14/03/2005

Ontem vimos "Elogio ao amor", de Godard. No Luz, cinema da Fundação, cheio, ar condicionado estragado, faltando uma fileira e meia de poltronas na frente. Chegamos com o filme começado, sentamos na fila onde ainda tinham todas as poltronas. Na nossa frente, também atrasados, chegaram Hermeto Paschoal e sua namorada, e sentaram exatamente na nossa frente, na fila "desdentada" de poltronas. Saí meio atordoada com a enxurrada de citações filosóficas/ históricas/ literárias/ artísticas em diálogos confusos. Filme de imagens recortadas, ora em preto e branco, ora em cores inverossímeis, carregado de símbolos (personagens filmados de costas, diálogos entre pessoas caladas, imagens marítmas como pinturas em movimento...). Difícil de engolir. Por isso muita gente saiu na metade do filme, inclusive Hermeto e a namorada.
Um filme obscuro. Como o amor (?).

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