29/08/2005

Ai ai... quanta coisa...
Hoje minha tese passou pela qualificação, só que, devido às várias reformulações que foram sugeridas, e às indefinições da banca para a defesa, solicitei uma segunda qualificação, que deverá acontecer em meados de novembro.
Minha viagem para São Paulo... ah, como foi boa. Cheguei de avião em Congonhas, peguei um ônibus para Perdizes que levou quase duas horas para chegar no meu destino. Passei pelo Jabaquara, vi a igreja da Saúde, peguei a Av. Paulista engarrafada, só ali foi uma hora para chegar até a Consolação. Parei a quatro quadras do ap. da Cláudia, passei na frente da PUC puxando a mala de rodinhas, na subida. Cheguei, finalmente; fizemos um belo lanche e travamos longas conversas, que não tinham pausa, mas trafegavam de um tema a outro com a maior naturalidade.
Dia seguinte: USP. Bom, a entrevista... a mulher me triturou, passou como um trator sobre meus frágeis ossos, mas não me fiz de rogada. Saí tonta de lá, pensando zilhões de coisas por segundo, tentando aproveitar ao máximo as boas contribuições, e deixando num outro compartimento da mente a maneira com a qual ela desfilou seus argumentos positivistas, de uma forma bastante arrogante. Nada pessoal, pensava eu. Só críticas metodológicas, tentava eu me convencer. Ela não entendeu meu trabalho, nem fez esforço algum para entender. Se a + b = c, por que eu teimava em apresentar a questão como b = c – a? Durante o transe, ainda visitei a biblioteca da Biologia, pois de manhã já tinha feito uma “limpa” nas estantes das Humanas, consegui praticamente tudo o que eu procurei. Depois, já à noitinha, peguei um ônibus tranqüilo, que pegou a Cardeal Arcoverde desde o comecinho. Vi passar as lojas de sapatos, depois as de móveis, a praça Benedito Calixto, as lojas de instrumentos musicais, a Dr. Arnaldo, onde fica a Faculdade de Medicina da USP, o Cemitério (seria o do Araçá?), e logo cheguei no meu ponto, programando de pedir uma pizza quando chegasse. Dito e feito, pedimos a pizza e continuamos nossos assuntos, agora ainda mais fleumáticos. Ela dando seu parecer sobre a entrevista, eu aconselhando-a a mudar de orientador, e nesse meio-tempo ela estava finalizando um trabalho de consultoria sobre o perfil do homem “classe A”, interessantíssimo e muito engraçado! Dia seguinte: consulta à sua estante de livros, xerox, umas comprinhas no Sebo, almoço vegetariano, praça Benedito Calixto, Vila Madalena, lanche, mais conversas e cama. Dia seguinte: táxi, metrô e Rodoviária. Golden 12:00h – SP-CTBA. Ótima viagem, sem grandes demoras na ponte em reforma.
De volta ao batente, fiquei sabendo do concurso da Federal. Faço, não faço? Fiz a inscrição. Agora aguardo a data das provas, sem nenhuma preocupação em me debruçar sobre os conteúdos esdrúxulos que poderão ser sorteados como temas da dissertação. Ou seja: vou contar com a sorte, e sinceramente espero que ela esteja do meu lado, seria muito bom conseguir essa vaga na atual conjuntura da minha vida.
São muitos os desafios. Os que já passaram, os que estão por vir... esse é o estímulo que encontro; no prazer da descoberta, nas situações novas, na eterna busca pelos sentidos.
À tarde consegui uma foto do meu passarinho verde e azul. Depois, fotografei o Sol vermelho no horizonte.

2 comentários:

Anônimo disse...

Oi, Lili
Engraçada essa, quase, mania de examinadores quererem impor as suas "verdades". De fato, muitas delas, dessas verdades, e até mesmo as posições que eles tomam, são uma forma intimidatória de atuar, tentando obter dos candidatos o máximo. Para isso, eu torço.Eu, quando era professor, atuava de forma completamente diferente disso, diga-se de passagem.
Minha filha, quando fez seu exame final na Faculdade (Arquitetura), encontrou enorme resistência do mestre, uma boa parcela de antagonismo, para, finalmente, conseguir dele o grau máximo e um elogio perante toda a turma, quando falou da excelência do projeto da Andréa.
Pode ser por ai, quem sabe?
Do resto, do relato maravilhoso de São Paulo, adorei!
Beijos e boa sorte na nova investida. E uma aprovação, nada melhor!
fernando cals

Mirella disse...

Oi Li,
Faça a triagem e NAO leve pro lado pessoal! Tire proveito do bom, e se questione sobre o que nao for verdade absoluta pra vc. Esquece o resto...
Boa sorte pro concurso! Estou torcendo daqui.
beijo
Mi
Ps. Fiquei com MUITA vontade de ler o prefil do homem classe A. hahaha