12/02/2007

Fui lá nos arquivos de comentários do Observador, (UMA ESTÓRIA? UM ENIGMA? UMA BRINCADEIRA? UMA...???) e resgatei minhas "escaramuças", como diz o Fernando, sobre o "caso Meg".
Isto esclarece o por quê da postagem abaixo, sobre "O câncer do ciberindivíduo".

Olá Fernando! Saudades. Como sabe, as minhas atividades bloguísticas têm sido bem periféricas... Já faz um bom tempo, escrevi no meu blog que gostaria de ler algum artigo sobre psicologia social na blogosfera, e ainda não tinha encontrado nada a respeito. Eu já tinha escutado os termos “bloguicídio” e “orkuticídio” (que, aliás, eu mesma já havia cometido, e o primeiro chegou a ser anunciado na Entusiasta há uns meses :-) ). Então, quando cheguei de viagem e li aqui sobre a polêmica da morte/não-morte de uma blogueira, resolvi fuçar a história. E ela é um maná! Desperdício não ser analisada! Então, alguns pontos me chamaram a atenção até agora:1) A gama de reações, controversas e/ou contraditórias, que o fato desperta na blogosfera, e a curiosidade pelas mesmas, expressada pelo número de visitas e comentários nos posts sobre o tema (partindo da minha própria experiência, claro!).2) Os juízos de valor que estão sendo construídos a partir de uma nova(?) modalidade de relacionamento social – a virtual –, bem como a (con)fusão que se faz desta com a “real”. Há, realmente, uma possibilidade de fusão entre as duas? Seria já esta questão ultrapassada?3) Sobre os juízos de valor: culpada ou vítima? Ou não há dualismos possíveis nesta suposta “pós-modernidade”? Segundo uma entrevista da própria Meg, contrapondo-se a Baudrillard (sobre o desaparecimento da alteridade na Internet), “O blog é a maior das vertigens da subjetividade”... Teria ela embarcado a fundo nessa vertigem? 4) A capacidade de resiliência na rede virtual de amigos: é possível o retorno à normalidade após uma severa perturbação? Seria esta morte forjada, consciente ou inconscientemente, uma tentativa de testar os limites desta rede?5) (E, decorrente das duas últimas) Existe “luto virtual”?Bem, desculpe se estou sendo pesada, levantando questões talvez óbvias e/ou desnecessárias para os já habituados à fugacidade dos fatos da Internet. Beijos, amigo! (Virtual?! Real?! Hehehe)...

2 comentários:

Anônimo disse...

Pois é,LIli
outro dia recebi um e-mail, dito como da Meg. Parecia mesmo, apesar de uma certa bagunça no escrever, que bem poderia ser creditado/debitado, a confusão mental que dizem que ele está passando.
Dei a maior força, achei que ele deveria voltar, com calma e sem assombros.
Vamos ver a seqüência das coisas.
bjs
fernando cals

Lili disse...

Espero pra ver, Fernando! E acredito na resiliência dos sistemas, hehe!!
Bjs