Revelei as fotos da praia (finalmente), ficaram muito boas. Ontem à noite Simone e Eduardo nos convidaram para jantar, e daí fizemos a “sessão” de fotos (trocamos negativos e tal). O jantar estava maravilhoso, ela caprichou. Primeiro, uma salada incrementada com molho idem. Depois, um suflê de cogumelos frescos muito exótico, pelo sabor selvagem do cogumelo e pelos temperos que colocou, como salsinha, kümmel, noz moscada e pimenta moída na hora. A sobremesa, então, foi surpreendente! Maçãs recheadas e assadas, servidas com sorvete de creme. Tão bonita quanto deliciosa.
Eduardo está indo para Israel na terça, onde fará contatos que possibilitarão sua ida (com a família) para lá no ano que vem, fazer seu pós-doutorado. Eduardo é o exemplo típico do professor/ pesquisador desiludido com o país. Fez seu doutorado na Alemanha, para onde foi recém casado. Ficaram lá 5 anos, com bolsa. Viajaram a Europa inteira (e mais um pouco), foram a todos os shows, eventos e museus que puderam, compraram pilhas e pilhas de CDs, e ainda conseguiram economizar um bom dinheiro. Voltaram para o Brasil; ele ganhou uma bolsa de recém-doutor por dois anos. Com as economias (e ajuda do pai), construíram uma linda casa. Passou num concurso para uma universidade pública, tiveram um filho. E agora não conseguem mais economizar nada; trabalham como loucos, vivem no vermelho, não podem fazer uma viagenzinha sequer no fim de semana sem sair do orçamento, quase não vão a shows ou compram CDs, já tiveram a casa roubada, enfim, não conseguem, nem de longe, ter uma vida parecida com a que tinham na Alemanha. Agora que terminou seu estágio probatório, pode sair para o pós-doutorado. Como são doidinhos, “escolheram” Israel. Ele pode ficar até dois anos fora, e voltar para a universidade. Depois de algum tempo poderá sair de novo, e assim sucessivamente. Ontem falava no desejo de mudar de vez do Brasil. Desapegados, ficariam numa boa fora para sempre, acontece que seus pais vieram de Petrópolis para cá só por causa dele, que é filho único, construíram uma bela casa para ver o neto crescer, etc.
E esse é um exemplo do dilema daquele (brasileiro) que tem como vocação a pesquisa...
Um comentário:
É incrível, Lili,
como essas coisas acontecem, repetidamente, aqui na nossa terra.
O Stijn, um belga, amigo blogueiro, doido pra vir pro Brasil, cansa de relatar em seu blog, que sempre que precisa, lá na Belgica, consegue emprego, que dá tranquilamewnte pra viver; e bem, diz ele.
Conta, que o que ele recebe por um dia de trabalho, dá pra viver por quatro dias.
Como comentei com ele: que nem aqui, onde a gente precisa trabalhar por quatro dias pra pagar um.Rsrsrsrs!
Moral da história: só saindo fora, indo viver/trabalhar no estrangeiro.
Beijos
Fernando Cals
Postar um comentário