23/10/2005

Ufa. Cheguei viva da experiência mais radical da minha vida... Quase uma semana num esquema tipo "O Aprendiz". Bom, não foi dessa vez, mas fiquei em sétimo lugar (quer dizer, só se classicaram 7 dos que chegaram até o final do processo de seleção, então fiquei em último lugar, hehe). Visto por outro prisma, consegui superar muita gente com doutorado e pós-doutorado, e ANOS de prática nas melhores universidades brasileiras. Nada mal para quem foi ver o que ia rolar, sem saber ao certo o que é um processo de seleção - para uma universidade pública que ficou 8 anos sem abrir um concurso.
Bom, duas coisas a apontar.
1) As pessoas ESTUDARAM para o concurso, e eu vi que tem que ser assim mesmo, a disputa é ponto por ponto, décimo por décimo, você tem que ser o MELHOR em todos os quesitos, e a competência é um detalhe (importante, lógico). Vale mesmo o estudo minucioso dos pontos programados dos quais 2 são sorteados (um na prova escrita, outro na didática). Na primeira fase tive é muita sorte, pois caiu um tema sobre o qual eu nunca tinha lido (Agroecologia). Uns três dias antes da prova, li um artigo na internet, e com uns esqueminhas e um boa dose de retórica consegui me sair bem. Sorte.
2) Existe um PERFIL segundo o qual os candidatos são analisados. No final das contas, meus pontos fortes viraram pontos fracos, pois fui a única entre os 7 classificados que não tinha nenhuma experiência em projetos ambientais no litoral. Meus pendores são teóricos e mais filosóficos. Não era o que eles queriam.

A prova didática foi uma grata surpresa para mim e as minhas limitações. Fui tranquila, falei tudo o que queria falar, interagi com a banca, descontraí, e foi elogiada pelos alunos da universidade que assistiram a aula (que é aberta ao público). Terminei no tempo certo, fiz plano de aula, avaliação, tudo. Na divulgação pública do resultado, vi o quanto é subjetiva a avaliação da prova didática: um membro da banca me deu nota 9. Outro, 6.5...

Bom, diante disso acho que fui longe demais. Teoricamente poderia ser chamada, caso precisassem de mais 6 professores no intervalo de tempo x (não sei quando "caduca" o concurso). Mas isso é uma hipótese remota. O bom disso tudo é que fui testada por mim mesma, e vi o quanto posso me superar. Nervos de aço, sangue frio, muito empenho e desempenho; já sei o que será minha trajetória até conquistar MINHA vaga nessa selva.

UFA.

3 comentários:

Anônimo disse...

Li no jornal que a madona deu o seguinte aviso a estudantes em nova york: "I know a lot of people who accepted it to be turned down. I never did that."
hehe

Lili disse...

Accepted what?!

Lili disse...

Não entendi o que ela disse ou sobre o que disse. Seria sobre não aceitar a derrota e/ou não desistir? Bom, eu vejo isso como um estímulo a novos desafios. Não posso dar murro em ponta de faca, mas sei das minhas qualificações e onde quero chegar, nada vai me demover disso. Se for por esse lado, concordo com a Madonna.