O “câncer” do ciberindivíduo
Encontrei neste site ótimos artigos sobre cibersociedade, cibercultura, cibercidadania, ciberpsicologia, ciberética e outros “cibers”.
Após uma “navegada básica”, achei também este artigo, nesta página da Universidade Federal Fluminense, sobre Dissolução e Fragmentação:Problemas nas Comunidades On-line, de Beth Kolko e Elizabeth Reid, traduzido por Helena Furtado e Josemari de Quevedo. Pertinente análise da ausência do corpo e do espaço na comunicação virtual, refletindo sobre a fragmentação psicológica do indivíduo on-line; analogia da multiplicidade do ciberindivíduo nas comunidades virtuais com a das células indiferenciadas do câncer.
“No entanto, esses aspectos oportunistas dos ciberindivíduos criam muitos dos problemas encontrados nas comunidades virtuais. A permanência psicológica dos indivíduos promana da adaptabilidade: relaciona-se com a capacidade de mudar a expressão facial para se ajustar ao momento e de criar novas para encarar as mudanças nas circunstâncias, mantendo o tempo todo a coerência e a continuidade entre essas faces múltiplas. Nossa própria pluralidade, nossos múltiplos humores e opiniões mutáveis, é o que permite a criação de uma cultura vibrante e vital. Para nós, é a singularidade dos personagens on-line que pode ser a grande ameaça às comunidades virtuais. Nelas tem sido muito fácil incentivar a multiplicidade, mas não a coerência: cada personalidade tem um espectro social limitado e não diversificado. Essa esquizofrenia cultural torna a comunidade virtual muito frágil e mal equipada para desenvolver-se com as exigências de suas circunstâncias. O corpo humano não consegue sustentar o acentuado crescimento de células não diversificadas: isto é câncer. O corpo cultural também demanda diversidade e adaptabilidade. Possuir uma multiplicidade de facetas é singularmente humano. Mas, se as comunidades virtuais devem ser sustentáveis como comunidades, devem permitir e encorajar uma projeção holística do indivíduo na paisagem virtual”.
Achei apropriado para o momento...
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