h – SP-CTBA. Ótima viagem, sem grandes demoras na ponte em reforma.
De volta ao batente, fiquei sabendo do concurso da Federal. Faço, não faço? Fiz a inscrição. Agora aguardo a data das provas, sem nenhuma preocupação em me debruçar sobre os conteúdos esdrúxulos que poderão ser sorteados como temas da dissertação. Ou seja: vou contar com a sorte, e sinceramente espero que ela esteja do meu lado, seria muito bom conseguir essa vaga na atual conjuntura da minha vida.
São muitos os desafios. Os que já passaram, os que estão por vir... esse é o estímulo que encontro; no prazer da descoberta, nas situações novas, na eterna busca pelos sentidos.
À tarde consegui uma foto do meu passarinho verde e azul. Depois, fotografei o Sol vermelho no horizonte.
Hoje minha tese passou pela qualificação, só que, devido às várias reformulações que foram sugeridas, e às indefinições da banca para a defesa, solicitei uma segunda qualificação, que deverá acontecer em meados de novembro.
Minha viagem para São Paulo... ah, como foi boa. Cheguei de avião em Congonhas, peguei um ônibus para Perdizes que levou quase duas horas para chegar no meu destino. Passei pelo Jabaquara, vi a igreja da Saúde, peguei a Av. Paulista engarrafada, só ali foi uma hora para chegar até a Consolação. Parei a quatro quadras do ap. da Cláudia, passei na frente da PUC puxando a mala de rodinhas, na subida. Cheguei, finalmente; fizemos um belo lanche e travamos longas conversas, que não tinham pausa, mas trafegavam de um tema a outro com a maior naturalidade.
Dia seguinte: USP. Bom, a entrevista... a mulher me triturou, passou como um trator sobre meus frágeis ossos, mas não me fiz de rogada. Saí tonta de lá, pensando zilhões de coisas por segundo, tentando aproveitar ao máximo as boas contribuições, e deixando num outro compartimento da mente a maneira com a qual ela desfilou seus argumentos positivistas, de uma forma bastante arrogante. Nada pessoal, pensava eu. Só críticas metodológicas, tentava eu me convencer. Ela não entendeu meu trabalho, nem fez esforço algum para entender. Se a + b = c, por que eu teimava em apresentar a questão como b = c – a? Durante o transe, ainda visitei a biblioteca da Biologia, pois de manhã já tinha feito uma “limpa” nas estantes das Humanas, consegui praticamente tudo o que eu procurei. Depois, já à noitinha, peguei um ônibus tranqüilo, que pegou a Cardeal Arcoverde desde o comecinho. Vi passar as lojas de sapatos, depois as de móveis, a praça Benedito Calixto, as lojas de instrumentos musicais, a Dr. Arnaldo, onde fica a Faculdade de Medicina da USP, o Cemitério (seria o do Araçá?), e logo cheguei no meu ponto, programando de pedir uma pizza quando chegasse. Dito e feito, pedimos a pizza e continuamos nossos assuntos, agora ainda mais fleumáticos. Ela dando seu parecer sobre a entrevista, eu aconselhando-a a mudar de orientador, e nesse meio-tempo ela estava finalizando um trabalho de consultoria sobre o perfil do homem “classe A”, interessantíssimo e muito engraçado! Dia seguinte: consulta à sua estante de livros, xerox, umas comprinhas no Sebo, almoço vegetariano, praça Benedito Calixto, Vila Madalena, lanche, mais conversas e cama. Dia seguinte: táxi, metrô e Rodoviária. Golden 12:00h – SP-CTBA. Ótima viagem, sem grandes demoras na ponte em reforma.
De volta ao batente, fiquei sabendo do concurso da Federal. Faço, não faço? Fiz a inscrição. Agora aguardo a data das provas, sem nenhuma preocupação em me debruçar sobre os conteúdos esdrúxulos que poderão ser sorteados como temas da dissertação. Ou seja: vou contar com a sorte, e sinceramente espero que ela esteja do meu lado, seria muito bom conseguir essa vaga na atual conjuntura da minha vida.
São muitos os desafios. Os que já passaram, os que estão por vir... esse é o estímulo que encontro; no prazer da descoberta, nas situações novas, na eterna busca pelos sentidos.
À tarde consegui uma foto do meu passarinho verde e azul. Depois, fotografei o Sol vermelho no horizonte.
17/08/2005
Preparações para a viagem a São Paulo, entrega dos exemplares da tese para a banca, jogo do Brasil na TV, uma tarde ensolarada, flores, e o velho Gradiente.
13/08/2005
03/08/2005
Ai que saudades dessa minha casinha virtual!!
Julho foi corrido como já era esperado. Estou me praparando para a qualificação que deverá acontecer até o final do mês. Falta tudo ainda, mas é assim que vai ser, sem mais delongas. Fiz contato com a Prof.a Marília, acho que irei encontrá-la em São Paulo logo logo. Talvez até passe meu aniversário lá, com a Cláudia. Bom, sem definições ainda, aguardo um evento muito especial: o show do Cake em Curitiba! Uêba! Vai ser no sábado, dia 6.
Voltei ontem do sítio, onde passei 4 lindos dias de sol e calor. Dessa vez não levei o lap top, e sim o desk top, com todos os acessórios e parafernálias possíveis, uma função... Ah... mas como foi bom... esticava uma colcha na grama, por entre as sombras falhadas dos galhos das árvores, tomando o vento suave e os raios mornos do sol. Precisava. Estava acontecendo uma coisa sintomática de "falta de sítio" pra mim: estava dando choque ao encostar na lataria do carro, direto!! Daí fiquei descaaaalça, coisa que aqui não dá pra fazer. Deitada na grama também devo ter descarregado minha eletricidade em excesso.
Well,... let's rock!!
Julho foi corrido como já era esperado. Estou me praparando para a qualificação que deverá acontecer até o final do mês. Falta tudo ainda, mas é assim que vai ser, sem mais delongas. Fiz contato com a Prof.a Marília, acho que irei encontrá-la em São Paulo logo logo. Talvez até passe meu aniversário lá, com a Cláudia. Bom, sem definições ainda, aguardo um evento muito especial: o show do Cake em Curitiba! Uêba! Vai ser no sábado, dia 6.
Voltei ontem do sítio, onde passei 4 lindos dias de sol e calor. Dessa vez não levei o lap top, e sim o desk top, com todos os acessórios e parafernálias possíveis, uma função... Ah... mas como foi bom... esticava uma colcha na grama, por entre as sombras falhadas dos galhos das árvores, tomando o vento suave e os raios mornos do sol. Precisava. Estava acontecendo uma coisa sintomática de "falta de sítio" pra mim: estava dando choque ao encostar na lataria do carro, direto!! Daí fiquei descaaaalça, coisa que aqui não dá pra fazer. Deitada na grama também devo ter descarregado minha eletricidade em excesso.
Well,... let's rock!!
13/07/2005
Vimos dois filmes do Festival do Cinema Europeu; um alemão esquisitérrimo "O Rochedo", cuja história se passa numa ilha da Córsega. Truncado e bem ao estilo alemão de "desencantamento" sobre o ser humano. Outro foi "Encontro inesperado", francês, sobre uma parisiense especialista em internet que larga tudo e vai viver numa fazenda de cabras. Esse eu gostei mais, e faz jus ao estilo francês: o filme termina "do nada". Mas as cenas com animais são intragáveis: um porco sendo dependurado, morto e dessangrado; uma vaca sendo abatida; um parto de cabra, com dois natimortos; um coelho vivo e depois despelado. Disgusting...
Hoje as meninas chegam de Ribeirão! E eu aqui enfurnada, como uma ermitona, (ou seria ermitã?), sendo engolida pela draga do tempo. (De onde tirei isso?! CÉus!!)
Hoje as meninas chegam de Ribeirão! E eu aqui enfurnada, como uma ermitona, (ou seria ermitã?), sendo engolida pela draga do tempo. (De onde tirei isso?! CÉus!!)
08/07/2005
O inverno começou gelado, que delícia! Tenho saudades do tempo em que Curitiba tinha as 4 esações bem definidas. Agora o frio começa tarde e dura muio tempo, mas com muita inconstância, um dia a gente sai toda encapotada, no outro de camiseta...
Estou enrolada numa manta para que minhas pernas não congelem. Já os pés estão duros dentro do tênis. Frio sem sol é mais doído.
Depois de tanto tempo nesta mesma posição, aqui no escritório, vou descobrindo novos campos de visão da janela. Percebi que dá pra ver os carros passando, minúsculos, no cruzamento da Alberto Foloni, e até as pessoas andando.
Entrei num beco sem saída. Para conceituar o que é dito e o que é compreendido nos discursos, fui parar na teoria do conhecimento, estou lendo sobre a gestalt, Piaget, e, se continuar assim, não termino essa tese nunca. Ai se o Professor descobre que não estou fazendo o que ele "mandou", hehehehehehe...............
Estou enrolada numa manta para que minhas pernas não congelem. Já os pés estão duros dentro do tênis. Frio sem sol é mais doído.
Depois de tanto tempo nesta mesma posição, aqui no escritório, vou descobrindo novos campos de visão da janela. Percebi que dá pra ver os carros passando, minúsculos, no cruzamento da Alberto Foloni, e até as pessoas andando.
Entrei num beco sem saída. Para conceituar o que é dito e o que é compreendido nos discursos, fui parar na teoria do conhecimento, estou lendo sobre a gestalt, Piaget, e, se continuar assim, não termino essa tese nunca. Ai se o Professor descobre que não estou fazendo o que ele "mandou", hehehehehehe...............
30/06/2005
Ai, ai... acho que vou tirar a manhã de folga...
Terça apresentei meu trabalho e, como não poderia ser diferente, choveram críticas por parte dos sociólogos quanto ao meu referencial "popperiano" de ciência. Muita polêmica, mas foi bom, só reforça a necessidade de me "armar" com argumentos sobre as escolhas que fiz ou deixei de fazer.
Ontem foi um belo dia. Wilma apresentou seu trabalho, e dali saímos "correndo" para a sua casa, ver a final de Brasil x Argentina. Comes e bebes juninos: amendoim, pipoca, pé de moleque, torrone, quentão. Até lembramos que era dia de São Pedro. Vindo embora presenciei um belíssimo espetáculo da natureza, um céu vermelho como há muito não acontecia (terá sido obra de São Pedro? rs). Mais um jogo à noite (overdose de futebol) e vitória do São Paulo. Olha aí mais um santo despontando no calendário junino.
Terça apresentei meu trabalho e, como não poderia ser diferente, choveram críticas por parte dos sociólogos quanto ao meu referencial "popperiano" de ciência. Muita polêmica, mas foi bom, só reforça a necessidade de me "armar" com argumentos sobre as escolhas que fiz ou deixei de fazer.
Ontem foi um belo dia. Wilma apresentou seu trabalho, e dali saímos "correndo" para a sua casa, ver a final de Brasil x Argentina. Comes e bebes juninos: amendoim, pipoca, pé de moleque, torrone, quentão. Até lembramos que era dia de São Pedro. Vindo embora presenciei um belíssimo espetáculo da natureza, um céu vermelho como há muito não acontecia (terá sido obra de São Pedro? rs). Mais um jogo à noite (overdose de futebol) e vitória do São Paulo. Olha aí mais um santo despontando no calendário junino.
21/06/2005
Meu bom bloguinho, amigo e companheiro de todos os dias... agora é sério, terei que deixá-lo em estado latente por alguns meses. Não, não te abandonarei, meu caro, agora que tomei gosto pela coisa... Sempre que puder e der saudades virei escrever algo em você, e fazer as visitas aos outros amigos, hábito que adquiri nesses oito meses de sua existência. É apenas "um tempo" que te peço, devido às circuntâncias, que já está cansado de saber. Andei pensando, lembrando da fase em que te estranhava, não sabia bem qual eram suas possibilidades, mas isso já passou, descobri que há infinitas formas de ser "blogueiro", e que, oportunamente, poderei experimentar outras maneiras menos intimistas do que esse primeiro contato exploratório que tivemos. Sentirei saudades também dos queridos leitores que dão o ar da graça por aqui, Fernando, Stijn, Mariana, Mirella, e quem sabe até algum anônimo que, por alguma sorte, acompanha esse meu pequeno mundo virtual. Bem, bloguinho...Chuinf... isso não é uma despedida!
20/06/2005
O tempo tem começado a ser um fator decisivo na minha rotina. Mesmo sabendo que vou transgredi-las, preciso me colocar algumas regras e restrições. Sendo assim, a partir de hoje:
1) Devo cumprir a carga horária 9 às 12 - 2 às 6.
2) Abrir e-mail 1, no máximo 2 x por dia.
3) Parar de assistir Laços de Família.
4) Parar de me enfurnar em blogs alheios.
5) Parar de querer bater meu recorde no campo minado.
6) Não fazer mais almoços demorados e elaborados.
7) Fazer uma compra semanal, deixar de ir no mercado toda vez que faltam coisas em casa.
8) Alternar leitura com escrita num mesmo dia.
9) Parar de inventar moda.
10) Tentar seguir de perto esse estatuto.
Ai, quanta bobagem...
1) Devo cumprir a carga horária 9 às 12 - 2 às 6.
2) Abrir e-mail 1, no máximo 2 x por dia.
3) Parar de assistir Laços de Família.
4) Parar de me enfurnar em blogs alheios.
5) Parar de querer bater meu recorde no campo minado.
6) Não fazer mais almoços demorados e elaborados.
7) Fazer uma compra semanal, deixar de ir no mercado toda vez que faltam coisas em casa.
8) Alternar leitura com escrita num mesmo dia.
9) Parar de inventar moda.
10) Tentar seguir de perto esse estatuto.
Ai, quanta bobagem...
19/06/2005
Agora estou testando novas formas de inserir figuras aqui, já baixei um programa de imagens, criei um no foto-blog, tenho o endereço da foto no link mas ainda não sei como faz para que ela apareça direto no blog. Stijn... heeeeelp!!
Ah, a foto é do nosso fondue, que aconteceu na semana passada, véspera do dia dos namorados. Vai como um teste... mesa de fondue
Ah, a foto é do nosso fondue, que aconteceu na semana passada, véspera do dia dos namorados. Vai como um teste... mesa de fondue
18/06/2005
E por falar em... São Paulo, 1990. Fomos nós, Mi, Chris dirigindo, todos adolescentes, (com algum juízo), para o Hotel em pleno edifício Copan. Nossos programas: Shopping Iguatemi, teatro (Trair e coçar é só começar, com a Denise Fraga no início de carreira, e ela estava lá no hotel também!). Fomos no US Beef Rock, na Estados Unidos, dançamos muito. Fomos também comer no América, nos Jardins(?), era novidade. Fomos no bairro da Liberdade. Ah! Fomos almoçar num lugar que não lembro o nome, e lá encontramos o Emerson Fitipaldi! Foi uma viagem curta, só um fim de semana, mas...Que viagem...
Cá estou eu em pleno sábado, já com raiva do computador que a toda hora fecha os arquivos nos quais estou trabalhando, “do nada”. Diz que houve uma operação proibida e aborta tudo. Depois vem querendo se desculpar, mostra os arquivos “recuperados”... Como diz o dito, tenho “mais sorte que juízo”, já deveria ter mandado o fulano na oficina, pois estou no meio da tese e qualquer risco é fatal (humm, isso lembrou aquela cantora Rosana...). Bom, essa semana foi assim-assim, terça passei o dia em função da reunião do doutorado, depois fomos na cantina para chorar as pitangas, todos, com exceção do Edmilson, desesperados com os prazos. Devemos entregar as teses para a qualificação até 15 de agosto, e eu tenho que apresentar a minha na Oficina no dia 28, mas preciso envia-la para a leitura até quinta-feira. Daí que o Professor viu minha agonia e me chamou para uma reunião, para colocar alguns pingos nos is. Simplesmente questionou a formulação do problema e os objetivos da tese. Hahaha. Nessas alturas do campeonato. Bom, vi que terei muito mais trabalho do que imaginava, não só para organizar o texto que tenho que mandar, mas para refazer o capítulo introdutório, que é o cerne do trabalho. Também ele disse que essa tese teria 2 propósitos, dentre eles o de reformular uma teoria, ou expandi-la. É muita pretensão pra mim. Mas me senti desafiada, estimulada, já estou pensando em fazer uma ida a São Paulo em julho, tentar umas entrevistas e coletar bibliografia na USP. Cláudia que me espere! Hummm... fazer uns programinhas culturais daqueles bem baratinhos ou de graça... comprar o incenso de chocolate da Benedito Calixto, ...aquele creminho para as mãos cheiroso na farmácia do Iguatemi e... bom... só o que meu rico dinheiro puder fazer, pois sei que gastarei bastante com pilhas e pilhas de xerox e alguns itinerários de táxi.
Tudo isso é enrolação para não voltar ao trabalho... Ai que preguiiiiiiça!!
Tudo isso é enrolação para não voltar ao trabalho... Ai que preguiiiiiiça!!
16/06/2005
Hora do cafezinho da tarde. Ela se lembra que não tem nada pra comer, e que há tempos vem anotando os itens de mercado num papel, que permanece no mesmo lugar há mais de uma semana. O almoço saiu sabe-se lá como (foi a sorte de achar meia xícara de arroz e metade de um pé de escarola já meio murcha na geladeira). Ela olha para a última banda de pão no pacote e dá de ombros: a fome é de doce, e não dá para degustar o cafezinho sem uma iguaria. Sem a mínima intenção de andar poucos passos até a mercearia da esquina, pensa numa alternativa que lhe parece razoável: fazer “bolinhos de chuva”. Não que ela já tivesse o hábito de sacar essa carta da manga, como fazia sua avó quando recebia muitas visitas ao mesmo tempo. Não, ela nunca houvera feito tal quitute, tampouco conhecia a receita, apenas se lembrava de ouvir que, quando não há nada para comer, faz-se o tal bolinho de chuva (“os ingredientes devem ser fáceis e devo tê-los em casa”, pensou). Recorre, então, ao seu velho livro de receitas: a internet. E lá, depois de encontrar 1.487.573.897746 receitas no Google, fica com a primeira, que diz simpaticamente:
Se existe algo com gosto de carinho, é bolinho de chuva. Com certeza, você está lembrando de sua mãe, sua avó ou mesmo de uma tia na frente da frigideira jogando colheradas de massa no óleo e colhendo bolinhas sorridentes. Deixe saudades você também, preparando esta receita em sua casa.- 2 ovos; - 1 copo americano de açúcar; - 2 copos americanos de farinha de trigo; - 1/2 copo americano de água; - 1 colher de sopa rasa de fermento em pó; - 6 bananas nanicas picadas; - açúcar e canela para polvilhar. Misturar e bater (à mão ou na batedeira) os ovos, o açúcar, a farinha de trigo, a água e o fermento em pó. Por último, adicionar as bananas e misturar. Fritar às colheradas em óleo quente. Polvilhar com canela e açúcar. Servir ainda quente.
Obviamente, ela não tinha os ingredientes mais difíceis (a banana e a canela), então pôs-se a providenciar o básico e resolveu fazer meia receita (“será que não dá pra fazer ¼? Não... como vou dividir um ovo ao meio?...”). Rapidamente ela já tinha a massa pronta em mãos; faltava a parte de fritura. O que acontece com os bolinhos de uma pessoa que nunca fez essa receita antes na vida? Algumas possibilidades:
1) Os bolinhos queimam;
2) Os bolinhos ficam encharcados;
3) Os bolinhos ficam se forma nenhuma;
4) Os bolinhos ficam crus por dentro.
Bem, isso pode acontecer também tudo de uma vez só, como foi o caso dela. Primeiro, porque o óleo ficou quente demais. Segundo, porque ela desligou o fogo e o óleo esfriou. Terceiro, porque a massa é mole e ela não tinha nenhuma prática em “pingar” a massa com a colher (as bolinhas não saíram sorridentes como dizia a receita). Quarto...bem, já não importa mais. Ela pensava que seria fácil e rápido, e acabou custando tempo, muita bagunça na cozinha e um cheiro insuportável de gordura queimada que infestou toda a casa, impregnando especialmente os seus cabelos lavados e escovados. Não chegou a usar toda a massa; perdeu 4 colheres e um garfo dentro dela, mas não se fez de rogada. Preparou seu café, fez uma bandeja e levou-a para frente da TV, onde estava passando um jogo do Brasil de uma copa não sei das quantas. Comeu alguns, para não perder todo o trabalho, percebeu a tarde caindo no horizonte, sentiu vontade de escrever. A tarde de trabalho foi-se para as cucuias mas, como disse um certo amigo, é bom transformar o tempo útil em inútil, ou vice-versa... bem, ela já nem sabe mais...
Ela desfrutou esses momentos com seu jeito estabanado, passou pela prova do “primeiro bolinho de chuva” da sua vida, e pensou: “tudo bem, o próximo será mais bem sucedido”. Quem sabe num dia de chuva tudo seja diferente...
Se existe algo com gosto de carinho, é bolinho de chuva. Com certeza, você está lembrando de sua mãe, sua avó ou mesmo de uma tia na frente da frigideira jogando colheradas de massa no óleo e colhendo bolinhas sorridentes. Deixe saudades você também, preparando esta receita em sua casa.- 2 ovos; - 1 copo americano de açúcar; - 2 copos americanos de farinha de trigo; - 1/2 copo americano de água; - 1 colher de sopa rasa de fermento em pó; - 6 bananas nanicas picadas; - açúcar e canela para polvilhar. Misturar e bater (à mão ou na batedeira) os ovos, o açúcar, a farinha de trigo, a água e o fermento em pó. Por último, adicionar as bananas e misturar. Fritar às colheradas em óleo quente. Polvilhar com canela e açúcar. Servir ainda quente.
Obviamente, ela não tinha os ingredientes mais difíceis (a banana e a canela), então pôs-se a providenciar o básico e resolveu fazer meia receita (“será que não dá pra fazer ¼? Não... como vou dividir um ovo ao meio?...”). Rapidamente ela já tinha a massa pronta em mãos; faltava a parte de fritura. O que acontece com os bolinhos de uma pessoa que nunca fez essa receita antes na vida? Algumas possibilidades:
1) Os bolinhos queimam;
2) Os bolinhos ficam encharcados;
3) Os bolinhos ficam se forma nenhuma;
4) Os bolinhos ficam crus por dentro.
Bem, isso pode acontecer também tudo de uma vez só, como foi o caso dela. Primeiro, porque o óleo ficou quente demais. Segundo, porque ela desligou o fogo e o óleo esfriou. Terceiro, porque a massa é mole e ela não tinha nenhuma prática em “pingar” a massa com a colher (as bolinhas não saíram sorridentes como dizia a receita). Quarto...bem, já não importa mais. Ela pensava que seria fácil e rápido, e acabou custando tempo, muita bagunça na cozinha e um cheiro insuportável de gordura queimada que infestou toda a casa, impregnando especialmente os seus cabelos lavados e escovados. Não chegou a usar toda a massa; perdeu 4 colheres e um garfo dentro dela, mas não se fez de rogada. Preparou seu café, fez uma bandeja e levou-a para frente da TV, onde estava passando um jogo do Brasil de uma copa não sei das quantas. Comeu alguns, para não perder todo o trabalho, percebeu a tarde caindo no horizonte, sentiu vontade de escrever. A tarde de trabalho foi-se para as cucuias mas, como disse um certo amigo, é bom transformar o tempo útil em inútil, ou vice-versa... bem, ela já nem sabe mais...
Ela desfrutou esses momentos com seu jeito estabanado, passou pela prova do “primeiro bolinho de chuva” da sua vida, e pensou: “tudo bem, o próximo será mais bem sucedido”. Quem sabe num dia de chuva tudo seja diferente...
15/06/2005
Chuvaaaaa!!!!! Até que enfim! Nove horas da manhã, uma escuridão encobria o dia, a chuva começou mansa e me fez perder completamente a noção do tempo. Bem que eu sentia que o sono já tinha passado, mas o silêncio era tão grande que achei estar ainda no final da madrugada. Sono atrasado, cansaço mental, cama convidativa, tudo contribuindo para que eu ficasse mais e mais um pouco, entremeando sonhos-relâmpagos, desses que a gente tenta alinhavar entre uma cochilada e outra. Ganhei a manhã, para não ser injusta e dizer que a perdi... Ganhei um prêmio, um bônus, algo merecido pelo "bom comportamento", uma manhã chuvosa e silenciosa, escura como a noite.
14/06/2005
Estou me preparando para mais um episódio sonolento das reuniões do doutorado. Tive que ler um protótipo de tese em duas horas, duas preciosas horas em que deveria estar fazendo a minha tese. Numa só passada de olho é difícil opinar sobre o trabalho de outra pessoa. Ela esteve na França fazendo um levantamento do modelo dos Parques Naturais Regionais, cujo objetivo é promover o desenvolvimento territorial sustentável através de uma governança ambiental compartilhada entre os produtores, o Estado e a sociedade civil organizada. Esse modelo francês está sendo usado no Pantanal, e esse é o objeto de sua pesquisa. Huuuáááánnnn... vai ser uma tarde bem movimentada...
13/06/2005
Entre uma amenidade e outra, ontem assisti a dois programas excelentes na Cultura. O primeiro, Café Filosófico, com a psicanalista Maria Rita Kehl, sobre casamentos sucessivos, e o segundo, Provocações, Abujamra entrevistando uma faxineira e um morador de rua. Fui dormir meio atordoada, é verdade, mas cada vez mais próxima de duas questões que não me saem da cabeça: a tripla jornada da mulher e os excluídos da sociedade. Credo! Eu não era assim...
12/06/2005
09/06/2005
08/06/2005
07/06/2005
Hoje escrevi em doses homeopáticas. Agora sou impelida a parar tudo para admirar um magnífico pôr-do-sol. Quando eu tiver dinheiro pra comprar uma câmera digital, vou fazer um diário fotográfico desse momento, sempre da janela do escritório. Já andei fazendo uns registros em desenho do posicionamento do sol ao longo do ano. Comecei em setembro, e estou admirada com a diferença de ângulos nas diferentes estações. Consegui mapear o sol no apartamento, e isso já define melhor minhas intenções para a reforma. Já sei onde colocar o sofá para poder lagartear ao sol durante o inverno, e onde devo colocar toalheiros que recebam luz na parte da manhã. O bom é que sempre haverá um raio de sol entrando em casa em algum momento do dia, em todos os dias do ano. Tirando os dias curitibanos, é claro...
05/06/2005
Queimando ao Vento - Brucio nel Vento (Itália/ Suíça, 2001). Adaptado do romance Ontem, da húngara Agota Kristof. Denso, profundo e inspirador. Mais detalhes...
Humm... essa semana que passou foi longa e não rendeu muito, não. Terça meus pais chegaram de viagem, e quarta almocei com eles, saímos à tarde para comprar celulares. Ganhei um exemplar novinho, depois de tantos anos com um arcaico que já não ficava mais ligado por muito tempo, pois vencera sua bateria. Bom, eu ainda sou da opinião que celular é telefone, mas meu pai caprichou e me fez escolher um modelo mais sofisticado, que tem a opção de poder conectar-se com o note book através de infra-vermelho, o que significa que quando eu estiver no sítio posso abrir a internet e ver meus e-mails. Sei lá quando vou usar isso, mas... vá lá...
Ontem e hoje eu não fiz nada. Ou melhor, descansei. Ontem fomos fazer compras e fiquei brincando com o André à tarde. Hoje fomos caminhar e fizemos sardinha na brasa de almoço, com pimentões coloridos, alho e cebola, tudo assado na brasa, acompanhados com rúcula e pão francês, e muito azeite de oliva. Um almoço pra lá de saudável (tirando a lingüiça que eles comeram...).
O jantar da Simone estava delicioso, fizemos até umas margaritas com a tequila que o Eduardo trouxe, receita da Internet:
- 1 dose de tequila
- 2 col de Contreau
- 3 col de suco de limão
- bate tudo com gelo
- limão e sal para encrustar a taça
Amanhã tenho reunião. Quem sabe ainda aproveito o domingo para ver "Queimando no vento", no Luz.
Ontem e hoje eu não fiz nada. Ou melhor, descansei. Ontem fomos fazer compras e fiquei brincando com o André à tarde. Hoje fomos caminhar e fizemos sardinha na brasa de almoço, com pimentões coloridos, alho e cebola, tudo assado na brasa, acompanhados com rúcula e pão francês, e muito azeite de oliva. Um almoço pra lá de saudável (tirando a lingüiça que eles comeram...).
O jantar da Simone estava delicioso, fizemos até umas margaritas com a tequila que o Eduardo trouxe, receita da Internet:
- 1 dose de tequila
- 2 col de Contreau
- 3 col de suco de limão
- bate tudo com gelo
- limão e sal para encrustar a taça
Amanhã tenho reunião. Quem sabe ainda aproveito o domingo para ver "Queimando no vento", no Luz.
03/06/2005
Na boca do lixo eu passei para cortar caminho, como se não soubesse que o caminho mais curto é também o mais penoso. Na boca do lixo eu passei para ver se estava tudo igual: as prostitutas e os aviões, o comércio decadente e o movimento dos simples mortais que somos nós. Na boca do lixo eu vi, numa fração de segundos, muitas histórias de vida: um jovem estendido na calçada, com os braços por dentro da camiseta, a mulher que passava ao lado olhando para o nada, tentando preservar sua dignidade de transeunte, a moça rosa de rabo loiro, fumando e aguardando sua sorte na frente da sapataria, o burburinho na saída de um cursinho na hora do intervalo, o cheiro ensebado das lanchonetes, o trânsito silencioso e civilizado nas ruas estreitas. Na boca do lixo eu percebi um sorriso sem maquiagem, humanizado, heterogêneo, solidário, vindo de corações moídos e recompostos em rasgos de esperança. A boca do lixo é sincera, fala o que pensa, não esconde os sentimentos, joga verdades na nossa cara. A boca do lixo é banguela, como disse Caetano sobre o que disse Lèvi-Strauss sobre a Baía de Guanabara. E, acima de tudo, é uma boca sedutora.
01/06/2005
Eduardo esteve num congresso no México, voltou domingo. Enquanto isso carregamos a Simone, que deixou o Tobias com a Léa. Fomos no show de lançamento do CD do OAEOZ, depois no bar do Zé, cheio desse vez. Amanhã vamos na casa deles, ela fará um jantar mexicano usando os livros de receita que ele trouxe de lá.
24/05/2005
21/05/2005
O ser irracional
Saindo do elevador e dando aquela vasculhada clássica na bolsa em busca da chave. Nada. Mexe mais, segurando os pertences que saem em profusão para tentar localizá-la no fundo da bolsa. Ao lado do carro, vai segurando a carteira entre o queixo e o pescoço, o chaveiro enorme entre os joelhos, vasculha mais um pouco e nada da chave. Com raiva chacoalha a bolsa aberta no chão, esparramando o chiclete que escapou da caixa, já era, fica com mais raiva, recolhe tudo e sai bufando, sobe, entra e deixa a casa aberta, atrasada, procurando nos lugares mais óbvios, depois nos insólitos, não encontra, pensa na chave reserva, não tem idéia onde possa estar. Vermelha, suando, esbravejando e praguejando contra tudo e todos, descobre seu lado perverso. Senta, respira, se acalma e, pela primeira vez, pensa. Um minuto depois, leva a mão ao bolso, já perdeu a hora, a chave sã e salva, quentinha, intacta.
19/05/2005
O dia tornou-se claro, iluminando meus pensamentos e vislumbrando bons auspícios. Agora estou verde. Como o passarinho que visita minha araucária todos os dias, e que se faz notar por um som estridente e delicado. Ele é pequeno, tem o bico curto e fino, um toque de preto nas asas, a cabeça é azul e os olhos são contornados por um risco negro, como uma pequena máscara. Ele gosta da minha janela. Parece querer atravessar o vidro para brincar nas violetas.
Está tão escuro às 9 horas da manhã, parece que não amanhaceu. Promete uma chuva daquelas. As luzes das ruas estão acesas. Não dormi quase nada essa noite: barulhos externos e internos. Os olhos inchados e sem muita disposição. Aguardo sinais do Professor para um encontro. Não sei o que fazer de almoço. Estou cinza como o dia.
17/05/2005
Hoje tem circo lá no doutorado. Vamos ver no qua vai dar...
O filme foi bom, bem no estilo francês contemporâneo, versando sobre as relações humanas. Lili é uma atriz, o filme se passa numa daquelas casas de campo estonteantes, almoços e jantares no jardim, etcétera. E a atriz principal é a loira de "A piscina".
É impressionante: num domingo à noite, cinema a 1 real, tela ótima da Cinemateca, filme (relativamente) novo, inédito, e só uns "gatos pingados" no cinema. Aposto que os dos shoppings estavam cheios...
O filme foi bom, bem no estilo francês contemporâneo, versando sobre as relações humanas. Lili é uma atriz, o filme se passa numa daquelas casas de campo estonteantes, almoços e jantares no jardim, etcétera. E a atriz principal é a loira de "A piscina".
É impressionante: num domingo à noite, cinema a 1 real, tela ótima da Cinemateca, filme (relativamente) novo, inédito, e só uns "gatos pingados" no cinema. Aposto que os dos shoppings estavam cheios...
15/05/2005
Não consegui fazer o link direto na foto, nem colocá-la no flog. Então a foto está no site After Hour, quarta coluna, quinta foto.
Foto
Eu e Simone fomos fotagrafadas no show, acabo de entrar no site hahahahaha. Hoje o dia está lindo, lindo! Agora, aos domingos, a entrada para os cinemas da Fundação é 1 real! Estarei lá na Cinemateca, conferindo A Pequena Lili (La Petite Lili França / Canadá 2003). Apenas uma coincidência...
14/05/2005
07/05/2005
Amanhã é dia das mães, a data mais especial e comercial que já inventaram. As propagandas são feitas para comover, com suas imagens e músicas sentimentais. As de celular, então, são insuportáveis. Já não se usa mais dar presentes simbólicos ou “lindos” cartões desenhados, colados e pintados, cheios de brilhos, que fazíamos com muito amor e criatividade quando crianças, acompanhados por uma chuva de beijos e abraços e, quiçá, um café da manhã na cama, todos juntos, empoleirados em volta de uma mãe feliz e orgulhosa.
Mesmo com todo o merecimento das homenagens nesse dia, o apelo comercial é selvagem. As pessoas costumam ficar feito baratas tontas nas lojas, tentando escolher um presente à altura, mesmo sem ter um puto no bolso. Angustiadas, agitadas, preocupadas em agradar, atrasadas, desesperadas, afobadas, esse é o perfil das pessoas nas lojas numa véspera de dia das mães. Entre as quais eu me incluo, principalmente porque fiquei encarregada de escolher os presentes, da minha mãe e do meu pai, que faz aniversário no dia seguinte, tarefa que consegui cumprir ontem.
Estou triste. Ontem, pela manhã, estive no enterro da mãe de Elisa, minha amiga médica que casou há um mês atrás.
Mesmo com todo o merecimento das homenagens nesse dia, o apelo comercial é selvagem. As pessoas costumam ficar feito baratas tontas nas lojas, tentando escolher um presente à altura, mesmo sem ter um puto no bolso. Angustiadas, agitadas, preocupadas em agradar, atrasadas, desesperadas, afobadas, esse é o perfil das pessoas nas lojas numa véspera de dia das mães. Entre as quais eu me incluo, principalmente porque fiquei encarregada de escolher os presentes, da minha mãe e do meu pai, que faz aniversário no dia seguinte, tarefa que consegui cumprir ontem.
Estou triste. Ontem, pela manhã, estive no enterro da mãe de Elisa, minha amiga médica que casou há um mês atrás.
04/05/2005
Estou mais calma, depois da tempestade de hormônios (ou da falta deles), depois de ter fechado o dedo na porta, no sábado, e depois de ter ficado na rua sem gasolina, no domingo (nunca tinha me acontecido isso). Depois de pedir socorro pro Caê, sair à pé atrá de um saquinho de gasolina e ficar exalando seu cheiro por um bom tempo, fui num posto e meu cartão não passou (venceu no mês 4, ou seja, venceu no sábado). Peripécias...
Hoje tem céu de um azul brilhante, sol de inverno, eu cheia de meias para tentar me esquentar, pois ao ficar parada, sentada, tudo vai esfriando, principalmente as mãos, os pés e os joelhos.
Tive reunião com o Professor ontem à tarde, fiz um café com as coisas que ele gosta, conversamos, me senti mais confiante.
Hoje tem céu de um azul brilhante, sol de inverno, eu cheia de meias para tentar me esquentar, pois ao ficar parada, sentada, tudo vai esfriando, principalmente as mãos, os pés e os joelhos.
Tive reunião com o Professor ontem à tarde, fiz um café com as coisas que ele gosta, conversamos, me senti mais confiante.
01/05/2005
Ontem: dor de cabeça tepeêmica, correria no trânsito, uma fechada de porta de carro na unha do dedo indicador esquerdo, um aniversário de criança.
Hoje: tarefas acumuladas e digitação prejudicada (um dedo a menos pra digitar faz uma grande difernça...). E a unha horrorosa, preta, em frangalhos.
Percalços...
Hoje: tarefas acumuladas e digitação prejudicada (um dedo a menos pra digitar faz uma grande difernça...). E a unha horrorosa, preta, em frangalhos.
Percalços...
29/04/2005
Valeu Stijn!
Bom, mais um blog familiar nascendo (ou naiscendo, como diriam os cariocas do morro). Cae, ou "Norman J. L." com suas incursões no Pop refinado. Qualquer semelhança com os gostos musicais desta Entusiasta não é mera coincidência...
Bom, mais um blog familiar nascendo (ou naiscendo, como diriam os cariocas do morro). Cae, ou "Norman J. L." com suas incursões no Pop refinado. Qualquer semelhança com os gostos musicais desta Entusiasta não é mera coincidência...
Ainda na febre de ontem, sem receber e-mails. Acho meu Outlook desconfigurou. Agora só me vem à cabeça uma música dos Mutantes - "meu refrigerador não funciona" - só que numa versão moderna...
Meu computador não funcionaaaa...meu computador não funcionaaaa... eu tentei de tudoo...eu tentei de tudoo...não funcionaaa (plaft!)!!Não funciona! (Péimnm!)!!!. NAO FUNCIONA (POF TUM CRASCH... PLAFT, PLAFT, PLAFT, TÓIM, PUM, SCATAPLUFF)... NÃO... NÃO... NÃO... NÃÃÃÃÃÃÃOOOO... AHHHRRRHHHAAARRRGG
(Versão punk/ trash metal)
Meu computador não funcionaaaa...meu computador não funcionaaaa... eu tentei de tudoo...eu tentei de tudoo...não funcionaaa (plaft!)!!Não funciona! (Péimnm!)!!!. NAO FUNCIONA (POF TUM CRASCH... PLAFT, PLAFT, PLAFT, TÓIM, PUM, SCATAPLUFF)... NÃO... NÃO... NÃO... NÃÃÃÃÃÃÃOOOO... AHHHRRRHHHAAARRRGG
(Versão punk/ trash metal)
28/04/2005
Céééus!! O que acontece aqui nessa rede onde nada funciona? Tem uma p..#@*&!%$ de um e-mail entupindo a caixa outra vez. Será congestiamento por causa da entrega da declaração do imposto de renda, ou será minha máquina dando seus últimos suspiros? Espero que seja a primeira opção, pois, sem backup dos meus arquivos, corro sérios riscos pela imprudência de confiar cegamente na tecnologia... ah, mas se alguma coisa acontecer com eles eu "se suicido", igual ao Didi com uma mão no maxilar e outra na mandíbula, os dedos apoiados nos dentes, abrindo a boca ao máximo, até se consumir num espetáculo de autofagia...
(Viajei)
(Viajei)
27/04/2005
O frio aportou por aqui e fez lembrar que estamos quase no mês 5 (!) do ano.
Um dia desses vi o filme "Quero se John Malkovich" de Spike Jonze, diretor citado por Alfred Molina no filme "sobre café e cigarros" que vi na sexta. É um daqueles fimes que, ou se ama, ou se odeia. Nesse caso, fico com a coluna do meio. A sensação é um misto de decepção e nenhum convencimento sobre a "grande novidade" de roteiro. Não odiei, porque isso seria dar muita importância ao filme, que classifico como desenpolgante e meio nojento. Para mim, nada como Tim Burton, David Linch, Luc Besson no quesito ficçao/ fábula psicológica.
Um dia desses vi o filme "Quero se John Malkovich" de Spike Jonze, diretor citado por Alfred Molina no filme "sobre café e cigarros" que vi na sexta. É um daqueles fimes que, ou se ama, ou se odeia. Nesse caso, fico com a coluna do meio. A sensação é um misto de decepção e nenhum convencimento sobre a "grande novidade" de roteiro. Não odiei, porque isso seria dar muita importância ao filme, que classifico como desenpolgante e meio nojento. Para mim, nada como Tim Burton, David Linch, Luc Besson no quesito ficçao/ fábula psicológica.
23/04/2005
Terça-feira teve reunião da linha de Teoria no doutorado, a penúltima antes da qualifição. Edmilson chocou a todos com a apresentação de sua tese - pronta, diga-se de passagem - com suas 260 páginas (eram 500, dizia, mas ele conseguiu reduzi-las para esse número...). Depois disso fomos na Valbela fazer um lanche, a Icléia e a Janise tinham acabado de voltar de Paris, onde ficaram 4 meses com a bolsa sanduíche. Uma chuva, um temporal daqueles, e a gente lá tomando chocolate com creme e conversando sobre as agruras desse momento de pressão sob a qual está toda a turma de 2002.
Desliguei um pouco da tese, teve o feriado, e o Professor veio com uma história de livro, que eu poderia entrar com um capítulo, que era para eu ver, dentre os meus artigos, algum que pudesse ser publicado. Isso era "pra ontem", e eu ainda tinha que fazer uma tradução de um artigo do Foladori, o que já deveria ter feito há muito. O que mais... bom, ainda tem um artigo para ser apresentado num congresso de Educação Ambiental, que sabe-se lá se vou conseguir fazer. Frente a todas essas incumbências, joguei pro alto e dei uma escapada, saí, me diverti, estreou um filme que queríamos ver há um tempão, "Sobre café e cigarros". muito legal, são 11 curtas em p&b com pessoas dialogando em mesas xadrez, tomando muuito café e fumando muuuitos cigarros. Tem um com o Tom Waits e o Iggy Pop, impagável, tem um com o Alfred Molina, com o Bill Murray, Roberto Benini, enfim, "gente boa da melhor qualidade".
Hoje fui na Tere contar e pintar o cabelo, passei um castanho escuro e repiquei as pontas, pois já não aguentava mais minha cara "normal demais".
Agora estou tentando voltar ao batente, e enquanto não pego o pique vou fazendo a tradução que é mais leve, e o texto, interessante.
Desliguei um pouco da tese, teve o feriado, e o Professor veio com uma história de livro, que eu poderia entrar com um capítulo, que era para eu ver, dentre os meus artigos, algum que pudesse ser publicado. Isso era "pra ontem", e eu ainda tinha que fazer uma tradução de um artigo do Foladori, o que já deveria ter feito há muito. O que mais... bom, ainda tem um artigo para ser apresentado num congresso de Educação Ambiental, que sabe-se lá se vou conseguir fazer. Frente a todas essas incumbências, joguei pro alto e dei uma escapada, saí, me diverti, estreou um filme que queríamos ver há um tempão, "Sobre café e cigarros". muito legal, são 11 curtas em p&b com pessoas dialogando em mesas xadrez, tomando muuito café e fumando muuuitos cigarros. Tem um com o Tom Waits e o Iggy Pop, impagável, tem um com o Alfred Molina, com o Bill Murray, Roberto Benini, enfim, "gente boa da melhor qualidade".
Hoje fui na Tere contar e pintar o cabelo, passei um castanho escuro e repiquei as pontas, pois já não aguentava mais minha cara "normal demais".
Agora estou tentando voltar ao batente, e enquanto não pego o pique vou fazendo a tradução que é mais leve, e o texto, interessante.
22/04/2005
Ainda estou aqui na internet, esperando a boa vontade do meu Outlook de receber algum e-mail pesadão que está bloqueando a minha caixa de entrada (no mínimo é spam, ou aquelas mensagens edificantes com uma musiquinha brega de fundo).
Nossa... imagine a frase acima a uns 15 anos atrás... não teria nenhum sentido para o cidadão comum. Como a informática mudou nossa linguagem, além de revolucionar os meios de comunicação! E o desenho dos Jetsons? Já é realidade em muitos aspectos, o que mostra que futurólogos não erraram tanto (tirando a baboseira de morar no “Espaço”, em outro planeta, ou até mesmo na Lua). Lembro-me de, na quarta série, ter uma professora que falava em turismo espacial “daqui a uns 5 anos”... Mais de 20 anos se passaram e, pelo que sei, só um bilionário teve o privilégio de atravessar a atmosfera a passeio. Mas, voltando aos Jetsons, o imaginário futurologista era povoado por desejos de que a máquina fizesse tudo pelo ser humano, até andar (na casa deles tinha uma esteira rolante). Não é muito diferente hoje, pois até os exercícios físicos podem ser feitos sem o menor esforço através de aparelhos (com algum resultado?!?). E aqueles trecos de amarrar na cintura que ficam vibrando para acabar com as gorduras e flacidez? Ah... como o ser humano é crédulo....
Nossa... imagine a frase acima a uns 15 anos atrás... não teria nenhum sentido para o cidadão comum. Como a informática mudou nossa linguagem, além de revolucionar os meios de comunicação! E o desenho dos Jetsons? Já é realidade em muitos aspectos, o que mostra que futurólogos não erraram tanto (tirando a baboseira de morar no “Espaço”, em outro planeta, ou até mesmo na Lua). Lembro-me de, na quarta série, ter uma professora que falava em turismo espacial “daqui a uns 5 anos”... Mais de 20 anos se passaram e, pelo que sei, só um bilionário teve o privilégio de atravessar a atmosfera a passeio. Mas, voltando aos Jetsons, o imaginário futurologista era povoado por desejos de que a máquina fizesse tudo pelo ser humano, até andar (na casa deles tinha uma esteira rolante). Não é muito diferente hoje, pois até os exercícios físicos podem ser feitos sem o menor esforço através de aparelhos (com algum resultado?!?). E aqueles trecos de amarrar na cintura que ficam vibrando para acabar com as gorduras e flacidez? Ah... como o ser humano é crédulo....
Ontem fomos conhecer o V.U., bar do Zé Carlos, que não estava lá pois tinha ido ao show do Placebo em Florianópolis. Bar bem legal, decorado com quadros de bandas, Andy Wahrol, pick ups antigas, etc. E o som de primeira, Jesus and Mary chain, Echo and the bunnyman, Moby, Granddady...
Quantas pessoas tinham no bar? Fora o sócio do Zé, só eu e Caê. Hahaha. Também, às nove e meia de uma quinta feira chuvosa...
Quantas pessoas tinham no bar? Fora o sócio do Zé, só eu e Caê. Hahaha. Também, às nove e meia de uma quinta feira chuvosa...
21/04/2005
Feriado. Do que mesmo? Ah, é... Tiradentes...
Estava assistindo no Eurochannel o Festival de Montreaux de 2003, por acaso, enquanto tomava meu tardio café da manhã nesta quieta quinta-feira. Que delícia ver o Jay Kay no palco, do meu adorado Jamiroquai. E depois o darling Simply Red, das antigas, e depois Lisa Stansfield... uau! Estava voltando no tempo. Agora volto ao trabalho, para depois, quem sabe, ver o que passa nas salas de cinema da Fundação.
Estava assistindo no Eurochannel o Festival de Montreaux de 2003, por acaso, enquanto tomava meu tardio café da manhã nesta quieta quinta-feira. Que delícia ver o Jay Kay no palco, do meu adorado Jamiroquai. E depois o darling Simply Red, das antigas, e depois Lisa Stansfield... uau! Estava voltando no tempo. Agora volto ao trabalho, para depois, quem sabe, ver o que passa nas salas de cinema da Fundação.
19/04/2005
16/04/2005
13/04/2005
A ENTUSIASTA!
Mais alguns comentários nesta madrugada insone. Não terminei o que tinha pra fazer para a reunião que (acho que) terei amanhã. Tem um estúpido acelerando um carro como se fosse dar a largada numa corrida de fórmula 1. Eu li o post de sexta e vi que eu escrevi "puxadores" no lugar de "pegadores" hahahaha. Este blog fará 6 meses de existência daqui a 3 dias. Está indo mais longe do que eu imaginava, eu que sou meio dispersiva para essas coisas. Já que estou jogando conversa fora mesmo, vamos lá... a madrugada é inspiradora. Pena que sou matutina, e não consigo dormir menos de 8 horas por dia. Bom, psicanaliticamente falando (o que a madrugada não faz com uma pessoa...) acho que este blog está sendo bem útil. Já consigo me expressar de forma diferente, vejo uma evolução. Agora já chega. Mais alguns dias de silêncio pairarão (que palavra estranha!) por aqui. Paciência...
Parei tudo. E agora estou sentindo falta de um monte de coisas. De sair pela rua, caminhando sem rumo certo. De pegar um filme, ou ir ao cinema. De sentar num banco de praça e ouvir os periquitos na árvores, de jogar conversa fora num fim de tarde. De telefonar para as pessoas. De comprar um CD novo. De fotografar o céu colorido. De fazer musculação. De brincar com meus sobrinhos. Do sítio.
Não necessariamente nessa ordem.
Não necessariamente nessa ordem.
08/04/2005
Há uns dias falava sobre a ditadura da beleza/ juventude à qual as mulheres brasileiras estão se submentendo. Pois ontem vi, no novo programa da Silvia Popovic na Cultura (não gosto dela...), uma entrevista com a antropóloga Mirian Goldenberg, que escreveu uma tese sobre o assunto, que virou livro. Ela cita Gilberto Freire, que já no anos oitenta alertava para o perda de identidade da mulher no Brasil, cujo modelo de beleza estava "passando" de Sonia Braga (a típica brasileira) para Vera Fischer (com seus traços europeus). De "mulher baixinha, bunduda, cabelos escuros, encaracolados, e pele morena" para "mulher alta, peituda, cabelos loiros, lisos e pele clara (mas bronzeada!!)". E, com todos os tratamentos e cirurgias, com a falsa aparência de mocinha, com roupas insinuantes e corpo malhado, mesmo aquelas mulheres não estão satisfeitas com a aparência. Mirian constatou que as satisfeitas (ou, como diz, "meio Leila Diniz") somam 1%. Um por cento!!! Que absurdo. Nem toda mulher é como canta Rita Lee.
03/04/2005
Que dias turbulentos... O Professor sumiu, tínhamos marcado uma reunião para quinta e ele não deu sinal, mandei e-mails, ele não respondeu, estou preocupada.
Quinta teve o casamento da Elisa, colega da Biologia que acabou fazendo Medicina, mudou-se pra São Paulo e agora está de volta em Curitiba. Foi, lindo, lindo e triste, devido ao estado de sua mãe. Todas nós (e os respectivos) ocupamos duas mesas na festa, e falamos sobre a importância de se ter "companheiros existenciais", na família e entre os amigos. Na família, somos companheiros por afinidade ou apenas por contingência. Na amizade, há um processo ativo de renovação, passamos fases diferentes, acompanhamos os dramas, as alegrias... amigos são nossas referências.
Ontem juntamos de novo todo mundo na casa da Fer. Maurício levou uma "caldeirada" de frutos do mar, e eu tive que pensar muitas vezes antes de atacar aquele prato apimentado e regado à azeite de dendê (reminiscências da intoxicação alimentar...). Mas "fui", cautelosa, e não me arrependi, estava divina.
Hoje, para repetir a mesma situação de duas semanas atrás, amanheci adoentada, dessa vez com a garganta estourada, febre e dores no corpo. Já relacionei o fato com o antibiótico que tomei, o que deve ter baixado minha imunidade. Por isso eu detesto tomar remédios, eles melhoram uma coisa e estragam outra.
Quinta teve o casamento da Elisa, colega da Biologia que acabou fazendo Medicina, mudou-se pra São Paulo e agora está de volta em Curitiba. Foi, lindo, lindo e triste, devido ao estado de sua mãe. Todas nós (e os respectivos) ocupamos duas mesas na festa, e falamos sobre a importância de se ter "companheiros existenciais", na família e entre os amigos. Na família, somos companheiros por afinidade ou apenas por contingência. Na amizade, há um processo ativo de renovação, passamos fases diferentes, acompanhamos os dramas, as alegrias... amigos são nossas referências.
Ontem juntamos de novo todo mundo na casa da Fer. Maurício levou uma "caldeirada" de frutos do mar, e eu tive que pensar muitas vezes antes de atacar aquele prato apimentado e regado à azeite de dendê (reminiscências da intoxicação alimentar...). Mas "fui", cautelosa, e não me arrependi, estava divina.
Hoje, para repetir a mesma situação de duas semanas atrás, amanheci adoentada, dessa vez com a garganta estourada, febre e dores no corpo. Já relacionei o fato com o antibiótico que tomei, o que deve ter baixado minha imunidade. Por isso eu detesto tomar remédios, eles melhoram uma coisa e estragam outra.
01/04/2005
30/03/2005
Em ritmo alucinado de uma escrita furiosa. Assim quero embarcar numa onda de inspiração e produtividade e terminar logo essa coisa. Ontem recebi e-mail do Dimas cobrando os resultados obtidos até agora para apresentação na Oficina, numa prévia da qualificação.
Vamos lá, Lilian, coragem. Você consegue. Bloguinho, você ficará um pouco abandonado. Paciência.
Vamos lá, Lilian, coragem. Você consegue. Bloguinho, você ficará um pouco abandonado. Paciência.
28/03/2005
Estudo do Instituto Worldwatch diz: “Altos níveis de obesidade e dívidas pessoais, menos tempo livre e meio ambiente danificado são sinais de que o consumo excessivo está diminuindo a qualidade de vida de muitas pessoas”. Por aí, percebo que é cada vez mais importante voltar o olhar para as coisas simples da vida.
Meu feriado no sítio foi ótimo, familiar e festivo, num clima de início de outono com os dias frescos e ensoladaros, muita comilança e partidas de buraco, e a ilustre visita do "Coelho".
Meu feriado no sítio foi ótimo, familiar e festivo, num clima de início de outono com os dias frescos e ensoladaros, muita comilança e partidas de buraco, e a ilustre visita do "Coelho".
Estudo do Instituto Worldwatch diz: “Altos níveis de obesidade e dívidas pessoais, menos tempo livre e meio ambiente danificado são sinais de que o consumo excessivo está diminuindo a qualidade de vida de muitas pessoas”. Por aí, percebo que é cada vez mais importante voltar o olhar para as coisas simples da vida.
Meu feriado no sítio foi ótimo, familiar e festivo, num clima de início de outono com os dias frescos e ensoladaros, muita comilança e partidas de buraco, e a ilustre visita do "Coelho".
Meu feriado no sítio foi ótimo, familiar e festivo, num clima de início de outono com os dias frescos e ensoladaros, muita comilança e partidas de buraco, e a ilustre visita do "Coelho".
22/03/2005
Ao passar do tempo sinto que minha intuição está cada vez mais forte. Hoje liguei para a CAPES e forcei a barra para que me dessem, finalmente, uma resposta sobre a bolsa para o México. Não demorou meia hora e recebo um fax dizendo que meu projeto foi recomendado quanto ao mérito, mas nÃo obteve classificação necessária para a obtenção de recursos financeiros na minha área de estudos. Bom, sabia que seria complicado mandar um projeto de pura epistemologia para uma área tão pragmática como a Ecologia. Que, segundo Guillermo, "podría ser hecho desde la luna"... O mais estranho é minha reação: não me sinto decepcionada... muito estranho.
Enquanto nós, brasileiros, adotamos todos os termos que usam os de lingua inglesa relacionados à informática, os de língua espanhola se recusam a usar. Nós usamos o termo e-mail com vários significados; eles têm termos diferentes para cada um:
- mensajes = e-mail
- correo electronico = e-mail
- dirección electronica = e-mail
Curioso é o termo que usam para blog: bitácora! hahahaha
- mensajes = e-mail
- correo electronico = e-mail
- dirección electronica = e-mail
Curioso é o termo que usam para blog: bitácora! hahahaha
Não sei se é efeito colateral do antibiótico ou se é alguma reação da intoxicação alimentar, mas passei a noite toda me coçando, até o couro cabeludo! Insônia braba, e um dia cheio, para fazer tudo o que não fiz nesses últimos. Tenho um casamento no dia 31 e não vi nada ainda, nem roupa, nem presente... Quinta vou para o sítio passar o feriado, Ana Lu & cia vão também.
21/03/2005
A ENTUSIASTA!
Depois de passar um dia de cão à base de soro, antibiótico, analgésico, Gatorade e canja, estou bem melhor, mas ainda um pouco fraca. Que coisa... Fazendo uma retrospectiva, percebo que o “revertério” foi uma reação à orgia alimentar à qual me submeti nesses dias (muito peixe e camarão fritos, mariscos, casquinhas de siri, etc.).
Sexta estive novamente em Pontal para encerrar a disciplina de Educação Ambiental, onde os alunos apresentaram projetos. Surpreendentemente, saíram projetos muito bons, e, como já previa, saíram alguns lastimáveis. 6 professores de Curitiba foram até lá para assistir às apresentações (!), mas eles gostaram e eu fiz até alguns contatos interessantes. Depois da aula, um calor insuportável, me entreguei a um delicioso e merecido banho de mar.
Meus pais resolveram ir comigo para passar um dia e meio na praia. À noite saímos para comer porções de camarão abraçadinho. Dormimos em Pontal e na sábado fomos para Morretes almoçar. Que gracinha de cidade! Fazia muuuito tempo que não ia lá, e fiquei admirada com a quantidade de restaurantes do lugar; a gente chega e em cada lombada tem alguém entregando folhetos de propaganda dos restaurantes. Almoçamos no tradicional Casarão, à beira do rio Nhundiaquara. Depois do lauto almoço, voltamos pela serra da Graciosa, e também quase não acreditei no número de pousadas, chácaras e condomínios, tudo muito bem cuidado e coroado pela vegetação tropical. A estrada da Graciosa faz jus ao nome, é todinha florida, o que não corresponde é seu estado de conservação, a mata invadindo as pistas já estreitas e sem acostamento.
Chegando em Curitiba, o povo estava a fim de sair, fazer alguma coisa à noite, foi aquela telefonação, até que resolvemos fazer um jantar na casa da Fer. O prato: strogonoff de camarão, regado a muito vinho tinto (oh God, essa foi a gota d’água...). Muito divertido, saímos de lá mais de duas da manhã. O que ocorreu depois foi um capítulo à parte, eu me refiro ao início desse post...
Sexta estive novamente em Pontal para encerrar a disciplina de Educação Ambiental, onde os alunos apresentaram projetos. Surpreendentemente, saíram projetos muito bons, e, como já previa, saíram alguns lastimáveis. 6 professores de Curitiba foram até lá para assistir às apresentações (!), mas eles gostaram e eu fiz até alguns contatos interessantes. Depois da aula, um calor insuportável, me entreguei a um delicioso e merecido banho de mar.
Meus pais resolveram ir comigo para passar um dia e meio na praia. À noite saímos para comer porções de camarão abraçadinho. Dormimos em Pontal e na sábado fomos para Morretes almoçar. Que gracinha de cidade! Fazia muuuito tempo que não ia lá, e fiquei admirada com a quantidade de restaurantes do lugar; a gente chega e em cada lombada tem alguém entregando folhetos de propaganda dos restaurantes. Almoçamos no tradicional Casarão, à beira do rio Nhundiaquara. Depois do lauto almoço, voltamos pela serra da Graciosa, e também quase não acreditei no número de pousadas, chácaras e condomínios, tudo muito bem cuidado e coroado pela vegetação tropical. A estrada da Graciosa faz jus ao nome, é todinha florida, o que não corresponde é seu estado de conservação, a mata invadindo as pistas já estreitas e sem acostamento.
Chegando em Curitiba, o povo estava a fim de sair, fazer alguma coisa à noite, foi aquela telefonação, até que resolvemos fazer um jantar na casa da Fer. O prato: strogonoff de camarão, regado a muito vinho tinto (oh God, essa foi a gota d’água...). Muito divertido, saímos de lá mais de duas da manhã. O que ocorreu depois foi um capítulo à parte, eu me refiro ao início desse post...
20/03/2005
17/03/2005
Dias atrás, época de se falar bastante sobre as mulheres e “seu” dia (8 de março), li um artigo da Roseli Sayão sobre as imposições, expectativas e obrigações da mulher contemporânea. Nada tão diferente do que já acontece há séculos, talvez milênios, no quesito “subjugação”. No aspecto estético, por exemplo, as mais diversas culturas impuseram/ impõem sofrimentos, dores físicas mesmo, como formas de se alcançar determinado padrão de beleza. Isso não é novidade. Ontem, numa passada pelo shopping, reparei num tipo de mulher que retrata bem o padrão atual classe média/ alta: mulher de seus 40 anos, provavelmente casada e com filhos, sarada, tudo “no lugar”, bronzeada, cabelos lisos e coloridos, bem tratados, unhas bem feitas, dessas de resina, lábios carnudos, calça justa, salto alto, acessórios da moda. O que a faz “especial”? Ela não é o que poderia chamar de uma mulher (naturalmente) bonita. Ela se faz bonita. Ela lança mão das mais diversas técnicas e tratamentos para ser considerada bonita. Seu tempo é distribuído entre a casa/ marido/ filhos e os salões de beleza, clínicas de estética, consultórios médicos/ centro cirúrgicos, academias de ginástica e lojas de produtos farmacológicos, cosméticos, etc., isso tudo como se fosse um mercado onde vai passando e “construindo” sua aparência. Dedicação exclusiva. Subjugada pelo mercado da beleza. Beleza, qual? A natural já era. Cabelos ao vento? Nem pensar, nessa ditadura da chapinha. Rugas? Estão fora de moda, com a infinidade de liftings, peelings, injeções de botox, ácidos e a velha e boa “esticada” do bisturi. Pela branca? Com tantos tipos de bronzeamento artificial... Peito pequeno? Silicone, ou o tal “invisible bra”. Gordurinhas? Personal trainner e lipoaspiração. Tudo dá-se um jeito. Quem tem dinheiro nem pode se dar ao luxo de ser “feia”, mesmo sendo, como disse, naturalmente bonita.
16/03/2005
Recebi esse estranho poema.
¡Dios mío! Envíanos algunos locos,
de aquellos que se comprometen a fondo,
de aquellos que se olvidan de sí mismos,
de aquellos que saben amar con obras y no con palabras,
de aquellos que se entregan verdaderamente hasta el fin.
Nos hacen falta locos, desafinados, apasionados,
personas capaces de dar el salto en el vacío inseguro,
desconocido y cada día más profundo de la pobreza;
aquellos que saben aceptar la masa anónima,
sin deseo de utilizarla como escabel;
aquellos que no utilizan para su servicio al prójimo.
Nos hacen falta locos,¡Dios mío!.
Locos en el presente,
enamorados de una forma de vida sencilla,
liberadores del pobre,
amantes de la paz,
libres de compromisos,
decididos a no hacer nunca traición,
despreciando su propia comodidad, o su vida,
plenamente decididos por la abnegación,
capaces de aceptar toda clase de tareas,
de partir dondequiera que sea por disciplina,
al mismo tiempo libres y obedientes,
espontáneos y tenaces, alegres, dulces y fuertes.
¡Danos locos Señor!
Eu, heim?! Loucos são os outros, parafraseando Sartre...
¡Dios mío! Envíanos algunos locos,
de aquellos que se comprometen a fondo,
de aquellos que se olvidan de sí mismos,
de aquellos que saben amar con obras y no con palabras,
de aquellos que se entregan verdaderamente hasta el fin.
Nos hacen falta locos, desafinados, apasionados,
personas capaces de dar el salto en el vacío inseguro,
desconocido y cada día más profundo de la pobreza;
aquellos que saben aceptar la masa anónima,
sin deseo de utilizarla como escabel;
aquellos que no utilizan para su servicio al prójimo.
Nos hacen falta locos,¡Dios mío!.
Locos en el presente,
enamorados de una forma de vida sencilla,
liberadores del pobre,
amantes de la paz,
libres de compromisos,
decididos a no hacer nunca traición,
despreciando su propia comodidad, o su vida,
plenamente decididos por la abnegación,
capaces de aceptar toda clase de tareas,
de partir dondequiera que sea por disciplina,
al mismo tiempo libres y obedientes,
espontáneos y tenaces, alegres, dulces y fuertes.
¡Danos locos Señor!
Eu, heim?! Loucos são os outros, parafraseando Sartre...
15/03/2005
O instrutor da musculação tinha me indicado MegaMass, porque eu nÃo estava ganhando massa muscular suficiente. Comprei o sabor baunilha, tomei uma vez e argh!!, não consegui repetir a dose (é tremendamente enjoativo). Ele disse então que eu deveria fazer uma dieta com nutricionista para ver como suprir a falta de proteína. Fiz "dieta" por minha conta: como mais ovos, e sempre que posso como peixe, apesar de ter enjoado desse prato tantas são as vezes que como em restaurante por quilo (nunca fazem peixe decente). Como bastante granola no café da manhã, dessas com castanhas e frutas secas. Ah, minha nova (re)descoberta alimentar: farinha láctea! Estive testando as marcas, e percebi que a nestlè não é mais a mesma coisa, ela está grossa e meio sem gosto. A melhor é da marca Mococa, porque parece a Nestlè das antigas, é mais fininha e tem o gosto idêntico. Outra que comprei mas detestei foi a da Nutrimental. Uma porcaria.
14/03/2005
Ontem vimos "Elogio ao amor", de Godard. No Luz, cinema da Fundação, cheio, ar condicionado estragado, faltando uma fileira e meia de poltronas na frente. Chegamos com o filme começado, sentamos na fila onde ainda tinham todas as poltronas. Na nossa frente, também atrasados, chegaram Hermeto Paschoal e sua namorada, e sentaram exatamente na nossa frente, na fila "desdentada" de poltronas. Saí meio atordoada com a enxurrada de citações filosóficas/ históricas/ literárias/ artísticas em diálogos confusos. Filme de imagens recortadas, ora em preto e branco, ora em cores inverossímeis, carregado de símbolos (personagens filmados de costas, diálogos entre pessoas caladas, imagens marítmas como pinturas em movimento...). Difícil de engolir. Por isso muita gente saiu na metade do filme, inclusive Hermeto e a namorada.
Um filme obscuro. Como o amor (?).
Um filme obscuro. Como o amor (?).
13/03/2005
Ontem teve uma pizzada na casa de Simone/ Eduardo para 8 pessoas. Com todo o calor que fazia, Eduardo quis acender o fogão a lenha e quase derretemos naquele porão... Pizzas de diversos sabores, com massa integral. Tentei reproduzir o drink que tomei em Campo Grande, feito pela Maria Vitória. Vinho tinto, soda limonada, limão e muito gelo. Mistura aparentemente estranha, mas muito interessante no final, bem refrescante. Sabia que lembrava alguma coisa: sangria, só que sem as frutinhas. Queria lembrar o nome da bebida mas não consegui.
Tomara que chova três dias sem parar (bis)
A minha grande mágoa é lá em casa não ter água e eu preciso me lavar
Hehe. Ainda não acabou, mas se continuarmos nesse ritmo de estiagem... já têm muitas cidades em estado de calamidade por conta disso. Agora o céu está ficando preto, quem sabe não cai um pé d'água e as coisas melhoram um pouquinho.
Tomara que chova três dias sem parar (bis)
A minha grande mágoa é lá em casa não ter água e eu preciso me lavar
Hehe. Ainda não acabou, mas se continuarmos nesse ritmo de estiagem... já têm muitas cidades em estado de calamidade por conta disso. Agora o céu está ficando preto, quem sabe não cai um pé d'água e as coisas melhoram um pouquinho.
11/03/2005
Voltando ao mundo, depois de alguns dias naquele minúsculo pedaço litorâneo de civilização. Coisa mais engraçada: dar um mergulho no mar entre uma aula e outra! Água deliciosamente temperada, sol causticante, areia fofa, praia deserta, limpa, convidativa... bom, não curti o mar como gostaria, só fui essa vez no horário de almoço, e outra vez com a Chang no final da tarde, mas pelo menos não passou em branco. Experimentei algumas noites solitárias, sem a companhia nem da televisão, mas aproveitei para ler e ouvir música. Que tese, que nada...
Paulo deixou a chave de sua casa comigo. Bonita e grande, com dois andares e um sótão/ biblioteca. Muito estranho estar na casa de alguém a quem conheço tão pouco, e ainda sem a sua presença. Como uma exploradora, fui percebendo em cada detalhe a personalidade do dono. Ele tem um gosto muito refinado. Preserva o hábito de ouvir discos de vinil, e sabe sobre os melhores aparelhos (tem uma pick up Garrard, por exemplo). Vi por lá muita música clássica e mpb, rock, folk, e alternativos, além de coleções de CDs de países do mundo inteiro. Suas coleções de revistas: The New Yorker, Bravo, República. Seus livros: tiras do Garfield, livros de filosofia, psicologia, literatura, ciência, arte, música, etc... Muitos quadros e objetos decorativos de viagens, presentes de amigos... A geladeira tinha coisas japonesas como missô, vários envelopes de algas dessas de enrolar sushi, muitos temperos exóticos e outros de todos os tipos...uns envelopes de café solúvel importado não sei de onde... uma garrafa de vinho aberta (Trapiche)... pacote de macarrão Barilla aberto... latinhas de cerveja, uma garrafinha aberta de Nova Schin Malzebier, e outra coisas indecifráveis em potes de vidro. Tinha também uma panelinha com um resto de macarrão, com colher dentro e tudo. Acredito que ele havia estado ali um dia antes de mim. Na terça apareceu a moça que faz limpeza – e ela nem sabia que eu estaria lá. Ontem ele me ligou pra saber se estava tudo bem, pedindo mil desculpas por não ter avisado sobre o esconderijo da chave do seu quarto, onde estava a televisão e outros aparelhos (que me colocou à disposição). Estava chegando de Brasília e saindo para viajar de novo, dessa vez para Buenos Aires, para “descansar e aproveitar uns três dias”...!
As aulas foram melhores do que eu esperava, tirando meus lapsos de memória e a dificuldade de despertar o interesse nos alunos-surfistas, que só sonhavam com a hora de estar dentro d’água. Mas é muito bom aquele clima de descontração. O traje: bermuda e havaianas, para os meninos, e vestidinho indiano e chinelinhos de couro para as meninas. Salas de aula em frente ao mar, de onde se vê a Ilha do Mel. Tudo bem equipadinho, retroprojetor, datashow, ar condicionado, nada mal... e o mar ali na frente... nos chamando... chamando... chamando... chaaaa.... chááá... tchibumm!!!
Paulo deixou a chave de sua casa comigo. Bonita e grande, com dois andares e um sótão/ biblioteca. Muito estranho estar na casa de alguém a quem conheço tão pouco, e ainda sem a sua presença. Como uma exploradora, fui percebendo em cada detalhe a personalidade do dono. Ele tem um gosto muito refinado. Preserva o hábito de ouvir discos de vinil, e sabe sobre os melhores aparelhos (tem uma pick up Garrard, por exemplo). Vi por lá muita música clássica e mpb, rock, folk, e alternativos, além de coleções de CDs de países do mundo inteiro. Suas coleções de revistas: The New Yorker, Bravo, República. Seus livros: tiras do Garfield, livros de filosofia, psicologia, literatura, ciência, arte, música, etc... Muitos quadros e objetos decorativos de viagens, presentes de amigos... A geladeira tinha coisas japonesas como missô, vários envelopes de algas dessas de enrolar sushi, muitos temperos exóticos e outros de todos os tipos...uns envelopes de café solúvel importado não sei de onde... uma garrafa de vinho aberta (Trapiche)... pacote de macarrão Barilla aberto... latinhas de cerveja, uma garrafinha aberta de Nova Schin Malzebier, e outra coisas indecifráveis em potes de vidro. Tinha também uma panelinha com um resto de macarrão, com colher dentro e tudo. Acredito que ele havia estado ali um dia antes de mim. Na terça apareceu a moça que faz limpeza – e ela nem sabia que eu estaria lá. Ontem ele me ligou pra saber se estava tudo bem, pedindo mil desculpas por não ter avisado sobre o esconderijo da chave do seu quarto, onde estava a televisão e outros aparelhos (que me colocou à disposição). Estava chegando de Brasília e saindo para viajar de novo, dessa vez para Buenos Aires, para “descansar e aproveitar uns três dias”...!
As aulas foram melhores do que eu esperava, tirando meus lapsos de memória e a dificuldade de despertar o interesse nos alunos-surfistas, que só sonhavam com a hora de estar dentro d’água. Mas é muito bom aquele clima de descontração. O traje: bermuda e havaianas, para os meninos, e vestidinho indiano e chinelinhos de couro para as meninas. Salas de aula em frente ao mar, de onde se vê a Ilha do Mel. Tudo bem equipadinho, retroprojetor, datashow, ar condicionado, nada mal... e o mar ali na frente... nos chamando... chamando... chamando... chaaaa.... chááá... tchibumm!!!
07/03/2005
06/03/2005
Anos setenta. Eu, criança, adorava ver uma revista adolescente chamada POP Garota, que minha prima, 5 anos mais velha, comprava. Em 79 saiu um número comemorativo sobre os 10 anos de Woodstock. Essa revista ainda existe, e a uns tempos atrás usei-a num trabalho de mestrado sobre culturas juvenis:
Os cabelos tornaram-se longos. Os dedos encheram-se de anéis. Desbotaram-se os jeans e desconfiou-se de quem tivesse mais de 30. Os hippies diziam não aos valores, instituições, idéias e tabus. Em 69, uma multidão nunca vista de cabeludos, roupas psicodélicas, desinibição, rebeldia pacífica, alegria infantil, a mão levantada com dedos em “V”, nudez sem malícia, participou do maior evento gerado pelo rock – o Festival de Woodstock. Percebia-se que terminava ali aquele movimento cultural da década de 60. O sonho durou pouco e acabou; e, conforme se sabe, quem não dormiu no sleeping bag nem sequer sonhou.
Noite de sábado dormindo em frente à televisão. O documentário que eu tentava assistir: Woodstock. Tinha 4 horas de duração. Minha pilha acabou nas primeiras duas horas, e eu não vi os “grandes” que queria (re)ver. Mas a apresentação de Joe Cocker já valeu a noite. Cabelos compridos e molhados de suor (e/ou chuva) costeletas enormes, voz grave e rouca, botas azuis com estrelas brancas, um coro masculino de vozes agudas, gestos tresloucados em uma guitarra imaginária, público hipnotizado. A música: With a little help from my friends. Pensar que aqueles americanos desencanados, sujos de lama dos pés à cabeça, vendo estrelinhas coloridas de tanto ácido na cabeça são hoje cidadãos de cinqüenta/sessenta anos, que “admitem” ter fumado maconha (mas não tragado... rá..rá...rá...).
Os cabelos tornaram-se longos. Os dedos encheram-se de anéis. Desbotaram-se os jeans e desconfiou-se de quem tivesse mais de 30. Os hippies diziam não aos valores, instituições, idéias e tabus. Em 69, uma multidão nunca vista de cabeludos, roupas psicodélicas, desinibição, rebeldia pacífica, alegria infantil, a mão levantada com dedos em “V”, nudez sem malícia, participou do maior evento gerado pelo rock – o Festival de Woodstock. Percebia-se que terminava ali aquele movimento cultural da década de 60. O sonho durou pouco e acabou; e, conforme se sabe, quem não dormiu no sleeping bag nem sequer sonhou.
Noite de sábado dormindo em frente à televisão. O documentário que eu tentava assistir: Woodstock. Tinha 4 horas de duração. Minha pilha acabou nas primeiras duas horas, e eu não vi os “grandes” que queria (re)ver. Mas a apresentação de Joe Cocker já valeu a noite. Cabelos compridos e molhados de suor (e/ou chuva) costeletas enormes, voz grave e rouca, botas azuis com estrelas brancas, um coro masculino de vozes agudas, gestos tresloucados em uma guitarra imaginária, público hipnotizado. A música: With a little help from my friends. Pensar que aqueles americanos desencanados, sujos de lama dos pés à cabeça, vendo estrelinhas coloridas de tanto ácido na cabeça são hoje cidadãos de cinqüenta/sessenta anos, que “admitem” ter fumado maconha (mas não tragado... rá..rá...rá...).
05/03/2005
Queria ver um filme do Godard que estreou ontem - Elogio do (ao?) amor. Mas Caê nem chegou de viagem, e eu nem terminei de preparar as aulas do curso. O tempo melhorou, fui almoçar na Liana e vi o primeiro banho da Eloisa em casa. Fotos, fotos, fotos. Quero ver se eles me mandam alguma por e-mail, assim eu ponho no blog, porque as que eu estava esperando, do Natal, não vieram de Ribeirão (né, dona Mariana?!...).
04/03/2005
Umas plantas. Um sofá confortável e um abajur com luz suave e eficaz para uma boa leitura. Uma bandeja de chá alemão, uma folheada sem compromisso numa revista de moda, uma pantufa macia para andar pela casa. Um café da manhã sem hora pra acabar, muitas frutas e ovos mexidos, flores no vaso, bolo no forno, geladeira cheia de coisas coloridas, despensa bem provida de castanhas, nozes, gergelim, pães escuros e queijos saborosos. Um ida à feira de carrinho, uma conversa na padaria esperando o pão sair do forno. Um anoitecer com velas acesas e uma taça de vinho, um jantar engatilhado, uma banheira com sais e pétalas, um CD novinho. Uma noite quente, chopp gelado, um restaurante legal e barato, um cinema na Fundação, com pulgas e tudo. Um passeio no bosque, uma caminhada no centro, um doce na confeitaria, uma tarde na biblioteca. Uma manhã de sol, uma tarde de chuva, uma noite de frio, um perfume agradável, um dia de compras. Um lençol branco, tolhas felpudas, tapete fofo, sabonete novo, pasta de dente diferente, cheiro de leite fervido. Tudo que seja apreendido pelos sentidos...
02/03/2005
01/03/2005
Estou bem atarefada e não sei o que faço primeiro. Ontem soube que o processo está para ser homologado esta semana, o que quer dizer que, se for aprovado, terei que me preparar para viajar em pouco tempo. A tese está "crua", portanto teria que adiantá-la bastante até a viagem. Nesse interim, fui convidada para dar uma disciplina em Pontal, para alunos do curso de Ciências do Mar. Hoje tenho reunião com o Professor e tenho que mandar a ementa da disciplina para a Naina, pois, louca, acabei aceitando a empreitada. Não ganharei dinheiro, mas estarei em contato com as pessoas que podem me receber na Universidade como recém-doutora no ano que vem (há uma bolsa da capes e cnpq para isso). E, de mais a mais, passarei uma semana na praia, hehe!
28/02/2005
Hoje fui no shopping com o intuito de fazer pé e mão, que já não agüentava mais o jeito que estavam. Cheguei na recepção do salão e disse:
- Oi, eu quero duas manicures.
- Vai fazer pé e mão?
Não, Pedro Bó, quero uma para cada mão!!!! Não falei, mas às vezes fico com vontade de dar uma resposta dessas, no estilo “seu Saraiva” (tolerância zero...).
Uma coisa irritante é quando você vai ao mercado e a conta deu, vamos supor, três reais. Você dá uma nota de dez e o(a) caixa diz:
- Não tem trocado?
Resposta do seu Saraiva:
- Tenho, mas não vou te dar, não vou não vou e pronto!
E quando algo custa R$4,20, por exemplo, você dá uma nota de cinco e perguntam:
- Tem 20 centavos?
Resposta do Seu Saraiva:
- E você? Tem 80?
Ontem fui com minha mãe dar uma pesquisada na loja de materiais de construção. Queríamos ver porcelanatos, mas estava muito caro, então pedimos outro piso equivalente na qualidade, mas de preço menor. O moço perguntou:
- Vocês têm uma faixa etária de preço?
Sem comentários...
- Oi, eu quero duas manicures.
- Vai fazer pé e mão?
Não, Pedro Bó, quero uma para cada mão!!!! Não falei, mas às vezes fico com vontade de dar uma resposta dessas, no estilo “seu Saraiva” (tolerância zero...).
Uma coisa irritante é quando você vai ao mercado e a conta deu, vamos supor, três reais. Você dá uma nota de dez e o(a) caixa diz:
- Não tem trocado?
Resposta do seu Saraiva:
- Tenho, mas não vou te dar, não vou não vou e pronto!
E quando algo custa R$4,20, por exemplo, você dá uma nota de cinco e perguntam:
- Tem 20 centavos?
Resposta do Seu Saraiva:
- E você? Tem 80?
Ontem fui com minha mãe dar uma pesquisada na loja de materiais de construção. Queríamos ver porcelanatos, mas estava muito caro, então pedimos outro piso equivalente na qualidade, mas de preço menor. O moço perguntou:
- Vocês têm uma faixa etária de preço?
Sem comentários...
25/02/2005
23/02/2005
Vi um filme de suspense bem chinfrim ontem na AXN (acho). O atores era bons, Juliette Lewis e William Hurt, mas o filme, "O querto andar", muito óbvio, sobre "vizinhos estranhos". Pensei nos meus vizinhos... tem uma mulher do apto ao lado que me encontra e não cumprimenta, e eu, de propósito, sou toda sorrisos e digo "Bom dia! Tudo bem?" E ela dá um sorriso amarelo, me responde mas no encontro seguinte acontece a mesma coisa. Um dia resolvi não falar nada, entramos no elevador juntas e ela ficou disfarçando, falando com a filha. Cada uma entrou na sua casa e ficou por isso mesmo. Esse foi o último encontro. No próximo serei, novamente, toda sorrisos... só pra quebrar a dura rotina dela. Aliás, aqui em Curitiba isso é um fenômeno meio generalizado, é difícil ter amizades no mesmo condomínio. As pessoas sÃo formais e distantes, e não existe conversa de elevador além das banalidades de sempre. Reunião de condomínio é só pra reclamar e brigar, nunca pra confraternizar.
22/02/2005
21/02/2005
Hoje trabalhei na companhia de dois periquitinhos verdes e barulhentos que ficaram "gritando" na araucária. Se eu tivesse câmera digital, teria fotografado e colocado aqui no blog. O prédio está ficando bonito, terminaram o pastilhamento e a pintura externa. Tiraram todas as barras externas que sustentavam os varais que ficavam na janela da área de serviço. Prédio antigo, tinha dessas coisas... Só que já foi decidido e registrado em ata que não será mais permitido pendurar roupa pra fora do apto. Achei óóóóótimo, pois a primeira impressão ruim que tive do prédio foi justamente desse ar de "cortiço". Nada contra, eu até tenho uma atração por coisas decadentes mas... não dava, era muito feio. Pois bem, tiraram todas as barras, ficamos com um visual lindo da janela de serviço, só o verde do bosque. E não é que algumas senhoras donas de casa resolveram enjambrar o varal pra fora de novo? Fizeram umas amarrações e tal, até que conseguiram restaurar o ar de cortiço dessa parte do prédio. Não adianta, tem gente antiga que não se acostuma com mudanças, e tem gente que nunca vai perder o e "espírito de cortiço". Só que em condomínio é a maioria que decide pelo bem comum, e não há espaço para esse tipo de individualismo. Fora a vizinha da frente que coloca o lixo na escada, esperando que a moça da limpeza passe para pegar, sendo que tem 1 hora por dia para isso, mas ela não respeita esse horário nunca, põe caixa de pizza e garrafas vazias na sexta à noite e se bobear fica lá até segunda feira. Que raiva. (Nossa, hoje preciso de uma massagem relaxante!)
Um dia, por curiosidade, vou entrar no Orkut e procurar uma comunidade "Eu ODEIO órgão público". Se existir, vou me filiar. É impressionante como esses órgãos têm o dom de nos tirar do sério. Não sou uma pessoa de odiar, pelo contrário, "odeio odiar" (haha) mas hoje liguei pra CAPES e fiquei com vontade de xingar, tamanho descompromisso com os usuários. Fui saber que meu processo de pedido de bolsa está parado porque algum avaliador (são três) ainda não enviou o parecer. COMO???? Se o prazo era 31 de janeiro e estamos no dia 21 de fevereiro, como a CAPES não cobrou essa resposta aos distintos cavalheiros? Faça-me o favor. Burocracia + burrice + descompromisso. Não queria generalizar, mas vira e mexe me deparo com uma situação no mínimo irritante relacionada a algum órgão público. Já me vêm à cabeça os "Aspones"...
20/02/2005
Olha lá!!! Deu certo!! Cansada de não ter minha própria lista de links, fui em busca de um template que me oferecesse a coisa já pronta. Porque segui as instruções da Mariana para acrescentar códigos no template e só consegui bagunçar tudo. Minha meta, agora, é voltar ao template antigo, mas copiando os códigos que já estão prontos nesse template novo. E este é bem sem-gracinha, senão eu até ficava com ele... Já estou tão acostumada com o fundo escuro que não sei se me acostumo com "esse aí". (Nossa, que rejeição! Coitado do template...).
O primeiro link que coloquei foi o do Fernando, meu "padrinho" da blogosfera. Colocarei também os dois blogs que visito sempre, o da Andréa (do mei do mato) e o do Stijn. E também meus endereços favoritos, para eu não precisar ficar procurando ou digitando à toa. Bom esse negócio de ter links. Também vou tentar colocar o truque que o Fernando ensinou, de botar um código que abre uma nova janela para o link, conservando meu blog intacto.
O primeiro link que coloquei foi o do Fernando, meu "padrinho" da blogosfera. Colocarei também os dois blogs que visito sempre, o da Andréa (do mei do mato) e o do Stijn. E também meus endereços favoritos, para eu não precisar ficar procurando ou digitando à toa. Bom esse negócio de ter links. Também vou tentar colocar o truque que o Fernando ensinou, de botar um código que abre uma nova janela para o link, conservando meu blog intacto.
É lento... é muito lento... é lentíssimo! Não me lembro o personagem de televisão que usava esse tipo de expressão superlativa, pareceme que era o José Wilker em alguma novela (ou seria Paulo Gracindo?). Bom, lento demais é o horário de pico que peguei nessa internet discada, não consigo entrar em lugar nenhum, e só para abrir essa janelinha e blogar essas palavras demorei um quarto de hora, mais ou menos. E agora já nem lembro mais o que ia escrever... sindrome de domingo de manhã? Sorte que estou adiantada, acordei cedíssimo hoje (por que será? hehe). Hoje estamos no horário normal. Tudo volta ao normal depois do Carnaval, e tal... AL, AL, AL... (adoro brincar com os sons das palavras). E depois de tanto papo furado, vamos ver ser este escrito rumará para o seu destino, o blog.
Quero construir uma casa no sítio, pode ser daqui a uns dois ou três anos. Simone me enprestou umas revistas de decoração espanholas, francesas e inglesas, e eu me apaixonei por uma casa de campo inglesa, fachada de madeira pintada de vermelho e verde escuro, cheia de detalhes, com dois andares, varanda envidraçada, no quarto (em cima) uma sacada voltada para o nascer do sol. A cozinha poderia ser toda aberta para um jardim onde teríamos uma mesa para tomar as refeições nos dias quentes e de sol. Teria que colocar canos pelas paredes, por onde passaria água quente nos dias frios, uma calefação "natural" conforme se acenda o fogão a lenha. Farei muitas receitas nesse fogão... Teremos dois cachorros. Levaremos as pessoas queridas para dias de convivência agradáveis, regados a vinho tinto, pães, queijos, doces caseiros, etc. Teremos uma biblioteca, internet via rádio, telefonia rural, assinatura de TV por satélite, poltronas muito confortáveis, um pomar, uma horta, um mirante para o pôr do sol... Sonho registrado. Depois eu volto aqui para aproveitar a idéia.
Quero construir uma casa no sítio, pode ser daqui a uns dois ou três anos. Simone me enprestou umas revistas de decoração espanholas, francesas e inglesas, e eu me apaixonei por uma casa de campo inglesa, fachada de madeira pintada de vermelho e verde escuro, cheia de detalhes, com dois andares, varanda envidraçada, no quarto (em cima) uma sacada voltada para o nascer do sol. A cozinha poderia ser toda aberta para um jardim onde teríamos uma mesa para tomar as refeições nos dias quentes e de sol. Teria que colocar canos pelas paredes, por onde passaria água quente nos dias frios, uma calefação "natural" conforme se acenda o fogão a lenha. Farei muitas receitas nesse fogão... Teremos dois cachorros. Levaremos as pessoas queridas para dias de convivência agradáveis, regados a vinho tinto, pães, queijos, doces caseiros, etc. Teremos uma biblioteca, internet via rádio, telefonia rural, assinatura de TV por satélite, poltronas muito confortáveis, um pomar, uma horta, um mirante para o pôr do sol... Sonho registrado. Depois eu volto aqui para aproveitar a idéia.
19/02/2005
17/02/2005
O que escrever num blog tão introspectivo com esse? Já não me lembro mais do impacto e estranheza que me acometiam toda vez que entrava nesse "território". Já não sei, também, se esse blog é autobiográfico, se é um diário, se é um quase monólogo, nem sei se escrevo por hábito, necessidade ou prazer. Penso em escrever coisas absurdas, que não comentaria normalmente com qualquer pessoa. Coisas como estou com dor de barriga, estou deixando as unhas crescerem, não sei se quero ou não ter filhos, ou que droga de espera interminável .
Meu diário de bordo está abandonado, não escrevo nele desde outubro, coincidentemente o mes em que abri esse blog.
O dia foi realmente pesado hoje. Meu pai e Caê voltaram do sítio, para onde foram resolver a pendenga do sequestro do nosso trator numa audiência na justiça. E depois que eles chegaram, fomos ao hospital onde meu tio estava sendo operado, caso delicado. E ainda cheguei em casa e liguei pra Simone, falamos bastante, eles pintaram toda a casa de branco (era de madeira escura, casa pré-fabricada). Quero ver se damos um pulo lá pra ver a novidade.
Já estou cheia de ficar sem dinheiro. Pelo menos esse mês termino de pagar a troca das janelas. Agora vou ver se o homem da cozinha vem fazer o orçamento da reforma (só não sei pra quando...).
Meu diário de bordo está abandonado, não escrevo nele desde outubro, coincidentemente o mes em que abri esse blog.
O dia foi realmente pesado hoje. Meu pai e Caê voltaram do sítio, para onde foram resolver a pendenga do sequestro do nosso trator numa audiência na justiça. E depois que eles chegaram, fomos ao hospital onde meu tio estava sendo operado, caso delicado. E ainda cheguei em casa e liguei pra Simone, falamos bastante, eles pintaram toda a casa de branco (era de madeira escura, casa pré-fabricada). Quero ver se damos um pulo lá pra ver a novidade.
Já estou cheia de ficar sem dinheiro. Pelo menos esse mês termino de pagar a troca das janelas. Agora vou ver se o homem da cozinha vem fazer o orçamento da reforma (só não sei pra quando...).
Nunca fui muito seletiva quanto a programas de televisão. Vejo tudo, com excessão dos religiosos, dos desumanos (mundo-cão, humilhações, lavagem de roupa suja, policiais...) e do Big Brother. Vejo desde as fofocas e alfinetadas, passando por novelas, seriados, filmes, jornais, humor, desenhos, femininos, entrevistas, programas educativos e culturais... Vejo sem muito compromisso, por curiosidade, para dar risada, para dizer mesmo "nossa, que lixo". No momento os programas da vez são Desperate Housewives, seriado da Sony sobre as crises de mulheres na faixa dos 30/40; Pé na Bunda, programinha da MTV do tipo "Namoro na TV"; O Aprendiz original, com o Donald Trump, esse da categoria dos bizarros; Gordo à Bolonhesa, também da MTV, onde o casal João Gordo e Vivi recebem cobaias humanos para comer as gororobas que eles preparam durante a entrevista. Bom, todos programinhas muito edificantes...
16/02/2005
Vi Alta Fidelidade na TNT, acho que é a terceira ou quarta vez que vejo o filme e me encanto! A trilha sonora é demais, e a última cena, na festa, onde o atendente da loja de discos sobe ao palco e canta Let's get it on, do Marvin Gaye, é impagável! Que vontade de estar nessa festa... Agora estou lendo um livro do Nick Hornby - Um Grande Garoto - mas não me entusiasmei. Vi o filme primeiro (com aquele inglês de nariz fino, famoso, de Quatro Casamentos e um Funeral, ah... droga, esqueci o nome dele), e agora fico imaginando os personagens com a cara dos atores, muito sem graça isso.
15/02/2005
Vou sair por aí à cata de uma boa liquidação. Porque me recuso a pagar mais de 200 reais numa calça jeans, ou 80 reais numa blusinha. Agora dá pra pegar aquelas lojas caras que queimam o estoque, fazendo até 70% de desconto. A única coisa que não consigo comprar aqui são sapatos. Não me adapto a eles de jeito nenhum. Bico fino e saltinho não fazem meu gênero, no way...
14/02/2005
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,/ a que se deu o nome de ano,/ foi um indivíduo genial./ Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão./ Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos./ Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.
Carlos Drummond de Andrade
Estou de ressaca de 2004. Ando suspeitando que esse ano ainda não acabou... pára que eu quero descer... dá pra começar tudo de novo?!
Carlos Drummond de Andrade
Estou de ressaca de 2004. Ando suspeitando que esse ano ainda não acabou... pára que eu quero descer... dá pra começar tudo de novo?!
13/02/2005
Cortina esvoaçante de brisa fresca e céu de nuvens fofolentas
Uma carroça passando na rua (seria o leiteiro?)
Cochilo
Braço pendido, pescoço doído
Caixa de Bis amassada
Livro sobre teoria do caos e fractais
Psicodelia enlatada
Sofá curto
Sangue estagnado
Sonho meio acordada
Olhos pesados, pés gelados
Sábado desperdiçado
Uma carroça passando na rua (seria o leiteiro?)
Cochilo
Braço pendido, pescoço doído
Caixa de Bis amassada
Livro sobre teoria do caos e fractais
Psicodelia enlatada
Sofá curto
Sangue estagnado
Sonho meio acordada
Olhos pesados, pés gelados
Sábado desperdiçado
11/02/2005
Cheguei em Curitiba, abri meus e-mails e recebi a notícia da morte da Amélia, minha cabeleireira há quase 20 anos. Ela já não estava trabalhando desde o ano passado, mas não imaginava que ela não voltaria mais... fiquei muito, muito triste. Hoje estive pela primeira vez no salão da Tere, sua ex-assistente que se tornou uma grande profissional, que participa de congressos no exterior e está sempre atualizada. “Repaginei” o visual, para usar um termo da moda (e que eu nem gosto): fiz um check-up geral (luzes, corte, escova, unha) e estou com um corte chanel curtíssimo, nuca bem aparente e fios mais longos na frente. Bom, depois desse trato de emergência, volto para os livros, textos e afins. Nem avisei o Professor que eu cheguei de viagem, pois não consegui aprontar o que levei como “meta” para nossa próxima reunião (ai...). E nada de chegar o resultado da bolsa. Passei um e-mail para CAPES e disseram que mandariam uma carta na semana que vem. Mais alguns dias de suspense...
10/02/2005
24/01/2005
Cá estou eu, depois de dias corridos de aprontação para o casamento e para minha retirada de cena (sítio amanhã). Bom, como não podia ser diferente, o casamento de Gigi e Daniel não foi nada "normal"... Quando os noivos foram dançar a valsa, e os convidados foram chamados na seqüência, de repente parou tudo e entrou uma Drag Queen maluca cantando "I will survive" (que música mais óbvia...). Alguns ficaram em choque, outros não paravam de rir, os homens olhavam a figura com um misto de fascínio e terror, enfim, depois de muitas brincadeiras com o "público", a drag chamou todos os homens para o meio do salão e apresentou o número "It's raining man", logo chamou as mulheres e cantou uma música das frenéticas "Eu sei que eu sou, bonita e gostosa...", e no fim das contas todo mundo caiu na gandaia, foi muito divertido. Contudo, há de se destacar aqui que os casamentos que estão "na moda" hoje (essa história de máscaras de carnaval, pulseiras de neon, etc) perderam bastante em glamour. Virou uma pista de dança, alguns contratam até DJ e mandam ver no techno... ah, sei lá, acho que a festa ficou um tanto descaracterizada.
21/01/2005
Ontem fui no Isepe encontrar o Professor. Cheguei lá e tive que esperar um tempão, ele estava numa conversa empolgada com a Cléo. Quando finalmente íamos começar a conversar, chegou a “chefona”, que eu nem conhecia pessoalmente e, muito amável, me cumprimentou, trocamos 3 palavras até que ela sutilmente me pediu o homem “emprestado” (eu heim...). Daí fique ali, em plena mesa do cafezinho com a tese toda espalhada, sem graça, pois a todo momento chegava alguém pra pegar um café: - Boa tarde. –Olá. Cenas embaraçosas, quando se encontra alguém que não se conhece, numa situação que dura mais de 30 segundos e, às vezes, minutos. Falar o que? Invariavelmente vem aquele comentário: - Nossa, abafado hoje, né? Com certeza vai chover... Bom, os dez minutos combinados se passaram, depois vinte, e quando vi fazia quase uma hora que eu tinha chegado e não havia conseguido falar com ele. Não suportando o cheiro de cigarro das imediações, levantei e fui tomar um ar. No que ele chegou, meio preocupado com o horário, não querendo pegar o trânsito das 6 da tarde, dispensou-me rapidamente, se desculpando. O resultado disso é que acabei não conversando o que precisava, e não sei quando poderei encontrá-lo.
Amanhã tem o casamento da Gigi, a do chá de panela e da despedida de solteira que fui em dezembro. Vou para o salão de gata borralheira para sair Cinderela. Engraçado como as pessoas têm que se “fantasiar” para esses eventos. Domingo, se der tudo certo, volto a ser gata borralheira de sítio (o verdadeiro borralho é o fogão à lenha), usar minhas camisetinhas furadas e ficar de pés descalços. E comer muito milho cozido, tantos quanto eu puder, hehe! Ai, e se sair o resultado da CAPES enquanto estou lá? Vou ter que ir pra WB procurar um cyber café ou uma lan-house. E será que lá existe isso?! Duvido...
Amanhã tem o casamento da Gigi, a do chá de panela e da despedida de solteira que fui em dezembro. Vou para o salão de gata borralheira para sair Cinderela. Engraçado como as pessoas têm que se “fantasiar” para esses eventos. Domingo, se der tudo certo, volto a ser gata borralheira de sítio (o verdadeiro borralho é o fogão à lenha), usar minhas camisetinhas furadas e ficar de pés descalços. E comer muito milho cozido, tantos quanto eu puder, hehe! Ai, e se sair o resultado da CAPES enquanto estou lá? Vou ter que ir pra WB procurar um cyber café ou uma lan-house. E será que lá existe isso?! Duvido...
20/01/2005
Após festas de fim de ano e as tragédias adjacentes, a falta de assunto estagnou janeiro. Em termos de jornalismo, agora só se fala em Gisele Bünchen e no período pré-carnavalesco. E nas mancadas do (des)governo. E em Salvador já é carnaval, e continuará sendo nos próximos dois meses, mais ou menos. O duro é aguentar a enxurrada de shows detestáveis que teimam em passar e repassar todo ano antes do carnaval. E durante o carnaval, então... melhor aposentar a televisão.
18/01/2005
Almoçando com meu pai, falávamos sobre um conhecido, cujos filhos cursam faculdades que nada têm a ver com a profissão do pai (e que ele certamente não aprova). Ele um dia disse: "falei pra esses meninos escolherem uma profissão que desse dinheiro". Nessa frase, que é a que mais ouço por aí, encontra-se um monte de coisas para se refletir.
Primeiro: passa-se aos filhos que o bem mais valioso é o dinheiro.
Segundo: parece que existem profissões “certas” e “erradas” pra se ganhar dinheiro.
Terceiro: não se cogita que, para ganhar dinheiro, é preciso ser muito bom no que faz, gostar da profissão, ser dedicado, e, por que não, ter sorte. Isso em qualquer carreira.
Quarto: os pais não hesitam em interferir nas escolhas dos filhos. Não concebem a idéia de escolherem um curso que lhes dê prazer. Só dinheiro.
Quinto: os pais esperam demais dos filhos, enquanto deveriam conformar-se em dar-lhes a melhor educação, e deixar o resto com eles.
Sexto: as pessoas têm mania de viver a vida dos outros (geralmente dos filhos). Escolher por eles. Só que todos deviam exercitar o direito da escolha, cada um que arque com as conseqüências.
Poderia achar ainda mais coisa pra se comentar, tamanha minha indignação. Acho é que meus valores estão na contramão.
Primeiro: passa-se aos filhos que o bem mais valioso é o dinheiro.
Segundo: parece que existem profissões “certas” e “erradas” pra se ganhar dinheiro.
Terceiro: não se cogita que, para ganhar dinheiro, é preciso ser muito bom no que faz, gostar da profissão, ser dedicado, e, por que não, ter sorte. Isso em qualquer carreira.
Quarto: os pais não hesitam em interferir nas escolhas dos filhos. Não concebem a idéia de escolherem um curso que lhes dê prazer. Só dinheiro.
Quinto: os pais esperam demais dos filhos, enquanto deveriam conformar-se em dar-lhes a melhor educação, e deixar o resto com eles.
Sexto: as pessoas têm mania de viver a vida dos outros (geralmente dos filhos). Escolher por eles. Só que todos deviam exercitar o direito da escolha, cada um que arque com as conseqüências.
Poderia achar ainda mais coisa pra se comentar, tamanha minha indignação. Acho é que meus valores estão na contramão.
17/01/2005
A DirecTV tá uma droga. O Eurochannel não tem mais passado filmes nos horários em que eu possa assistir, e é so reprise, só reprise. Os meus seriadinhos também sumiram, não sei pra onde. Só resta assistir ao Casa Club TV para pegar umas receitas. E o que é aquela dupla de cozinheiros do Orgasmic Organic? Pra mim, cozinha é arte e coisa séria, tem que ter higiene, em primeiro lugar. A moçoila cozinha de mini blusa, o que já não é legal, pelo menos na televisão. E ela fala tanto e tão rápido, no seu inglês meio vulgar, que parece disseminar saliva por toda a bancada de alimentos. O pior de tudo é na hora de provar os pratos com o vinho. Daí a coisa fica realmente feia: a perua loira que apresenta a bebida não tem nenhuma educação pra comer; o moço oferece às suas colegas uma "garfada" de comida, no mesmo garfo (para todos). E a loirosa mastiga de boca aberta, falando ao mesmo tempo, e "enfia" um gole de vinho junto com a comida, e continua mastigando e falando, e fazendo aqueles sons peculiares:...huuummm... yummi....ooooohhh... Será que isso é porque a comida é orgásmica?! (hehe!... sem graça). Ah. As duas tem lordose.
16/01/2005
Depois da reunião que terei com meu orientador, pretendo tirar o time de campo e voltar pro sítio. Lá eu esqueço que existem outros mortais na face da terra, fico completamente isolada, o que
nesse período é bom. Além disso, a plantação de milho está chegando no ponto, e quero me afundar numa panela de pressão cheia de milho! Não, num CALDEIRÃO! rsrs. Igual aos desenhos daqueles canibais, eles me cozinhando junto com o milho e eu me divertindo lá dentro! Milho cozido é minha comida favorita, simples assim. Só que antes disso tenho um casamento pra ir, e também combinamos de fazer umas sardinhas na brasa na casa de Eduardo e Simone. Só falta achar as sardinhas, haha! Domingão de chuva, mais um dia no computer aprontando um material que já era pra ter terminado, oh céus... que preguiça.
nesse período é bom. Além disso, a plantação de milho está chegando no ponto, e quero me afundar numa panela de pressão cheia de milho! Não, num CALDEIRÃO! rsrs. Igual aos desenhos daqueles canibais, eles me cozinhando junto com o milho e eu me divertindo lá dentro! Milho cozido é minha comida favorita, simples assim. Só que antes disso tenho um casamento pra ir, e também combinamos de fazer umas sardinhas na brasa na casa de Eduardo e Simone. Só falta achar as sardinhas, haha! Domingão de chuva, mais um dia no computer aprontando um material que já era pra ter terminado, oh céus... que preguiça.
15/01/2005
Acabei indo assistir Lutero no cinema. Gostei do filme e da história. Um belo exemplo do que alguém que viveu (e sofreu) por suas convicções, e de como idéias revolucionárias são deturpadas a ponto de perderem sua essência. Lutero não imaginava dividir a igreja, assim como Jesus não imaginava criar uma nova religião, assim como Marx não idealizou o comunismo, etc, etc, etc.
14/01/2005
Ana Lu e sua turma passaram por Curitiba e acabaram de sair de viagem pra Ribeirão, depois de uma bela temporada Itapirubá/ Florianópolis (esse ano a chuva deu trágua). Ano passado, lembro-me bem de um frustante janeiro em que fomos para praia e choveu as 24 horas de seis dos sete dias da semana.
Acho que não verei praia esse mês. mas queria muito dar um pulo ainda neste verão. Quem sabe...
Ai, janeiro é duro. Principalmente se o dia lá fora estiver magnífico, como hoje. Difícil não pensar em estar tostando sob o sol quente em frente a um mar refrescante.
Acho que não verei praia esse mês. mas queria muito dar um pulo ainda neste verão. Quem sabe...
Ai, janeiro é duro. Principalmente se o dia lá fora estiver magnífico, como hoje. Difícil não pensar em estar tostando sob o sol quente em frente a um mar refrescante.
13/01/2005
12/01/2005
Oi Stijn! Gostei de chegar e receber as boas vindas! Tiver que deletar o post anterior, pois ele modificou todo o template. Já andei te visitando também, logo volto com mais calma.
Oi Fernando! Aproveitando o comentário aberto, é isso, amigo. Estive fora por quase três semanas, tomando um fôlego para começar o novo ano. E que este seja melhor, para todos!
...........................................
Acabei não indo viajar no dia 21 pro sítio. Um ex-funcionário do meu pai estava criando problemas e o caso virou um faroeste... o homem "sequestrou" o nosso trator, fez ameaças ao novo administrador de arma na cintura e tudo. Também espalhou por lá que ia pegar meu pai numa "encruziada", que ia acabar com a "prantação de mio" etc, etc. Daí foi dado queixa na polícia, mas ficamos com medo de ir pra lá e acabamos indo direto pra Sto. Antônio no Natal. Dia 25 fomos pro sítio, tomando todas as precauções, mas mesmo assim houve alguns episódios de terrorismo psicológico. Fazer o que, senão enfrentar...
Passado o pior (tudo acaba virando motivo de piada mesmo...), ficamos lá no sítio até ontem (11/01), e o nosso Ano Novo foi pitoresco. Só estávamos eu e Caê, minha mãe e meu pai. Pra não passar em branco, minha mãe e eu fomos pra cozinha, arrumamos uma bela mesa de jantar, um lindo arranjo de flores e frutas e... quando estávamos finalizando nosso strogonoff de camarão deu um temporal e apagou a luz. Que só voltou no dia seguinte as dez da manhã, ou
seja: jantamos à luz de velas, literalmente. Nem deu pra enxergar direito nossa produção! Sorte que a máquina fotográfica registrou tudo com seu flash. Não agüentamos esperar e jantamos antes da meia noite. Detalhe: sem luz, sem som. Nosso único "ruído" durante a "festa" foi o de um radinho de pilha...
Bom, fiquei todo esse tempo lá escrevendo minha tese, e nos entremeios, comendo e jogando buraco. O aperitivo começava uma hora da tarde, e com o almoço, a louça e o cafezinho, terminávamos às 4 horas. Às nove e meia da noite, jogávamos buraco. Ficamos uma semana num campeonato de "melhor de três" interminável. Sempre tinha a "negra da negra da negra" e daí por diante. Ufa! Essa foi minha temporada de "férias", agora estou na espectativa da resposta da CAPES sobre a bolsa, disseram que o resultado vem até 31 de
janeiro, mas órgão público, sabe com é...
E ainda estou tentando colocar milhões de coisas em dia, morrendo de saudades do visual da janela do “escritório” que montei na casa do sítio, e dos passarinhos que iam me visitar todos os dias.
Oi Fernando! Aproveitando o comentário aberto, é isso, amigo. Estive fora por quase três semanas, tomando um fôlego para começar o novo ano. E que este seja melhor, para todos!
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Acabei não indo viajar no dia 21 pro sítio. Um ex-funcionário do meu pai estava criando problemas e o caso virou um faroeste... o homem "sequestrou" o nosso trator, fez ameaças ao novo administrador de arma na cintura e tudo. Também espalhou por lá que ia pegar meu pai numa "encruziada", que ia acabar com a "prantação de mio" etc, etc. Daí foi dado queixa na polícia, mas ficamos com medo de ir pra lá e acabamos indo direto pra Sto. Antônio no Natal. Dia 25 fomos pro sítio, tomando todas as precauções, mas mesmo assim houve alguns episódios de terrorismo psicológico. Fazer o que, senão enfrentar...
Passado o pior (tudo acaba virando motivo de piada mesmo...), ficamos lá no sítio até ontem (11/01), e o nosso Ano Novo foi pitoresco. Só estávamos eu e Caê, minha mãe e meu pai. Pra não passar em branco, minha mãe e eu fomos pra cozinha, arrumamos uma bela mesa de jantar, um lindo arranjo de flores e frutas e... quando estávamos finalizando nosso strogonoff de camarão deu um temporal e apagou a luz. Que só voltou no dia seguinte as dez da manhã, ou
seja: jantamos à luz de velas, literalmente. Nem deu pra enxergar direito nossa produção! Sorte que a máquina fotográfica registrou tudo com seu flash. Não agüentamos esperar e jantamos antes da meia noite. Detalhe: sem luz, sem som. Nosso único "ruído" durante a "festa" foi o de um radinho de pilha...
Bom, fiquei todo esse tempo lá escrevendo minha tese, e nos entremeios, comendo e jogando buraco. O aperitivo começava uma hora da tarde, e com o almoço, a louça e o cafezinho, terminávamos às 4 horas. Às nove e meia da noite, jogávamos buraco. Ficamos uma semana num campeonato de "melhor de três" interminável. Sempre tinha a "negra da negra da negra" e daí por diante. Ufa! Essa foi minha temporada de "férias", agora estou na espectativa da resposta da CAPES sobre a bolsa, disseram que o resultado vem até 31 de
janeiro, mas órgão público, sabe com é...
E ainda estou tentando colocar milhões de coisas em dia, morrendo de saudades do visual da janela do “escritório” que montei na casa do sítio, e dos passarinhos que iam me visitar todos os dias.
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