Sou meio avessa a comemorar datas. Pra mim, é aniversário e Natal e olhe lá. Dia disso, dia daquilo, ah, não dá. Todo dia é dia. Mas esse ano, não sei por que, fiquei pensando na data em que conheci o Caê, há onze anos. Foi por esses dias. Início de primavera. Numa noite quente. Lembro perfeitamente da minha roupa. E da dele. Dançávamos. Ele estava acompanhado de amigos, em especial, de uma "amiga". Não desgrudamos o olhar, dançando na mesma levada por um looongo tempo. Depois nos aproximamos, e sob o olhar fulminante da "amiga", dançamos a quase um metro de distância. A moça quis ir embora, trocamos algumas palavras, ele sem jeito, querendo ficar, desejando que os amigos evaporassem dali, mas foi embora. Disse que estaria lá, de novo, no sábado seguinte. E assim foi. Nos encontramos, não nos separamos mais. É engraçado o que nos aproximou. Vínhamos de mundos completamente diferentes, e nos sentíamos tão próximos. O que nos aproximou foi o amor pela música, tenho certeza.
Pensava nisso esses dias, no poder agregador da música, da arte, da sensibilidade para as manifestações culturais em geral. Vínhamos de mundos diferentes. Hoje temos o nosso próprio, construído, com uma dose enorme de paciência, tolerância, cumplicidade. Como é bom amar e ser correspondido. Não existe clichê maior e mais verdadeiro que esse, hehe.
2 comentários:
Lindo!
Oba! Uma nova leitora (?!). Também ando lendo seu blog, rastreando os passos do nosso amigo Stijn, hehe!
Um abraço,
Lili
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