Amanhã é dia das mães, a data mais especial e comercial que já inventaram. As propagandas são feitas para comover, com suas imagens e músicas sentimentais. As de celular, então, são insuportáveis. Já não se usa mais dar presentes simbólicos ou “lindos” cartões desenhados, colados e pintados, cheios de brilhos, que fazíamos com muito amor e criatividade quando crianças, acompanhados por uma chuva de beijos e abraços e, quiçá, um café da manhã na cama, todos juntos, empoleirados em volta de uma mãe feliz e orgulhosa.
Mesmo com todo o merecimento das homenagens nesse dia, o apelo comercial é selvagem. As pessoas costumam ficar feito baratas tontas nas lojas, tentando escolher um presente à altura, mesmo sem ter um puto no bolso. Angustiadas, agitadas, preocupadas em agradar, atrasadas, desesperadas, afobadas, esse é o perfil das pessoas nas lojas numa véspera de dia das mães. Entre as quais eu me incluo, principalmente porque fiquei encarregada de escolher os presentes, da minha mãe e do meu pai, que faz aniversário no dia seguinte, tarefa que consegui cumprir ontem.
Estou triste. Ontem, pela manhã, estive no enterro da mãe de Elisa, minha amiga médica que casou há um mês atrás.
Um comentário:
Por onde vc anda??? Aqui nao passou, no email também nao...
beijos
Mi
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